De cada 3 pessoas no mundo uma é obesa ou desnutrida
No Brasil, fome atinge menos de 2,5% da população, mas a obesidade já afeta 20%. | Foto: Divulgação / Pexel

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que obesidade e desnutrição, dois extremos da questão alimentar, estão se agravando no mundo.

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) manifesta preocupação com os dados divulgados recentemente pela FAO, de que a cada três pessoas no mundo uma é obesa ou desnutrida e que essa proporção será de uma para duas em 2025. “São dois extremos bastante nocivos à saúde”, salienta o presidente da entidade, o médico José Francisco Kerr Saraiva.

O relatório mais atualizado da FAO, mostra que a fome afetava 821 milhões de pessoas no mundo em 2017 e a obesidade, 672 milhões de adultos, 124 milhões de crianças e adolescentes (de cinco a 19 anos) e 40 milhões de crianças com menos de cinco anos, segundo dados referentes a 2016.

“No Brasil, conforme as mesmas fontes, o problema tem um perfil um pouco diferente: a fome atinge menos de 2,5% da população, mas a obesidade já afeta 20%. Em algumas regiões, como o Nordeste, a desnutrição infantil é mais grave, mantendo-se acima dos 5%”, disse o médico.

Dr. Saraiva salienta que a obesidade é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como infarto e derrames cerebrais, e de enfermidades como diabetes, colesterol e triglicérides elevados e hipertensão, também nocivas ao coração. “Por isso, é muito importante conscientizar a população sobre a necessidade de uma dieta equilibrada e de atividades físicas regulares para se evitarem o sobrepeso e a obesidade”.

A desnutrição, no outro extremo do problema apontado pela FAO, leva a uma série de alterações na composição corporal e no funcionamento normal do organismo: perda muscular e dos depósitos de gordura, debilidade física, desaceleração ou interrupção do crescimento, alterações psicológicas, alterações de cabelo, pele e do sangue, anemia, depressão e apatia. Há, ainda, alterações no funcionamento de órgãos e sistemas respiratório, imunológico, renal, cardíaco, hepático e intestinal.

“Como se observa, o excesso ou a falta de alimentos é muito prejudicial às pessoas. A fome é um problema ligado à exclusão social e precisa ser combatida por meio de políticas públicas eficientes. A obesidade tem como causa os maus hábitos alimentares e o sedentarismo e deve ser enfrentada pelas famílias, a sociedade e o governo. Em ambos os casos, as consequências são muito nocivas à saúde pública”, enfatiza o presidente da Socesp.

Fonte: Folha Vitória

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