Cristo é a Nossa Reconciliação com Deus
Capa da Lição 7 do 2º Trimestre de 2020 – Cristo é a Nossa Reconciliação com Deus

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 7, do 2º trimestre de 2020 – Cristo é a Nossa Reconciliação com Deus.

Por Aniel Ventura

A epístola aos Efésios traz a mensagem da reconciliação e como Deus iniciou seu eterno plano para aproximar-se do ser humano (Ef 1.10). A paz é a palavra principal. Nessa porção bíblica ela aparece quatro vezes em (Ef 2.14,15, e duas vezes no v.17).

O versículo 14 começa enfatizando “Cristo como a nossa paz”. Cristo, e unicamente Ele, trouxe a solução do problema que infesta a raça humana, isto é, o pecado.

Através do sangue redentor de Cristo (Ef 2.14), o apóstolo Paulo anuncia, a única forma de alcançarmos “a paz”. Nada, além do evangelho, poderá nos oferecer, a gloriosa paz que provém de Deus (Rm 5.1).

I – Cristo desfez a inimizade entre os homens

1. A parede de separação entre os homens

O templo de Jerusalém no tempo de Jesus e de Paulo tinha três átrios ao seu redor.

a) O primeiro era onde os judeus ofereciam seus sacrifícios. Apenas os sacerdotes consagra­dos podiam entrar no templo propriamente dito e, os sumos sacerdotes no santuário interior, uma vez por ano no Dia da Expiação (Hb 9.7).

b) O segundo era o átrio das Mulheres, onde as famílias judaicas reuniam-se para orar e adorar.

c) O terceiro era o átrio exterior, aberto aos gentios e os demais que desejavam adorar a Deus. Porém se algum gentio entrasse no segundo átrio, ele estaria sob a pena de morte.

2. A derrubada da parede da separação

Cristo, não rejeitou os padrões justos da Lei, em Cristo, os padrões justos que ninguém conseguiu alcançar foram alcançados, pois ele é a nossa justiça, nele os cristãos podem cumprir a Lei (Ef 2.15,16; Mt 5.17,20; Rm 3.21,22,31).

A Igreja, formada por judeus e gentios, é descrita como um corpo, onde os que são convertidos a Cristo não vivem mais separados (Gl 3.28,29). Pela ação do Espírito Santo, o evangelho foi levado aos gentios (At 10), onde todas as barreiras foram quebradas, agora judeus e gentios podem adorar a Deus juntos.

3. O conceito da lei dos mandamentos

A lei dada por Deus era tripla: moral, cerimonial e civil.

a) Lei Moral: Servia para destacar os mandamentos vigentes e aplicáveis à toda humanidade. A lei moral é encontrada nas tábuas dos Dez Mandamentos.

b) Lei Cerimonial: Indicava o seu regimento ligado ao sistema de culto da antiga aliança e tinham o objetivo de separar o povo de Deus do mundo, as quais se cumpriram em Cristo, entretanto, foram abolidas.

c) Lei Civil ou Judicial: Definiam as cláusulas, as jurisprudências administrativas e jurídicas relacionadas ao antigo Estado de Israel e era encontrada nas mui­tas aplicações ou amplificações da lei moral a casos específicos (Ex 21-22). Através de Cristo, Deus estava preparando um novo povo para si mesmo, uma família universal. Cristo cumpriu o que o Antigo Testamento prometeu, entretanto, se temos a Cristo, temos o que é necessário para conhecermos e agradarmos a Deus em nosso tempo.

4. A revogação da lei dos mandamentos

Cristo cumpriu a lei do Antigo Testamento porque essa lei prenunciava a sua vinda. Ele obedeceu e defendeu o propósito da lei como a revelação de Deus e o padrão de comportamento do povo (Mt 5.21-48). Com a morte e ressurreição de Cristo a lei foi anulada por causa da sua ineficácia em tornar as pessoas justificadas diante de Deus. Tanto gentios como judeus são incapazes de cumprir toda lei de Moisés, no entanto todos carecem de um Salvador. Jesus veio, morreu e ressuscitou, cumprindo e abolindo a lei como o caminho da salvação. Um novo caminho foi aberto por Cristo para judeus e gentios, através da fé nele (Jo 14.6).

II – Pela paz, Cristo fez um “novo homem”

1. O conceito bíblico de paz

A paz é representada no A.T. hebraico principal­mente pela raiz do substantivo shalom (שָלֹום) e no N.T. grego pela raiz do substantivo eirene (gr. ειρήνη). Esta palavra tem uma grande variedade de significados tanto no A.T. quanto no N.T. Dando a ideia de bem-estar (Is 48.18), englobando a maioria das nuanças, dando a dimensão da tradução geral e aceitável como “a paz”.

2. Cristo é o motivo da nossa paz

O profeta Isaías escrevendo sobre o Messias disse que ele é o Pai da Eternidade (Is 9.6). Isso fala do Rei que cuida e protege seu povo eternamente (Is 40.9-11; Mt 11.27-30). A palavra Pai é empregada em referência ao papel do Salvador como Rei ideal. A descrição culmina com o título Príncipe da Paz (Is 2.4; 11.6-9; 53.5; Lc 2.13,14; Rm 5.1). O Filho é o Príncipe, que reinará e estabelecerá a paz, isto é o milênio que será seu reino de paz, que é estabelecido hoje ao coração do crente.

3. A nova humanidade formada pela paz

Os judeus e os gentios foram reconciliados com Deus, e entre si, pois a morte de Cristo na cruz eliminou as inimizades remanescentes. Entretanto os crentes judeus e gentios são unidos uns aos outros em Cristo. Em Cristo, os crentes são um (Ef 2.14); somos reconciliados (Ef 2.16); e temos acesso ao Pai através do Espírito Santo (Ef 2.18); deixamos de ser estrangeiros e forasteiros para Deus (Ef 2.19); e temos Cristo como o nosso alicerce principal (Ef 2.20,21).

III – Pela cruz, reconciliados com deus num corpo

1. Cristo se fez maldição por nós

Cristo fazendo-se maldito na cruz, para que tivéssemos fé e firmeza em Deus. Ele é nosso exemplo e modelo, pois se firmou no prazer que lhe estava proposto. Seu foco não estava na agonia da cruz que o esperava, nem no sofrimento, mas na vitória sobre o mal, na salvação que iria propiciar à humanidade e na recompensa que traria para todos.

2. Reconciliados pela cruz de Cristo

É através do sacrifício de Jesus na cruz que nós (judeus e gentios) temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Através de Cristo, o crente tem acesso direto a Deus (Ef 3.12). Iremos ver não é apenas o Rei, mas “o Pai” aquele que nos adotou como seus verdadeiros filhos (Rm 8.15; Cl 4.6).

3. Reconciliados na cruz em um corpo

A igreja, corpo de Cristo, é ilustrada como um edifício, ou seja, cada crente, é parte da construção, estando todas as partes alinhadas com o alicerce. A estrutura só estará completa no dia em que Cristo retornar e o propósito deste edifício é ser um templo santo do Senhor. A igreja é um templo santo por causa da presença do Deus santo.

Conclusão

Muitas barreiras nos separam uns dos outros: idade, aparência, conhecimento, condição econômica, raça, perspectiva teológica etc. Podemos sufocar o amor de Cristo quando somos cordiais apenas com as pessoas que são parecidas conosco. No entanto, em Cristo não existem mais barreiras e todos os crentes pertencem uma única família. O Espírito Santo nos ajuda ver além das barreiras, pois o corpo de Cristo é somente um em todo mundo. As pessoas verão que Deus é amor e que Cristo é Senhor quando houver harmonia uns com os outros (Ef 2.14-16).

Bibliografia
– O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H

– O Novo Comentário Bíblico N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
– Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea
– Comentário Bíblico pentecostal do Novo Testamento – CPAD
– Comentário Bíblico N.T. Aplicação Pessoal – Vol. 2 – CPAD

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