Culto evangélico pode virar Patrimônio Cultural de Curitiba

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Projeto foi proposto pela vereadora Carla Pimentel (PSC), que já tentou dar o título de Cidadão Honorário para o pastor Silas Malafaia

Vereadora Carla Pimentel: Culto evangélico pode virar Patrimônio Cultural de CuritibaA vereadora Carla Pimentel (PSC) apresentou a Câmara Municipal de Curitiba, capital do Paraná (PR), uma proposta para declarar os cultos evangélicos como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A intenção, segundo ela, é preservar ações culturais produzidas dentro dos cultos, como apresentações de música e de teatro.

O projeto diz respeito a todas as denominações evangélicas. Ele ainda deve ser analisado pelas comissões da Casa, antes de ser votado em plenário. A autora acredita que no decorrer do processo legislativo é provável que outras religiões sejam incluídas por meio de proposições de outros colegas.

 “Existe muita cultura produzida pelas religiões, inclusive as religiões africanas têm a sua cultura e temos que preservar. A cultura católica também. Outros vereadores já estão propondo emendas pra ampliar o projeto para outras religiões, estamos conversando”, explicou Pimentel.

A vereadora ainda defendeu seu projeto da seguinte forma: “Ao constituir sua rotina diária, as Igrejas Evangélicas promovem cultura através da leitura de textos bíblicos, da oratória e da socialização em seus encontros. É indubitável o caráter cooperador dos cultos para a construção de efetiva cultura. […] A prática evangélica contempla em seus cultos padrões de elevada cidadania e promove valores positivos de forma assertiva. Necessário também destacar o papel educador das escolas de música e artesanato mantidas pelas Igrejas […] Corroboramos que o culto evangélico agrega valores a todo o entorno social onde a Igreja se localiza”.

Carla foi autora também de uma proposta que queria conceder o título de Cidadão Honorário de Curitiba ao pastor Silas Malafaia. O texto foi vetado no início de maio na Comissão de Legislação e Justiça da Casa, que pediu exemplos de serviços prestados pelo pastor ao município para justificar o título. Desde então, o projeto está parado. Ela chegou a sofrer ameaças na época em que apresentou o projeto. Na época, atribuiu as agressões a pessoas com preconceito religioso, mas não conseguiu identificar as autorias.

Pimentel é ministra de culto e esse é seu primeiro mandato como vereadora, para o qual foi eleita recebendo mais de 4 mil votos. Ela estudou Tecnologia da Informação, Psicologia e, atualmente, dedica-se à Pedagogia. Há 16 anos trabalha voluntariamente em instituições sociais em ações de assistencialismo e combate às drogas. Os primeiros contatos políticos foram realizados no continente africano. Sua família é uma das precursoras nas Igrejas Assembleias de Deus no Paraná (PR).

The Christian Post

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