Demandas e Incertezas

O vento sopra para todos os lados e não traz consigo o galardão de cada trabalhador

Por Wanderli Pereira

Faltam pouco menos de dois meses para encerrarmos o ano de 2019. Vemos as mesmas notícias; as mesmas faces e pouco mudou durante todo o ano.

A economia se arrasta; a política se debate contra si mesma buscando algo sustentável para se apoiar, e não naufragar.

O desemprego não dá trégua – são mais doze milhões de desempregados que engrossam filas e filas em busca de uma colocação no mercado de trabalho. As falácias econômicas e sociais já se tornaram em sermões que nada mudam na vida de ninguém – não encoraja nem apazígua os ânimos. Talvez alguém diga que o problema é a estrutura fragilizada de um país de quinto mundo onde vive o chamado “zé povinho”.

Na verdade, nada disso é o problema. A questão é a corrupção deslavada; uma justiça que beneficia uma elite atrasada, de mente retrógrada que pensa apenas no seu próprio umbigo; e ampliam suas dissertações do quanto pior melhor; uma elite improdutiva que beneficia a si mesmo e a um grupo de malfeitores aliados que sem parar sugam as tetas da nação; e além de tudo, pensam que são superiores a um Deus que tudo criou.

Um dia, esses mesmos malfeitores da combalida pátria, terão que pagar cada centavo espoliado do bolso ou do cofre do povão. Quem sabe, ao se lembrarem de suas trapaças mirabolantes e fantasiosas, possam sentir vergonha e desprezo de si mesmos.

Hoje, o homem faz o que deseja sem esperar pela justiça humana que não há. Deveriam olhar para os seis lados (N S L O, para cima e para baixo) e tentarem ao menos questionar o quanto de testemunhas há nas esferas visíveis e invisíveis que assistem sem nada dizer sobre o desenvolver dos fatos, e o enrolar das amarras que os prendem no lamaçal da ganância desenfreada.

Se acreditam em um plano superior e universal que rege tudo e todos, isso não é problema, mas será. Todavia, deveriam saber que não mandamos nem em nós mesmos; não sabemos a que hora o ladrão entra na casa; não se sabe a que horas chega o infarto. Não se escolhe quem desce ou quem sobe.

Contudo, em se tratando de homens com superior capacidade de interpretação de leis e códigos, não poderão se salvar, mas admitem que são inatingíveis, inabaláveis, inquestionáveis e, imortais.

Alexandre, o Grande, deveria pensar a mesma coisa que os brasileiros de elevadas posições e de destaque na sociedade, pensam de si mesmos. O maior império, as maiores riquezas, todas as raças e línguas aos seus pés, por causa da lâmina de sua espada e de suas estratégias militares insuperáveis.

Como tudo tem um fim, Alexandre, o Grande, entrou para a história e para o mundo do além. E não será diferente à história do brasileiro que engana, espolia e se apropria de bens alheios. A hora chega… a matemática não fecha a conta; quem disse que era maior e melhor que Deus, se esconderá nas cavernas, e não passará de feno para o fogo que consumirá.

O povo brasileiro tem trabalhado para o vento, e não tem recebido o seu devido soldo do fim de mês… O vento sopra para todos os lados e não traz consigo o galardão de cada trabalhador, mas, chegará o dia em que gritarão por misericórdia e não terão nenhum ouvido para ouvi-los, todos aqueles que em suas enclausuradas mentes, negaram justiça ao pobre e ao faminto.

A mesma história se repete dia após dia: o milionário e Lázaro. Daqui há pouco acontecerá com a elite do atraso do Brasil e com os seus trabalhadores. Quem viver verá a saga entre o intelectual superior que negou justiça a vida toda, e um juízo avassalador, com força desproporcional que exigirá justiça a qualquer custo.

Observadores da lei: preparem-se! O dia da justiça virá sobre a economia do país; a pirâmide vai virar de ponta-cabeça.

Wanderli Pereira
É bacharel em Economia, e presbítero da Assembleia de Deus em Vila Velha (ES).
( ** Texto de colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor )

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