Direitos humanos só em palavras

Direitos humanos só em palavras
A confiança dos cristãos norte-coreanos não está em homens, mas em Deus.

Apesar de afirmar que pauta dos direitos humanos foi amplamente discutida, Trump não a incluiu no acordo assinado com Kim Jong-Un.

Após a histórica reunião com Kim Jong-Un, Donald Trump disse que os norte-coreanos mantidos em campos de trabalhos forçados foram “um dos grandes ganhadores hoje”. Perguntado por um jornalista de rede de TV americana se a opressão da Coreia do Norte sobre seu povo era a pior de todos os regimes da Terra, Trump disse: “É uma situação muito dura lá, não há dúvida disso. E nós discutimos isso ostensivamente. Nós vamos fazer algo sobre isso. É muito duro em muitos lugares, não só lá. Mas acho que vamos acordar algo sobre isso. Fora da situação nuclear, esse foi um dos tópicos primários (da reunião)”.

De acordo com um diretor da ONG Observatório dos Direitos Humanos, os norte-coreanos foram “traídos”, porque o presidente americano não incluiu direitos humanos no acordo assinado com o presidente da Coreia do Norte. Ou seja, a discussão ficou só no nível das palavras, sem nenhum avanço concreto. Hoje a Coreia do Norte é um país ateísta e totalitário, e está em primeiro lugar na Lista Mundial da Perseguição desde 2002. Há cerca de 300 mil cristãos no país, sendo que quase 25% deles (cerca de 70 mil) estão em campos de trabalhos forçados, onde enfrentam tortura e um tratamento desumano unicamente por causa da fé.

De acordo com um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos, em 2017 houve mais de 1.300 violações à liberdade religiosa na Coreia do Norte, enquanto estima-se que os campos de trabalhos forçados abriguem mais de 120 mil prisioneiros políticos. Ore pela Igreja Perseguida da Coreia do Norte, para que a reunião entre os presidentes signifique o começo de alguma mudança favorável a eles.

Fonte: Portas Abertas

DEIXE UM COMENTÁRIO

Escreva seu comentário!
Por favor, digite seu nome