Deserto de Negev: descoberta de nascentes de água reflete profecia de Isaías
Deserto de Negev. (Foto: Ooriya Ron/iStock)

Pesquisadores revelam a origem do gigante reservatório de água sob o deserto de Negev.

Cientistas descobrem a origem do gigante reservatório de água doce que se formou sob o deserto de Negev. A descoberta foi feita por uma equipe internacional, formada por cientistas dos EUA e de Israel.

O reservatório faz parte do Sistema Aquífero do Arenito Núbio. Ele é o maior aquífero de água fóssil no mundo, estando a sua grande maioria sob o Saara Ocidental.

Os resultados foram publicados esta semana na revista PNAS (The Proceedings of the National Academy of Sciences). De acordo com a publicação, o aquífero que se “esconde” sob o deserto de Negev começou a formar-se a partir de dois afluentes antigos, que existiram há 38.000 anos e há 360.000 anos.

Profecia de Isaías

No Antigo Testamento, a revelação foi feita por meio do profeta Isaías.

“Abrirei rios nas colinas estéreis, e fontes nos vales. Transformarei o deserto num lago, e o chão ressequido em mananciais” (Isaías 41:18 NVI).

Especialista em profecias bíblicas, Pinchas Rabino Winston salientou que muitas realizações de profecias só se tornam claras olhando para trás.

“Desde o ano 2000, começamos a ver mais e mais eventos se encaixando no cenário do fim dos dias. Às vezes é difícil confirmar se uma profecia específica foi cumprida ou não. Muitas vezes, apenas em retrospecto podemos entender as coisas ”, disse ele.

Aquífero gigante

Israel é uma superpotência da tecnologia da água. Faz o deserto florescer, com irrigações que fazem com que as plantações feitas no local produzam flores e frutos.

Os cientistas analisaram o conteúdo de dois isótopos para chegar à conclusão do gigantesco aquífero e de sua localização precisa. Os isótopos foram o de crípton (crípton-81) e o de hidrogénio (deutério), extraídos de várias amostras de água.

Pela quantidade encontrada de crípton-81, as amostras podem ser datadas numa faixa temporal entre 40.000 e 1.5 milhões de anos. A proporção de deutério permite determinar a fonte da água em causa e as condições climáticas existentes no ambiente.

“Até onde sabemos, esta foi a primeira vez em que as águas subterrâneas puderam ser usadas diretamente como um arquivo climático nestas longas escalas de tempo”, disse o físico Jake Zappala, do Laboratório Nacional Argonne, nos Estados Unidos.

“Recorrendo à datação de crípton, podemos dizer quando choveu, e a proporção de água pesada relativamente. À ligeira, diz-nos algo sobre o padrão climático (…). Portanto, temos uma correlação direta entre o clima e os padrões climáticos regionais”, sustentou.

A publicação frisa ainda que a água que está sob o deserto de Negev não é a mesma água fóssil que se “esconde” sob o Saara, que foi depositada durante monções no Holoceno.

A investigação foi conduzida por cientistas do Laboratório Nacional Argonne, nos Estados Unidos, e da Universidade Ben Gurion, em Israel.

O aquífero Núbio cobre uma área de mais de dois milhões de quilômetros quadrados. Estima-se que contenha 150.000 quilômetros cúbicos de águas subterrâneas.

Fonte: Guiame
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