Conhecendo os dois Livros de Samuel
O que precisamos saber sobre os dois livros de Samuel – Subsídio da lição 1 do 4º trimestre de 2019 | Foto: Capa da Lição 1 CPAD

O que precisamos saber sobre os dois livros de Samuel – Subsídio da lição 1 do 4º trimestre de 2019

Por Prof. Enéias S. Ribeiro

Olá, caros professores e alunos! Estamos iniciando mais uma maratona de lições bíblicas, nestas, será tratado toda ação governamental divina prescrito nos dois livros históricos de Samuel.

Precisamente posso afirmar que não há muito o que dizer referente ao conteúdo propriamente dito, isto porque o comentarista Osiel Gomes foi bem preciso e categórico em suas colocações teológicas, culturais, históricas, hermenêuticas e exegéticas.

No entanto, no decorrer das treze lições em apreço, farei apenas alguns apontamentos que de uma forma ou de outra poderão lhes ajudar na aplicação de alguns pontos inseridos nas mesmas.

Uma possível estatística dos dois livros de Samuel

São os livros de número 9 e 10 no antigo testamento.

 No primeiro livro encontramos o seguinte:

  • 31 capítulos;
  • 810 versículos;
  • 157 perguntas;
  • 50 versículos de profecias cumpridas e 1 versículo de profecia não cumprida;
  • 29 mensagens distintas de Deus;
  • 4 promessas, 117 ordens e 57 predições.

No segundo livro encontramos o seguinte:

  • 24 capítulos;
  • 695 versículos;
  • 125 perguntas;
  • 679 versículos históricos;
  • 9 versículos de promessas cumpridas;
  • 7 versículos de promessas não cumpridas;
  • 11 mensagens distintas de Deus;
  • 70 ordens, 25 predições e 13 promessas.

Informações primitivas e precisas

Os dois livros de Samuel, em conjunto, têm o principal propósito de registrar a vida de Samuel (profeta, sacerdote e juiz); o reinado e o declínio de Saul como primeiro rei e o processo divino para a escolha de um novo rei, que ficaria conhecido em toda a Bíblia como o homem segundo o coração de Deus (Davi).

Um pano de fundo exegético referente ao titulo das literaturas e seus processos de mudanças por parte de diferentes traduções

Fazendo uma leitura nos manuscritos hebraicos mais antigos, entendemos que os dois livros foram divididos em dois pela versão da septuaginta grega (tradução grega); essa divisão foi seguida pela tradução para o latim (ou a vulgata, para ser mais preciso) e pelas traduções modernas na nossa língua e no hebraico.

Os primeiros manuscritos hebraicos deram ao primeiro livro o nome de Samuel em homenagem ao homem que Deus usou para estabelecer o reino de Israel.

Posições plurais referente ao autor das duas literaturas

Conforme a lente do judaísmo ou segundo a tradição judaica, a autoria de Samuel é atribuída ao próprio Samuel ou ainda a Samuel, Natã e Gade com base em 1 Cr 29.29.

Na verdade, é quase que impossível titular um autor certo para estes livros, pois a impressão que parece é que o autor ou autores são anônimos.

Entretanto, anônimo ou não, o que mais nos interessa é a mensagem divina que os livros nos revelam por parte de Deus, pelo meio de seus líderes humanos.

Os dois livros de Samuel e suas relações com o Novo Testamento

Como todos os demais livros do Antigo Testamento, os de Samuel também apresentam uma forte ligação com o Novo Testamento.

a) 1 Samuel encerra duas prefigurações proféticas do ministério de Jesus como profeta, sacerdote e rei. Neste caso, Jesus é apresentado como sendo:

  • Profeta que trouxe a mensagem divina da salvação aos homens caídos;
  • Sumo-sacerdote ou sacerdote que nos conduz ao pai por meio de seu perfeito e infalível sacrifício; e,
  • Rei dos reis que reina, sobre os céus, anjos, terra, Israel, sua Igreja e que breve reinará no milênio.

b) No segundo livro temos uma prefiguração do reinado messiânico de Cristo que tem seu prólogo no capítulo 1, e, por fim, se estende até o capítulo dez.                                                           

Apontamentos pedagógicos para interagir com os alunos

 Dedique tempo nas explicações de termos que apresentam mais obscuridade e pergunte aos alunos se eles realmente entenderam o que foi a eles explicado.

Não fique preso apenas no conteúdo da lição ou mesmo nestes subsídios, busquem recursos secundários que possam complementar o argumento em sala de aula.

Leiam os dois livros de Samuel fazendo anotações, isso proporcionará maior aproximação do conteúdo que o comentarista inseriu nas lições.

Para refletir:
“Os dois livros de Samuel comprovam que um rei escolhido por mãos humanas não serve para administrar o governo divino; mas, por outro lado, deixa claro que o rei que Deus mesmo instala no meio da nação, pode segurar com muita precisão a coroa da honra e o cetro da autoridade”.
– Enéias S. Ribeiro

 Obras consultadas: Bíblia de Estudo Pentecostal, Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, Bíblia de Estudo Dake, Bíblia de Estudo Macarthur
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