Deus, a Eternidade e a Morte Física
Um olhar sobre a grande expectativa e esperança de todo aquele que crê e confia no Senhor Jesus Cristo | Foto: Reprodução

Um olhar sobre a grande expectativa e esperança de todo aquele que crê e confia no Senhor Jesus Cristo

Por Eduardo Veronese

Nós, que somos reconhecidos como os seguidores de Cristo, ou, noutra interpretação, os “pequenos Cristos”, acreditamos que tudo o que existe na face da terra, em seu sentido amplo, foi obra das mãos de Deus. Nesse sentido, quando Deus criou e terminou uma das maiores e melhor obra – o Adham, que no idioma hebraico significa ser humano ou homem, estava determinado em seu plano original de que viveria eternamente. Dito com outras palavras, a morte física e espiritual não o alcançaria.

Gênesis 1:24-27“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e repteis e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi. E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie; e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus; e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; a imagem de Deus o criou, macho e fêmea os criou”.

Abraham Lincolm, o 16º Presidente Norte-americano (de março/1861 a abril/1865), disse certa vez sobre a duração da vida do homem na face da terra: “Deus certamente não teria criado um ser como o homem, para que este existisse somente por um dia! Não. Não! O homem foi feito para a imortalidade”. No ato da criação da alma vivente, por meio do fôlego de vida, Ele projetou de que o Adham, viveria para a eternidade (acréscimo nosso). Entretanto, quando o colocou para viver no Jardim do Éden que criara (com Eva, sua adjutora), parece que não deram tanta importância e atenção, à advertência dita por Deus, seu Criador, sobre o perigo que poderiam correr, caso O desobedecessem, principalmente em relação a eternidade.

Gênesis 2:8-9,15-17“E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental, e pôs ali o homem que tinha formado. E o Senhor fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. (….). E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”, (grifamos).  

Com o ato de desobediência por parte do homem (e mulher), mudou-se consideravelmente os planos de Deus para o seu tempo de vida na terra. O Senhor, a partir de então, delimitou um período de tempo quanto a sua longevidade. Antes, bastava ao homem lavrar, cuidar e usufruir de tudo que fora criado por Deus, para que vivesse tranquilo e eternamente. Por ter ignorado a advertência do Senhor e Tê-lo desobedecido, sobreveio-lhes algumas consequências dessa tomada de decisão, isto é, houve, por parte de Deus, juízo ou correção para cada um deles.  

Para Eva, onde teve origem o cometimento do erro (pecado), passaria a sentir dores intensas durante sua gravidez, como também no momento de dar à luz a filhos: “(…): Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos” (Gênesis 3:16). Além disso, o desejo de Eva seria para o seu marido, sendo dominada por ele.

Para Adão, por ter dado ouvido a Eva, vindo a cometer o mesmo ato pecaminoso que ela, Deus amaldiçoou a terra e, a partir daí a humanidade passaria a comer de seu fruto com muito esforço e suor, retirado de seu rosto. Dito de outra maneira, o homem também sofreria dores e teria que se esforçar muito para comer o pão de cada dia: “(…): Porquanto destes ouvidos a voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela” (cf. Gênesis 3:17-18).

Depois desse acontecimento, havendo a repreensão aos transgressores das ordenanças de Deus, os homens passaram a ter um tempo abreviado de duração de sua vida na terra.

Para memorização e melhor entendimento, colocamos em destaque alguns exemplos:

. Adão: em hebraico significa “vermelho”. Depois de ter sido tentado, inclinando-se a pecar. Ainda viveu 930 anos. “E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu” (Gênesis 5:5);

. Matusalém: em hebraico significa “homem armado”. Filho de Enoque e avô de Noé. Viveu 969 anos: “E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, (…). E foram todos os dias Matusalém, novecentos e sessenta e nove anos; e morreu” (Gênesis 5:22,27);

. Abraão: em hebraico significa “Pai duma multidão”. Deus fez-lhe uma promessa de que lhe daria um filho: o Filho da Promessa – Isaque. Ela se cumpriu quando ele tinha 100 anos de idade (cf. Gênesis 21:4-5). Depois disso, viveu mais 75 anos (num total de 175 anos).

Gênesis 17:1-2,19 “Sendo, pois, Abraão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abraão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito. E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente (…). E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele. (…). Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos” (Gênesis 25:7).   

. Sara: em hebraico significa “Princesa”. Casou-se com Abraão em Ur dos Caldeus e era estéril. Faleceu aos 127 anos de idade: “E foi a vida de Sara, cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara” (cf. Gênesis 11:28-31; 23:1).

. Moisés: em hebraico significa “Tirado”. Foi escolhido e chamado por Deus para libertar o povo hebreu da escravidão Egípcia. Quando teve um encontro com o Senhor, numa chama ardente de fogo, em meio dum arbusto, ele estava com 80 anos de idade (Êxodo 3:1-10). Registra a Palavra de Deus, que mesmo em avançada idade, seus olhos não escureceram e nem perdeu a sua força. Ele morreu com 120 anos de idade: “Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu ele seu vigor” (Deuteronômio 34:4-7).

. Arão: em hebraico significa “Brilhante”. Esteve com Moisés na empreitada de libertar os hebreus da escravidão Egípcia. Era três anos mais velho que Moisés, tinha 83 anos de idade quando partiu para esta missão. Morreu com 123 anos: “E era Arão da idade de cento e vinte e três anos, quando morreu no monte Hor” (Números 33:38-39).

. Josué: em hebraico significa “Jeová é salvação”. Estava o tempo todo junto a Moisés, sendo o seu auxiliar direto e de inteira confiança. Com a morte de Moisés, tornou-se seu sucessor, conduzindo os hebreus a terra de Canaã. Morreu com 110 anos de idade: “Então, Josué despediu o povo, cada um para a sua herdade. E, depois destas coisas, sucedeu que Josué, filho de Num, o servo do Senhor, faleceu, sendo da idade de cento e dez anos” (Josué 24:28-29).

Se olharmos para o nosso tempo, o Século XXI, podemos até pensar que eles viveram muitos anos, haja vista que a expectativa de vida do brasileiro (e qualquer ser humano), gira em torno dos 71 anos de idade (Rick Warren, 2013). Mas, se compararmos com a vida eterna, este tempo tornou-se muito breve. Com o pedado da desobediência deste primeiro “homem”, a morte física alcançou toda a humanidade.

Salmo 90:10 – A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.

Como afirma o próprio Salmista, todo ser humano que ultrapassar este tempo previsto de sua vida aqui na terra, é, quase certo, que poderá ter muitos comprometimentos em sua saúde física (carne, corpo) e, também mental.

1. COMPARAÇÕES DA VIDA HUMANA NA BÍBLIA

As Escrituras Sagradas apresentam narrativas em forma de analogias, de como a vida humana é breve nesta terra, fazendo comparações com aspectos ou eventos da natureza. Vamos ver alguns para nossa reflexão:

1.1 – A Vida como uma Sombra: a sombra, segundo o dicionário Aurélio, nada mais é do que o “o espaço físico que foi privado de luz ou que se tornou de menor claridade”. Independentemente de qualquer que seja a interposição que faz surgir a sombra, seja um edifício, uma árvore, uma nuvem, etc., nós temos a certeza de que ela não durará muito tempo.

1 Crônicas 29:15“Porque somos estranhos diante de ti e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há outra esperança”.  

Esdras, o autor deste Livro, registra neste capítulo 29, acerca das ofertas para a construção do templo do Senhor. Serve também para nós (Cristãos atuais) como exemplo duma atitude louvável por parte do povo de Deus, em contribuir com a sua obra na terra (ofertas e dízimos).

1.2 – A Vida como um Vapor: o vapor é a forma gasosa que tomam os líquidos. E quando esse processo químico acontece, ele ocorre com muita rapidez.

Tiago 4:13-15“Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos e ganharemos. Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser (ou permitir), e se vivermos, faremos isto ou aquilo”.

Tiago, neste capítulo 4 de sua Epístola, narra sobre a limitação e falibilidade dos planos elaborados pelo homem. Deixando um importante alerta para todos nós, de que antes de planejarmos qualquer coisa, devemos colocar tudo diante do Senhor.

1.3 – A Vida como uma Flor de Erva:  é uma planta mole ou sensível, cujas partes aéreas, incluindo o seu próprio caule, morrem todos os anos depois da frutificação.

Tiago 1:8-11“O homem de coração dobre (fingido, traiçoeiro) é inconstante em todos os seus caminhos. Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico, em seu abatimento, porque ele passará como a flor da erva. Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece (morre), assim se murchará também o rico, em seus caminhos” (acréscimo nosso).

Tiago, neste capítulo, apresenta palavras de encorajamento aos seguidores de Cristo, mesmo diante das aflições e perseguições, pois se nos mantivermos firmes, por meio da nossa fé, isto resultará em paciência.

1.4 – A vida como um Conto: o conto nada mais é do que uma narração curta, que pode ser apresentada de forma falada ou escrita:

Salmo 90:9“Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro”.

O Salmo 90, nada mais é, do que uma oração feita por Moisés, descrevendo a vida humana como um conto ligeiro, mas também como um “sono” e uma “erva”, em que todos têm pouca duração de vida: nascem, crescem e morrem rapidamente. O tempo de nossa vida na terra, será muito breve, como já dissemos anteriormente. Aquilo que realizarmos durante o transcorrer desses anos, poderá produzir consequências que durarão para sempre: “Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor. (Porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5:6-8).

O teólogo Rick Warren (2013), descreve a nossa vida, comparando-a como um ensaio ou treinamento: estamos nesta terra participando duma preparação para acessarmos o outro tempo de nossa vida – a vida eterna. Este sim, será um tempo bem maior do que aqueles vividos aqui na terra. Não podemos esquecer também, que a eternidade nos apresenta ou concede apenas duas alternativas: o acesso ao Céu (o gozo eterno) ou o acesso ao Inferno (o tormento eterno).

2. A VIDA HUMANA E A MORTE FÍSICA

Nós, cristãos, temos que ter em mente que a morte não é o fim de nossa existência, mas é tão somente a transição (a passagem) para a vida eterna. Por isso, haverá consequências eternas para tudo que fazemos aqui na terra. Cada ato de nossa vida faz soar um acorde na eternidade. Infelizmente, muitas pessoas terão de suportar a eternidade sem Deus (o sofrimento eterno), pois estão preferindo viver sem a Sua presença neste mundo. Quando percebermos que a morte física não é o fim de nossa existência, que não é viver apenas “o aqui e o agora”, mas que é uma preparação e ensaio para a eternidade, provavelmente passaremos a mudar a nossa forma de viver e ver a vida de um angulo totalmente diferente.

2.1 – Vida apegada aos Bens Materiais: vivemos num momento em que o centro de tudo voltou-se para a figura do homem. Estamos voltando para o antropocentrismo; o homem como o centro de tudo. Passamos a dar mais valor e a tentar alcançar a fama, o sucesso, status social, o dinheiro, os títulos acadêmicos, entre outras coisas. Gastamos quase a totalidade de nossas vidas e de nosso tempo, com coisas efêmeras e fúteis. Alguém disse que: “Estamos usando mais as pessoas e amando mais as coisas”. Nos esquecemos que viemos para o mundo nus e sem nada. E quando morrermos, não levaremos nada conosco. O patriarca Jó disse: “(…): Nu sai do ventre da minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21).

Grande parte das pessoas “vivem como se nunca fossem morrer e, muitos morrem, como se nunca tivessem vivido” (Dalai Lama). Há também, aqueles que pensam que o mundo nunca vai acabar. Quando nos conscientizarmos e voltarmos para Deus, procurando adquirir muita intimidade com Ele, passaremos dar mais valor à vida e ao relacionamento humano: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória (refugo, esterco), para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7-8).

Lembrem-se: Deus tem um propósito para a vida de cada um dos seres humanos, mas ele não termina aqui na terra. Portanto, por maior tempo que você viva aqui (70 anos ou mais que isso), nada é comparado ao plano d’Ele para sua vida, o de viver eternamente. E o melhor de tudo isso, é que irá desfrutar de Sua Majestosa companhia para sempre.

Mateus 25:32-34“E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas a sua direita, mas os bodes a esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem á sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.

Segundo Warren (2013), “Deus nos destinou, segundo Sua imagem, para viver eternamente”. E acrescenta ainda o autor que: “a razão de sentirmos que deveríamos viver para sempre é que Deus condicionou nossa mente com esse desejo!” Ouvimos constantemente muitas pessoas dizerem a seguinte frase: “A única certeza de que temos nesta vida, é de que um dia morreremos”. Desta fala, podemos acrescentar ainda que, a partir do dia em que nascemos, começa a “des-contar” o tempo de nossa permanência aqui na terra (vindo a morte física).

Isto, caso Cristo não volte antes. Se olharmos por essa óptica, podemos ver a morte como algo natural, mas também, de certa forma, para muitos, tida como injusta. A boa notícia para todos os Cristãos, aqueles que acreditam em Sua existência e Poder, pauta-se em que o propósito de Deus para a sua mais bela criação – o Adham, continua inalterada, isto é, fomos criados para a eternidade. Não importa quando ou de que forma ela virá, quer seja por meio duma doença, um infarto fulminante, um acidente automobilístico, entre tantas formas de se morrer fisicamente.

E se isso acontecer, será meramente o fim de nossa existência física (carne, sangue e/ou corpo), de nossa habitação temporária na terra, mas não será o fim de nossa outra vida … a Vida Eterna: “Porque sabemos que se a nossa casa terrestre (corpo, ser humano) deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Coríntios 5:1-2).

Esta é a grande expectativa e esperança de todo aquele que crê e confia no Senhor Jesus Cristo. De que um dia, estaremos em definitivo morando com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Em estando morando lá, nós: “(…) não descansaremos nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (cf. Apocalipse 4:8).


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