Covid-19, o vírus da contenda
O espectro de uma pandemia capaz de nos fazer refugiados em nossos próprios lares. | Foto: Pixabay

No momento em que as medidas de enfrentamento são tomadas, dois aspectos devem ser levados em conta: o social e o econômico.

Por Otoniel Miranda

O espectro de uma pandemia (Covid-19) capaz de nos fazer refugiados em nossos próprios lares, é enfrentado por duas vertentes que procuram ao mesmo tempo explicar e dar solução ao problema.

Enfileirada pelos pesquisadores, cientistas e alguns renomados da medicina e a segunda pelas autoridades governamentais em todos os níveis. As consequências de mais esse flagelo, afetam diretamente a população de modo geral, em todas as áreas do seu cotidiano.

O que nos preocupa é saber que as orientações e as determinações impostas a todos nós para evitarmos o contágio e a disseminação da doença não representam o consenso entre os defensores das vertentes citadas.

No momento em que as medidas de enfrentamento são tomadas, dois aspectos devem ser levados em conta: o social e o econômico. Mas aí é que se percebe a celeuma em torno da questão.

A ciência médica não se omite em dizer que esse novo coronavírus (Covid-19) é mais um desafio a ser vencido e insiste no isolamento social de forma ampla, porquanto não se definiu ainda sobre a medicação comprovadamente eficaz na imunização ou cura das pessoas.

Para a ciência, a vida humana sem a enfermidade é o que interessa. A atividade econômica jamais prescindirá da vida humana. Sem o homem ou a mulher a cadeia produtiva deixa de existir. Por isso, não apenas os idosos e os de saúde fragilizada devem se submeter a esse juízo. A solução parece estar na fatídica frase: “Fique em casa”.

Mas, diante desse pensamento, as autoridades políticas procuram não dissociar os dois aspectos. Defendem o isolamento social sim, com as devidas restrições. Alguns chegam até a subestimar a gravidade da doença. Admitem a precariedade do sistema público de saúde, mas, primeiramente estão preocupados com a queda da arrecadação em decorrência do fechamento de estabelecimentos comerciais e industriais. Afinal, ninguém governa sem dinheiro.

Falando especificamente do nosso país, é notório o descompasso nas ações de combate a essa pandemia, a despeito do caos econômico iminente, na atual circunstância. Nos faz lembrar o dito popular “se correr o bicho pega, se parar o bicho come”. O certo é que não há mais tempo para duvidar. O inimigo invisível – Covid-19 – não faz distinção de pessoas e nem de lugar. Basta observar o quadro assustador que revelam as estatísticas, num cenário imprevisível em relação ao fim dessa situação. Mas, sobre esses fatos existem os argumentos, não sob o mesmo ponto de vista daqueles que defendem esta ou aquela vertente.

A nós mortais, nos resta então a proteção de Deus, que nos ensina também a ser prudentes, responsáveis e obedientes.


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