Crise de autoridade: Dilma garante que não haverá “baderna” no mundial

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Crise de autoridade: Dilma garante que não haverá “baderna” no mundial

“A crise está hoje em todas as áreas. Das salas de aula à sala de estar, passando nos ambientes de trabalho públicos e privados…”

Por Jussara Teixeira

Em reunião com empresários no Palácio do Planalto a presidente Dilma Rousseff afirmou que, diferentemente do que ocorreu durante a Copa das Confederações não haverá baderna durante a Copa do Mundo.

“Não vai acontecer na Copa do Mundo o que aconteceu na Copa das Confederações”, disse, e garantiu: “não vai ter baderna”.

A presidente avisou que “vai chamar o exército” imediatamente caso os governadores peçam, explicando “que é a imagem do Brasil que está em jogo”. Segundo Dilma, todas as providências estão sendo tomadas e não haverão problemas de segurança.

A pouca distância dali um protesto reunindo cerca de 2,5 mil pessoas tomou o Eixo Monumental afetando o trânsito de toda a capital federal. A movimentação atrapalhou a apresentação da Taça FIFA, que será entregue à seleção campeã do torneio e estava exposta no estacionamento do estádio Mané Garrincha e também a movimentação dos próprios empresários que deixaram a reunião.

O ato foi organizado pelo Comitê Popular da Copa DF e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e reivindicava moradia, justiça, saúde, educação e transporte. Na sequência, o grupo marchou pela capital e um grupo de índios que se encontravam na Esplanada dos Ministérios se juntou ao movimento.

A polícia militar, que acompanhava os protestos e homens da cavalaria da Tropa de Choque fizeram um cordão de isolamento para impedir o acesso dos populares ao estádio Mané Garrincha. Os indígenas, que estavam à frente do protesto, atacaram os policiais com pedaços de madeira e flechas. Um cabo da PM foi atingido na perna com um flechada e a corporação revidou com bombas de efeito moral. O resultado foi a retirada do troféu do local o cancelamento da visitação.

Um novo protesto já foi marcado para sexta-feira.

Ônibus da Seleção

Na segunda-feira, 26, o ônibus da seleção brasileira foi cercado por manifestantes, que deram socos e pontapés no veículo, assustando os jogadores. O ato realizado por professores em greve revelou falhas no esquema de segurança e atingiu diretamente a presidente, que recentemente prometeu que que ninguém iria encostar a mão nas delegações das seleções.

Em um evento com aliados políticos em Brasília, Dilma voltou a defender os investimentos feitos para a Copa reiterando que eles Irão beneficiar o povo brasileiro e não a organização do Mundial.

A madatária também voltou a defender os investimentos que estão sendo feitos para a Copa do Mundo. Segundo a presidente, as obras vão beneficiar principalmente o povo brasileiro e não a organização do Mundial. A presidente pediu ainda que a população receba bem os turistas e fez questão de demonstrar confiança no sucesso da Copa do Mundo no Brasil.

Crise de autoridade

O país vive uma crise de autoridade sem precedentes. Ao longo de vários anos – e não digo somente nos governos do PT, mas principalmente nos últimos anos – cenários de desobediência civil e desrespeito às instituições se generalizam em vários setores.

A crise está hoje em todas as áreas. Das salas de aula à sala de estar, passando nos ambientes de trabalho públicos e privados vemos o não reconhecimento de hierarquias, transgressões em todos os níveis, desordem, desrespeito às decisões judiciais.

É visível que ultimamente comportamentos ilegais de vários grupos vem sendo endossados por autoridades políticas, ratificando o caos e propiciando o surgimento de tais grupos que, à guisa de reivindicações e justiça social, promovem o caos nas cidades e impedem o ir e vir de cidadãos e trabalhadores.   A situação de desmoralização pode ser claramente ilustrada pela desmoralização de instituições como o STF.

Por outro lado, há uma confusão entre autoridade e autoritarismo, o que culmina com a ação ineficiente das forças de segurança. A polícia precisa efetivamente, utilizar os meios legais de força para impedir que a “baderna” se alastre até um ponto insustentável.

 

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