Cristãos são perseguidos no Egito
Ore pela comunidade cristã no Egito, para que em unidade possa demonstrar o amor de Deus à maioria muçulmana do país. (Foto: Portas Abertas)

Apesar de ter cerca de 10% de cristãos, a liberdade religiosa não é totalmente garantida a eles no Egito.

No Egito a cultura islâmica presente na sociedade causa discriminação. Isso cria um ambiente em que o Estado é relutante em respeitar e reforçar os direitos fundamentais dos cristãos.

Na esfera da família, os convertidos ao cristianismo enfrentam grande pressão para renunciar a fé. Além disso, direitos humanos básicos e pluralismo democrático não são uma prioridade para o governo. Como resultado a liberdade religiosa para os cristãos não é totalmente garantida.

O Egito ocupa a 16ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019. O principal tipo de perseguição aos cristãos no Egito é a opressão islâmica, que opera de várias maneiras.

Na cultura islâmica, os cristãos são considerados cidadãos de segunda classe. Esse pensamento causa discriminação no ambiente político e no trato com o Estado. Os cristãos também enfrentam a opressão islâmica na vida cotidiana, na comunidade e trabalho.

Houve vários ataques violentos realizados por grupos militantes islâmicos contra cristãos durante a pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2019. Embora a ação desses grupos fosse grandemente concentrada na península do Sinai, o número de ataques realizados por eles em várias partes do país aumentou.

Sucessão de regimes autoritários

O Egito passou por três trocas de regime em três anos, entre 2011 e 2014. A tradição do autoritarismo parece ser a única característica permanente no sistema político do país. Todos os governantes do Egito têm um estilo de governo autoritário.

Em 2011, a ditadura do presidente Mubarak terminou sob massivos protestos sociais, levando a uma eleição controversa da Irmandade Muçulmana.

O governo liderado por Mohamed Morsi não se comportou democraticamente. Resultando em sua retirada por um movimento nacional apoiado pelo Exército, em 2013.

Atualmente, o Egito tem um governo civil liderado pelo ex-chefe do Exército, Abdul Fatah al-Sisi. Ele foi eleito na eleição presidencial em maio de 2014, sendo reeleito em março de 2018.

Esse governo parece considerar os direitos humanos básicos e o pluralismo democrático como uma prioridade baixa diante dos enormes desafios econômicos, políticos, sociais e de segurança.

Apenas alguns consideram que não há diferença étnica entre os cristãos (coptas) e os muçulmanos (árabes). No entanto, cristãos e muçulmanos parecem ser dois grupos diferentes.

Assim como em outros países árabes, o pensamento tribal influencia fortemente e pode levar à violência verbal. O que acontece no Egito é que há muitos casos de violência quando os cristãos tentam ganhar algum benefício. Como por exemplo, o reconhecimento oficial de uma igreja.

A opressão islâmica e o antagonismo étnico, operando em conjunto, criam um ambiente onde a minoria cristã precisa operar cuidadosamente.

Adaptado com informações da Portas Abertas
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