Despertamento Espiritual, um Milagre
Escola Dominical – Lição 2, do 3º trimestre de 2020 – Despertamento Espiritual, um Milagre. | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 2, do 3º trimestre de 2020 – Despertamento Espiritual, um Milagre.

Por Aniel Ventura

O cativeiro do povo Judeu trouxe tristeza e desespero, mas a libertação do cativeiro trouxe extrema alegria despertamento e renovação. Os muitos anos de servidão contribuiu para discipliná-los e os curar da idolatria, impregnando em seus corações uma atitude de adorar somente ao Deus Jeová. A Palavra de Deus quando observada atentamente sempre trará despertamento para a vida dos que o servem (Sl 126.1-3).

I – O DESPERTAMENTO ESPIRITUAL EMANA DO PRÓPRIO DEUS

1. O milagre do despertamento de Ciro

“…No primeiro ano de Ciro…” “…despertou o Senhor o espírito de Ciro…” (Ed 1:1).

Os medo-persas conquistaram a grande capital da Babilônia, sem destruí-la, levando-os a substituírem os babilônios como reino liderante do Oriente Próximo, no entanto isso não foi surpresa para Daniel, ele já havia falado claramente a Nabucodonosor que outros impérios viriam após ele (Dn 2.38-49).

Embora o texto bíblico não mencione, Daniel pode ter tido conhecimento sobre Ciro nos escritos de Isaías (Is 44.28; 45.1). Esse monarca é mencionado aqui como o pastor a quem Deus iria despertar, retornando os judeus à Jerusalém.

É admirável o poder onisciente do Todo-Poderoso em predizer o futuro, como o nascimento de Ciro, o conquistador da Babilônia, o qual ele chamou pelo nome, cerca de 160 anos antes do seu nascimento (Is 44.28).

No tempo de Daniel, Ciro já compunha a política internacional por diversas décadas, no entanto o édito para o retorno dos judeus ainda não havia sido publicado. Deus despertou o espírito de Ciro, a pôr em prática uma política beneficente, permitindo os exilados retornar às suas terras.

2. O Retorno dos exilados

O livro de Esdras registra duas das três ocasiões em que os israelitas exilados voltaram a Judá.

A primeira ocorreu em 538 a.C., sob a liderança de Zorobabel (Ag 1.1,14; Zc 4.9), onde 50.000 exilados voltaram (Ed 2. 64,65) iniciando a reedificação do templo vindo a concluí-lo somente em 516 a.C.

A segunda ocasião foi por volta de 457 a.C. liderados por Esdras (Ed 7-10). Esdras como bom líder, empenhou em promover a vida espiritual do povo e orientá-los à obediência à Lei de Deus (Ed 10.1-6).

A terceiro aconteceu em 444 a.C. na liderança de Neemias, que foi a Jerusalém para reedificar os muros da cidade (Ne 2.17).

Em todas essas ocasiões houve um despertamento aos judeus, crendo que o retorno à sua terra era um sinal de que ainda tinham um papel redentor a desempenhar.

II – AS FINALIDADES DO DESPERTAMENTO

1. A restauração nacional de Israel

Cerca de dois anos depois que o império babilônico foi derrotado pelo império persa, iniciou-se o retorno dos judeus à sua terra. No Livro de Esdras encontramos o relato do primeiro e do segundo grupo de repatriados envolvendo três reis persas (Ciro, Dario e Artaxerxes) e cinco líderes espirituais de destaque:

(1) Zorobabel, foi quem conduziu os primeiros exilados;
(2) Jesua, um sumo sacerdote muito piedoso, auxiliou a Zorobabel;
(3) O profeta Ageu animou o povo falando sobre a glória da última casa;
(4) Zacarias, um profeta de Deus, também encorajou o povo a concluir a reconstrução do templo;
(5) Esdras, conduziu o segundo grupo de exilados de volta a Jerusalém, a quem Deus usou para restaurar o povo, espiritual e moralmente.

Muitos judeus ricos permaneceram no exílio (Ed 1. 4-6); o objetivo desses era animar, apoiar os que agora voltavam à terra de Judá.

2. A restauração espiritual de Israel

Os judeus chegaram em Jerusalém, reconstruíram o templo, edificaram o altar e restauraram a adoração contínua ao Senhor. Ao lançar os alicerces do templo, entoaram louvores a Deus, presenciaram a resposta às suas orações, bem como a sua bondade, para com eles. Os que tinham visto a glória do templo de Salomão derramaram lágrimas, e outros expressavam brados de alegria aliviados pelo fim do terror que tinham vivido. Nossa adoração ao Senhor deve ser sempre espontânea, pois Deus fez todos diferentes, portanto é de se esperar que haja variedade de expressões quando o povo de Deus se rende ao Espírito Santo. Quando nos entregamos de corpo, alma e espírito a Deus, somos também restaurados por ele.

III – DEUS CUMPRE SUAS PROMESSAS

1. A fidelidade de Deus em suas promessas

Deus despertou o espírito de Ciro, para ser benevolente para com os vencidos e exilados, Deus estava cumprindo a sua promessa feita através de Jeremias (Jr 25.12,13). Em Provérbios está declarado que o coração do rei é como ribeiros de águas na mão do SENHOR; a tudo quanto quer o inclina, a fim de garantir a marcha contínua da redenção e desfecho da história (Pv 21.1). Segundo a história, a cidade da Babilônia tinha cem portas de bronze e os portões conectados ao seu fosso de defesa, não foram fechados no dia em que Ciro cap­turou a Babilônia (Is 44.27). Xenofonte, historiador grego, diz que os matadores de Belsazar foram Gobrias e Gadatas.

2. Deus renova suas promessas de bênçãos

O livro de Isaías, do capítulo 40 ao 55 dirige-se aos exilados babilônicos de forma profética. Essa profecia confortadora, escrita a mais de um século antes do retorno, promete aos exilados Judeus, que eles voltariam para Jerusalém (Is 40.1,2) e ali encontrariam o Messias na forma do Servo So­fredor (Is 42.1-4) — o mesmo que será o grande Rei futuro no reino messiânico (Is 7.14; 9.6,7; 11.1-5).

Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus”. (Is 40.1).

Consolai é dito a todo o povo do Sião (Is 1.9) referindo-se à misericórdia e o amor de Deus. Esse verbo, repetido de forma enfática, proclama o fim do sofrimento do povo e esta mensagem põe fim às queixas dos exilados (Lm 1.2). Esse consolo teve realmente seu cumprimento quando Cristo nasceu (Lc 2.25). O retorno do cativeiro babilônico havia sido ansiado por tanto tempo que parecia um sonho àqueles que voltavam. Alguns haviam esperado a vida inteira. A alegria do povo era incontida; não parava mais de louvar a Deus. O clima era de riso e alegria, de deleite na salvação de Deus que é rico em bençãos (Is 12; Sl 126).

3. Deus renova a fé dos abatidos

No salmo 13, Davi lamenta se sentindo distante de Deus e abandonado, pressentindo a morte ele roga a Deus que intervenha antes que morra. Para que o meu inimigo não se alegre, pois seria uma alegria contra Deus, em quem o salmista confiou (Sl 35.19; 13.5,6). O tom do salmo muda abruptamente, de desespero para esperança. No versículo, 5, Davi se lembra de seu compromisso de confiar completamente em Deus, Sua fidelidade e seu comprometimento de cuidar de Seu povo. Nesse momento suas forças se renovam e certo de que Deus o livraria, Davi decide falar ao povo como ele se sente e louva a Deus pela renovação e livramento. “…tirou-me de um lugar horrível …” (Sl 40.1-3).

IV – O DESPERTAMENTO TORNA OS HOMENS OBEDIENTES À PALAVRA

1. O culto que foi restabelecido em Jerusalém, foi exatamente aquele que a lei de Deus determinava (Ne 12.44-47).

 Os capítulos 8-10 de Neemias, relata um dos maiores avivamentos do A.T. O verdadeiro avivamento e a renovação, emanam exclusivamente de Deus e os meios para isso são: a Palavra de Deus, a oração, a confissão de pecados, um coração quebrantado e contrito, a renúncia às práticas pecaminosas da sociedade contemporânea e a renovação do compromisso de andar segundo a vontade de Deus e de fazer da sua Palavra o nosso viver diário (Ne 8.1-8; 9.2; 10.29).

2. O despertamento dado pelo Espírito Santo faz com que os crentes desejem intensamente ser fiéis à Palavra de Deus

Pelos teus mandamentos me fazes mais sábio…” (Sl 119.98). O cristão em sua dedicação à Palavra de Deus, aprende a ver na perspectiva que ele vê, a valorizar o que ele valoriza e amar o que ele ama. Enfim, passamos a viver em sintonia com os pensamentos de Deus (1 Co 2.16).

Vivendo a palavra de Deus, os princípios espirituais nos evitarão tristezas, ciladas e tragédias causadas por decisões e escolhas erradas. O Espírito Santo em sua sabedoria, nos despertará a sermos mais fiéis a Deus em todos os momentos da nossa vida (Sl 119.105,106,112).

Conclusão

O livro de Esdras e Neemias, foi escrito para mostrar a fidelidade e a providência de Deus na restauração do remanescente judaico que voltou do exílio Babilônico. Deus moveu os corações de três diferentes reis persas (Ciro, Dario e Xerxes), para ajudarem o povo de Deus a regressar à sua pátria a repovoar Jerusalém e reedificar o templo. Levantou líderes espirituais capazes para conduzir o remanescente a cultuar a Deus e ter um avivamento espiritual, com dedicação à sua palavra e arrependimento dos pecados e da infidelidade a Deus. Podemos concluir com uma pequena frase, porém poderosa: “Deus é fiel”. Aleluia.

Comentário de apoio da Lição 2, do 2º trimestre de 2020 – Carta aos Efésios – A SUBLIMIDADE DAS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS EM CRISTO.

Bibliografia
A história de Israel no Antigo Testamento – Samuel J. Schultz – S.R. Edições Vida Nova

Panorama Histórico de Israel – Antônio Renato Gusso – A.D. Santos Editora
O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
História de Israel no Antigo Testamento – Eugene H. Merrill – CPAD
Daniel e Apocalipse – Antônio Gilberto – CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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