Cristãos malaios são refugiados em seu próprio país

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Cristãos malaios são refugiados em seu próprio país

Nascido na Malásia – porém não criado por uma família malaia – Daniel* deseja que seus compatriotas muçulmanos possam ouvir sobre Cristo. O povo malaio constitui pouco mais da metade da população da Malásia e são 99 por cento muçulmanos. A seguir, Daniel compartilha sobre a situação dos cristãos malaios.

“De acordo com a nossa Constituição, ser malaio significa ser muçulmano. O islã nos afeta desde o nascimento até a morte. Quando você nasce muçulmano – de acordo com o nosso país – você deve morrer muçulmano. Você nunca poderá se converter a outra religião sem enfrentar as consequências e abrir mão dos seus direitos de ser um malaio. Então, quem opta por deixar o islã, não é mais considerado um malaio e, basicamente, perde tudo. É quase como escolher tornar-se refugiado em seu próprio país. Você passa a ser tratado como escória. Se os pais pai descobrem que sua filha ou filho, ou cônjuges descobrem que seu marido ou esposa aceitaram a Cristo, eles têm a responsabilidade de dizer à liderança islâmica o que aconteceu. Isto é visto como um dos maiores pecados que um muçulmano malaio pode cometer. Assim que os malaios se tornam cristãos, eles estão automaticamente fora da sociedade.”

Na Classificação da Perseguição Religiosa 2014, a Malásia ocupa o 40º lugar. Qualquer pessoa que for flagrada testemunhando a um muçulmano pode ser multada e presa por um período de até dois anos. Mesmo assim, o cristianismo é a segunda maior corrente religiosa do país e a que mais cresce.

*Nome alterado para a segurança do cristão.

Fonte: Portas Abertas

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