Cristãos Wounnan colombianos enfrentam violência e perseguição
Cristãos indígenas colombianos enfrentam perseguição de suas tribos e são obrigados a se retirar para outros locais (Foto: Portas Abertas)

Mais de 100 famílias do grupo étnico Wounaan já foram obrigados a abandonar suas casas por serem cristãos

Cinco famílias étnicas cristãs de Wounaan tiveram que fugir depois que grupos militantes entraram em confronto perto de sua comunidade no mês passado. Mas facções rebeldes guerreiras não são apenas o único desafio que esses cristãos enfrentam. As famílias fazem parte de um grupo maior de 112 famílias Wounaan, com cerca de 500 pessoas, que foram obrigadas a abandonar suas casas, plantações e propriedades no dia 2 de junho, quando grupos guerrilheiros rivais começaram a lutar em sua área.

As famílias procuraram segurança na selva do outro lado do rio San Juan. Apesar do Acordo de Paz de 2016 entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a violência continua. Grupos dissidentes e outros grupos guerrilheiros, como o Exército de Libertação Nacional, ou ELN, estão lutando pelo controle de várias regiões. Devido ao conflito entre grupos armados, mais de 11.000 colombianos foram deslocados à força desde o início deste ano. “Sentimo-nos um pouco mais seguros, mas apenas dentro de nossas casas e comunidades, e não fora deles”, afirma um representante dos Wounaan. Segundo ele, os paramilitares e guerrilheiros do ELN ainda estão presentes e atuantes no território deles.

Mas para as cinco famílias cristãs deslocadas de Wounaan, a situação é ainda mais precária. Sua fé os torna vulneráveis à discriminação e ao assédio dentro de sua tribo, pelas autoridades e pela população. Desde o seu deslocamento, eles não conseguiram obter reconhecimento pelas autoridades tribais. Se o governo nacional não tivesse oferecido abrigo, eles estariam abandonados e em alta vulnerabilidade, disseram os pesquisadores da Portas Abertas no país.

Forte oposição

O antagonismo étnico é um dos principais motores de perseguição para os cristãos indígenas da Colômbia. Líderes indígenas percebem os cristãos entre seus povos como uma “ameaça” à sua cultura e tradições religiosas.

Endossados pelas autoridades locais, eles excluem os cristãos dos serviços sociais básicos, assediam ou atacam famílias cristãs. Em julho do ano passado, as autoridades indígenas expulsaram os pastores da comunidade Emberá Katíoc, em Córdoba, no nordeste da Colômbia, porque eles não queriam que continuassem trabalhando lá.

Cerca de 3,4% da população colombiana se considera indígena, segundo o censo geral de 2005. Cerca de 0,7% se identificam como Wounaan. Os missionários que chegaram ao Wounaam na década de 1970 foram inicialmente bem recebidos. Na década de 1990, no entanto, as autoridades indígenas se opuseram fortemente à expansão do cristianismo, proibindo a presença dos missionários e expulsando os cristãos. Vários pastores de Wounaan suportaram tentativas de assassinato, expulsões e total exclusão das comunidades. Em dezembro de 2018, um líder cristão recebeu ameaças de morte. Em janeiro, os cristãos da comunidade Wounaan foram expulsos de seus empregos e ameaçados de morte, disseram fontes locais à Portas Abertas.

Fonte: Portas Abertas

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