Demanda de filmes familiares e bíblicos forçam mudanças em Hollywood

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Forte demanda por filmes familiares e bíblicos mudam política de Hollywood

Muitos estúdios já possuem divisões para filmes baseados na fé

Por Jussara Teixeira

2014 pode ser marcado pelo ano do renascimento do filme bíblico. Após quase 30 anos em que grandes marcos do cinema como Quo Vadis, O Manto Sagrado, Os Dez Mandamentos, Reis dos Reis e Ben Hur, todos da década de 50, uma nova safra de filmes baseados na Bíblia, ou pelo menos em interpretações das Escrituras, são lançados para uma plateia ávida por histórias de vida e edificação pessoal.

Isso quer dizer que os populares filmes contendo cenas de sexo, nudez, vícios e todo tipo de profanação vai acabar? Certamente que não. Mas Hollywood está se dando conta que o público que anseia por filmes sobre fé e família não pode ser ignorado. E representam uma considerável fatia de consumidores, sendo, sim, sinônimo de boas bilheterias.

É o caso de Noé, que apesar de sua controversa e discutível interpretação da antiga história do livro de Gênesis, abriu a safra do ano de filmes bíblicos gerando enorme expectativa em um público ansioso por ver uma grande história na tela grande.

Um ministério que trabalha especificamente mostrando como o conteúdo dos filmes influencia diretamente nas arrecadações das bilheterias está impactando o mercado cinematográfico norte-americano e mundial, o Movieguide.

Por meio de uma cerimônia de premiação anual, uma cativa audiência de executivos de Hollywood entra em contato com dados que revelam que filmes sobre fé e para a família superam a concorrentes em rentabilidade.

“Muitos executivos de estúdios e artistas estão captando a mensagem”, disse o fundador do ministério Movieguide, Ted Baehr . “Mais bons filmes estão sendo feitos a cada ano. Hollywood está sendo resgatada”, afirma.

Atingindo o ponto nevrálgico da indústria cinematográfica – a rentabilidade -, o ministério mostra a executivos que os estúdios podem estar jogando fora milhões quando apostam em um filme sem a fé como seu tema principal. E pouco a pouco, os estúdios começam a mudar suas escolhas.

De acordo com o líder do ministério, que falou ao site WND, quando iniciaram suas atividades, em 1985, havia a cada ano somente um ou dois filmes com conteúdo fortemente bíblico. “Hoje, há em media 65 filmes a cada ano, um aumento de 3,150 %”, afirma.

Ele chama a atenção para o fato de que muitos estúdios já possuem divisões para filmes baseados na fé. Alguns exemplos recentes são “Heaven is for Real”, da Sony, “Filho de Deus”, da 20th Century Fox, Êxodus”, da  Warner  (a ser lançado no final do ano). Outra tendência apontada é que todos os grandes estúdios, não só a Disney, estão realizando longas metragens para crianças e famílias.

Baehr diz que o crédito pelas transformações que estão ocorrendo no meio cinematográfico é da Graça de Deus. A atuação do ministério baseia-se em “elogiar aqueles que fazem o certo” (1 Pedro 2.14) e expor “as obras infrutíferas das trevas ” (Efésios 5.11).

“É claro que esta é uma obra de Deus”, conclui, dizendo que espera construir um modelo eficaz para ajudar outros grupos conservadores e ministérios a levar cativo todo pensamento a Jesus Cristo.

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