Gosta de ler? Conheça o manual que não pode deixar de ser lido!
É um importante parâmetro para avaliar o nível cultural de cada nação. | Foto: Freepik

O hábito da leitura ajuda na construção do conhecimento, de se ter um olhar crítico, além de incentivar a criatividade e melhorar o desenvolvimento do indivíduo em seu aspecto geral.

Por Eduardo Veronese da Silva

Acredito que você já tenha ouvido falar ou assistiu em alguma programação televisiva, de que, em geral, o povo brasileiro não gosta muito de ler, pois são um pouquinho preguiçosos. Isto é tanto verdade, que o confirmamos a cada dia, principalmente em nossos relacionamentos por meio das redes sociais. Você posta alguma coisa importante para que seja divulgada, mas quando outra pessoa abre a postagem e observa o tamanho da escrita, somente clica em curtir ou responde enviando um emoji (símbolos representativos próprios desta linguagem).

Em 2012, publicamos nosso primeiro Livro com a tiragem de 300 exemplares. Amigos, familiares e colegas de trabalho compraram todos, inclusive fizemos uma reedição. Já se passaram sete anos, durante este tempo, me encontrei com a maioria dos que o adquiriram, minha pergunta sempre foi a mesma: Leu o livro? Uns responderam que só leram algumas páginas (são 150 no total, divididas em vários assuntos). Outros disseram que viram a capa e passaram os olhos nas folhas do livro, nem se quer leram a sinopse ou a introdução.

Talvez, por isso, você não se surpreenda, quando observar abaixo, o resultado duma pesquisa feita recentemente, confirmando que o Brasil não possui uma boa posição entre os países que mais leem livros no mundo. A realidade é que nossos hábitos de leitura são bem ruins, principalmente quando comparados à países como a Índia, Rússia, China e a Tailândia. Que nos perdoem, mas pasmem; perdemos também para os hermanos Argentinos, Mexicanos e Venezuelanos. Embora, esses três últimos países, estejam abaixo da média global, que fica entre 6,5 horas/semanais de leitura. 

País Rankig Tempo Médio/horas semanais
Índia

10,7
Tailândia 9,4
China 8,0
Filipinas 7,6
Egito 7,5
República Theca 7,4
Rússia 7,1
(…) (…) (…)
Brasil 27º 5,2
     

Estamos à frente somente de Taiwan, Japão e Coréia. Vale resaltar, que o exercício da leitura ativa ou desperta diretamente a atividade intelectual, devendo ser reservado um tempo médio para a leitura de quaisquer tipos de literaturas. Este hábito pode elevar o nível pessoal, social, cultural e acadêmico do leitor. Além disso, é um importante parâmetro para avaliar o nível cultural de cada nação.

O hábito da leitura ajuda na construção do conhecimento, de se ter um olhar crítico, além de incentivar a criatividade e melhorar o desenvolvimento do indivíduo em seu aspecto geral. Por isso, precisamos urgentemente mudar este quadro. Como pais, educadores e formadores de opiniões que somos, temos que estimular este comportamento saudável desde a tenra idade aos nossos pequeninos. Se faz necessário adquirir literaturas infantis e de diversas categorias, sempre que possível. Penso que, se pelo menos uma vez por semana, reservarmos umas horinhas para lermos com e para eles, já estaremos dando um grande passo. 

Ouvimos muito as pessoas reproduzirem uma máxima antiga, que diz assim: “Precisamos construir um mundo melhor para os nossos filhos”. Com certeza, você já ouviu alguém dizer isso (ou até mesmo você disse!). Eu tenho outro provérbio, que versa de forma totalmente contrária a ela, escrita assim: “Precisamos educar filhos melhores para o mundo”.

Penso que tudo pode melhorar neste mundo (na esfera humana), mas um dos pilares que pode mover e alavancar esta transformação se chama “conhecimento”. Adquirindo-o, ninguém pode te tirar. E se cada indivíduo que o adquiriu, passar a colocá-lo em sua prática cotidiana, as coisas tendem a melhorar. Se você pensa e quer mudança; nada melhor do que começar primeiro por você!

Talvez, quem sabe, estaremos fazendo igual ao pequeno beija-flor daquela fábula, que narra acerca dum grande incêndio que estava acontecendo numa floresta. Alguém tentou desanimá-lo, dizendo: – Com esta gotinha d’água você nunca irá apagar este incêndio. Ele educadamente respondeu: – Eu estou fazendo a minha parte! Portanto, precisamos fazer a nossa parte, descruzando os nossos braços e lançarmos “a mão no arado” e parar de apenas reclamar da situação!

1. Importância de Lermos o Manual – a Bíblia Sagrada:

Nesta introdução, abordamos acerca da falta de hábito do brasileiro pela leitura de qualquer tipo de literatura, podendo ser livros, periódicos, artigos, matérias jornalísticas, gibis, romances, ficção, entre tantas outras categorias existentes. Figurando o povo brasileiro numa posição muito desagradável, após o resultado da pesquisa com este foco. Agora, antes de darmos sequência sobre o tema proposto, gostaríamos de abrir parênteses, para pontuar sobre um comportamento comum que, muitas vezes, o adotamos no “automático”.

Ele ocorre, quando queremos ansiosamente realizar um desejo (ou mera vaidade), mas não por necessidade, ao comprarmos um eletrodoméstico ou produto eletroeletrônico, mas não temos o conhecimento e o domínio de como fazê-lo funcionar. Por isso, junto a embalagem do produto, segue-se um manual. Neste caso, o comprador, assim que o produto chegar em casa, terá que ler passo a passo as instruções descritas nele.  Em outras palavras, a nossa ignorância pode vir a comprometer a sua funcionalidade, inclusive danificá-lo.

Sendo assim, temos a obrigação de fazer a leitura do manual, caso contrário, chamar alguém que saiba ou um profissional especialista no assunto. Por ora, fechamos parênteses, transpondo a nossa abordagem para o grande objetivo deste artigo; que é o de aproveitarmos o resultado da pesquisa e sobre o exemplo citado, para dizer que a mesma atitude deve ocorrer na esfera religiosa e cristã, com todos os seguidores de Cristo.

Aqueles que se dizem cristãos, não importa qual seja a sua crença, fé ou denominação; principalmente os que ocupam um cargo ou posição de liderança, como os Pastores, Bispos, Padres, Anciãos, etc., tem um Manual de Excelência em suas mãos (a Palavra de Deus) com as Instruções, que demandam a suma “necessidade” de serem lidas diariamente, para que sejam bem conhecidas por eles. E, assim, possam transmiti-las fielmente aos seus liderados e ouvintes.

Entretanto, muitos desses líderes, membros e seguidores de instituições de cunho religioso, nunca leram todas as instruções contidas neste Manual, desde as suas primeiras páginas – o Livro de Gênesis, onde a narrativa descreve a origem e o princípio de tudo que foi criado por Deus, seja no céu ou na terra. E, também, até as suas últimas páginas – o Livro de Apocalipse, sendo demonstrado em toda sua narrativa, a revelação do que irá acontecer no fim dos tempos.

O pior de tudo isso, é que muitos que estão no cargo de Liderança, não procuram estudar e meditar de forma aprofundada na Palavra de Deus. Por certo, eles podem estar fiados em sua formação acadêmica (pós-graduado, mestrado, doutorado, pós-doutorado etc.) ou profissional (advogados, psicólogos, psicanalistas, professores etc.) ou, quem sabe, pensam que a “unção” e o “chamado” para executar a missão (serviço) de liderar pessoas, vem para todos. Sinto muito em dizer-lhes que não é bem assim:

Efésios 4:7,11“Mas a graça foi dada a cada um de nós, segundo a medida do dom de Cristo (…). E, ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”.

Queremos nos ater neste texto, a posição de liderança duma igreja evangélica, que normalmente é ocupada pela pessoa do Pastor. Este título, também pode ser aplicado com outras palavras de mesmo sentido e significado; tais como: – Presbíteros (Anciãos), Padres, Bispos e, não muito comum no campo religioso, os Supervisores. Todas elas relacionadas ao cargo de Liderança.

Muitos sinônimos, mas com o mesmo significado; administrar, conduzir, dirigir ou presidir uma igreja, congregação ou paróquia. Para tanto, com uma função específica e precípua: – pregar e preservar a Sã Doutrina, refutando ou contradizendo toda e qualquer heresia. Além de cuidar das necessidades espirituais (e relacionais) de seus membros.

Atos 20:16-17 “Porque já Paulo tinha determinado passar adiante de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes (festa). De Mileto, mandou á Éfeso chamar os anciãos da igreja” (grifo nosso).

Tito 1:5-9 “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já to mandei (grifo nosso); aquele que for irrepreensível, marido de uma (única) mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução (depravação) nem são desobedientes. Porque convém que o bispo (grifo nosso) seja irrepreensível como despenseiro (administrador dos recursos recebidos) da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo (tendência a irar-se com facilidade) nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância (como Acã); mas dado a hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo (separado), temperante (equilibrado), retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar (repreender ou advertir) com a Sã Doutrina, como para convencer os contradizentes” – (grifo nosso).

Certa vez, indagaram maliciosamente a Jesus, querendo surpreendê-lo em alguma contradição a Lei imposta pelos romanos, se os seus seguidores deveriam pagar ou não o tributo ao imperador romano: “Dize-nos, pois, que te parece: é lícito pagar o tributo a César ou não?” (Mateus 22:17). Ele, com sua infinita sabedoria, pediu-lhes que mostrassem uma moeda. Assim que o fizeram; perguntou-lhes: “(…): De quem é esta efígie (imagem) e esta inscrição? E eles disseram: De César. Então, ele disse: dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (cf. Mateus 22:20-21).

Quem orquestrou esta tentativa de flagrar Jesus em algum erro, inclusive com outros questionamentos, foi nada mais e nada menos do que os Fariseus (principal seita dos judeus), juntamente com os Herodianos (partido político que apoiava o governo de Herodes) e os saduceus (pequena seita composta por sacerdotes ricos e influentes). Portanto, eram pessoas ou grupos sociais com conhecimento e grande influência.

Mesmo assim, disse-lhes Jesus: “(…): Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22:29). Eles detinham um vasto conhecimento das Leis romanas e de suas tradições, mas quanto as Boas Novas de Cristo – a Sã Doutrina (o Evangelho), eram indoutos. Em nossos dias, não tem sido diferente, tem muitas pessoas à frente da liderança de igrejas, mas estão “errando” equivocadamente quanto a ministração da Palavra de Deus. Lembre-se: nossas igrejas (são pessoas e membros duma comunidade cristã) não precisam de “Pastores ou Líderes” muito intelectuais (na esfera acadêmica), embora não incorram em nenhum erro ou pecado, aqueles que buscam adquiri-los. No entanto, as lideranças precisam falar a mesma língua de seus liderados – aquela que é extraída genuinamente da Bíblia Sagrada.

2. Qual a Importância de Ler Diariamente este Manual?

Como descrevemos anteriormente, o indivíduo que tem o hábito duma leitura cotidiana, mesmo sendo de literaturas diversas, faz com que ocorra uma constante “oxigenação” mental. Assim, possibilita uma ampliação de sua capacidade de armazenamento de informações, além de aumentar ou de facilitar o seu processamento – entendimento e compreensão de tudo que lê, vê e ouve. Para respondermos a este questionamento, iremos nos apropriar da própria Palavra de Deus, destacando uns de seus inúmeros ensinamentos:

A Excelência do amor Fraternal – Salmo 134:
  1. Eis aqui, bendizei ao Senhor todos vós, servos do Senhor, que assistis na casa do Senhor todas as noites.
  2. Levantai as mãos no santuário (templo, igreja) e bendizei ao Senhor.
  3. O Senhor, que fez o céu e a terra, te abençoe desde Sião!

Primeiramente, precisamos entender que é uma questão de necessidade para todo e qualquer seguidor de Cristo, independente de quanto tempo ele segue ao Senhor. Você só pode rebater ou confrontar a fala duma pessoa (opinião ou heresia), se tiver total conhecimento da verdadeira. Aprendi, ao longo dos meus 30 (trinta) anos de serviço militar, que é possível “resistir” ou, até mesmo, “vencer” um adversário, mesmo ele estando em maior número e com melhores armas do que você, quando conhecemos muito bem a sua estratégia, quais armas costuma usar e sua maneira de ataque.

Outra coisa importante, é que este Manual a qual conhecemos por Escritura ou Bíblia Sagrada, Evangelho ou Palavra de Deus, se distingue de todos os demais livros ou periódicos existentes na face da terra. E, embora ele também tenha apenas um autor – o próprio Deus, Ele utilizou-se de aproximadamente 40 homens de países e cidades distantes, como também de diversas culturas, para transcrever cada um de seus 66 (sessenta e seis) Livros, em sua forma impressa para o papel.

Destacamos também, como grande “diferencial”, que quando nos propomos a Meditar nele sem nenhuma pressa, principalmente nos detendo em cada uma de suas instruções (capítulos, versículos e alíneas), se antes disso, orarmos pedindo sua interpretação, o próprio Autor envia o intérprete – o Espírito Santo, para se fazer presente contigo.

Além disso, é bem provável que muitos livros que lemos, de que nunca estaremos com ele um dia em algum lugar deste mundo. Mas, mesmo assim, fazemos uma avaliação do conteúdo de sua escrita como sendo boa ou ruim. Ás vezes, este livro se torna em seu maior aliado. Como costumamos dizer: “meu livro de cabeceira”.

Vamos ver outras peculiaridades da Bíblia, como nosso maior Manual, fazendo uso duma de suas pequenas instruções, contidas no Salmo 134. Antes, vale ressaltar, que ele faz parte duma composição poética com 150 Poesias. Outra coisa interessante sobre este pequeno Salmo, é que ele faz parte duma designação conhecida como “Cântico dos Degraus”, isto é, entre os 150, foram destacados quinze deles, que vão do Salmo 120 ao 134. Não podemos afirmar com exatidão, qual a razão desde nome, haja vista que existem várias vertentes.

Entretanto, como a cidade de Jerusalém situa-se numa região montanhosa, estou inclinado a concordar com os historiadores, intérpretes e estudiosos, de que o povo Israelita (Hebreus e/ou Judeus), tendo por costume participar das Festas Anuais que eram realizadas em Jerusalém, para apresentar a sua adoração, cantavam estes Salmos durante a sua peregrinação (subida). Por isso, eles também receberam a denominação de “Cânticos da Subida”. Passemos a detalhar alguns pontos importantes, acerca deste pequeno Salmo:

. A quem o Salmista nos ordena a adorar? – Podemos observar que ele nos orienta para que venhamos a adorar ao Senhor: “Bendizei ao Senhor”. O termo ou palavra “bendizer” pode ser interpretada como “enaltecer ou agradecer” por algo ou alguma coisa recebida da parte d’Ele (verso 1). Portanto, sua instrução nos direciona e orienta a Adorar e Louvar a Deus!

. E quem deve prestar esta Adoração? – “(…) Todos vós, servos do Senhor”. A palavra “servo” no original grego é – doulos, que comporta o significado de “atar ou prender com cadeias”. Normalmente na Escritura Sagrada, ele é interpretado como escravo ou servo. Pessoa de condição servil. Metaforicamente falando, pode-se dizer que é uma pessoa cujo serviço é feito e aceito por Cristo. Para nós, todos aqueles que se dizem seguidores de Cristo; somos – “servos”. Servimos ou estamos a serviço de Cristo!

. Quais os dias em que devemos adorá-lo? – Se olharmos na Palavra de Deus, mas nos atendo apenas a este pequeno Salmo, podemos dizer: “(…) Todas as noites”. Por isso é necessário termos conhecimento de toda a Bíblia Sagrada, haja vista que a resposta correta para esta pergunta é: – Todos os dias e em todo o tempo!

Josué 1:8“Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; medita (esteja concentrado) nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás”.

Salmo 1:1-2“Bem-aventurado (feliz) o varão (homem ou mulher) que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do senhor, e na sua lei, medita de dia e de noite (diuturnamente)”

. E quando devemos adorá-lo? – Sempre!  Assim diz a sua Palavra: “Que pregues a palavra, instes a tempo (insista a tempo) e fora de tempo, corrijas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 2:2). Precisamos inserir uma orientação muito importante, que foi dita pelo apóstolo Paulo, neste sentido:

Romanos 13:12“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resistem à ordenação de Deus”.

Esteja atento as normas legais e as determinações de quem tem autoridade para impô-las e exigir seu cumprimento, aonde quer que vá ou permaneça, para não ter problemas com as autoridades locais. Lembre-se: temos que seguir o exemplo do Mestre. Ele não veio “para violar ou destruir a lei, mas cumpri-la” (cf. Mateus 5:17).

. E em que lugar devemos adorar? – Em todo e em qualquer lugar, mas desde que não violemos as normas legais e morais do lugar e, muito menos, trazermos escândalo para Cristo: “E disse Jesus aos seus discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ái daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó[2] de atafona (engenho movido por animais), e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos” (cf Lucas 17:1-2).

A adoração ao Senhor, desde o princípio de tudo que existe na ´face terra, no Antigo Testamento (AT) foi realizada em diversos lugares, por inúmeras pessoas e em circunstâncias adversas, entre elas: – Na terra. Logo após cessar o dilúvio que dizimou toda uma nação, exceto Noé, a esposa, os três filhos e suas três noras: – apenas 8 almas (cf. Gênesis 8:1-20). Eles adoraram o Senhor.

Outra narrativa marcante sobre o tema proposto, envolve o personagem Jacó. Ele estava indo a caminho da cidade de Padã Arã (ou apenas Harã), mas o sol e o calor escaldante do deserto lhe castigaram muito. Ele teve que arrumar um local para poder pernoitar. Dormiu um sono reparador e teve um sonho revelador da parte de Jeová. Depois disso, dialogou com Ele e, posteriormente, preparou um altar de pedras e O adorou. O nome dado a este lugar foi – Betel, que no idioma hebraico significa “Casa de Deus” (cf. Gênesis 28:10-22).

Na nova Aliança ou no Novo Testamento (NT), também encontramos várias narrativas sobre o tema, mas lançaremos mão duma bastante conhecida; a ‘Efusão ou o Derramamento do Espírito Santo, que ocorreu dentro duma casa chamada – Cenáculo, local mobiliado e preparado para uma reunião ou com o propósito da realização dum jantar. Foi neste local que Jesus Cristo celebrou a última Ceia com seus discípulos, antes de sua prisão, condenação e crucificação (cf. Marcos 14:12-21).

Atos 2:1-4“E, cumprindo-se os dias de Pentecostes (heb. Quinquagésimo), estavam todos concordemente no mesmo lugar; e, de repente veio do céu, um som como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem”.

Nesta reunião, se faziam presentes em torno de 120 (cento e vinte) homens. Este feito percorreu pelas ruas, aldeias e cidades, numa ocasião em que habitavam Jerusalém, Judeus e homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. Vale lembrar que, no tempo do AT, durante a peregrinação no deserto, Ele chamou seu servo Moisés e passou-lhe todas as orientações para construir um Santuário itinerante (Tabernáculo ou Templo), em que deveriam se reunir para adorá-lo e apresentar seus sacrifícios.

Êxodo 25:1-2,8-9“Então, falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente (…). E me farás um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis”.

Deus, por seus atributos divinos como Onipotência, Onisciência e Onipresença, não precisaria de que ninguém fizesse uma edificação humana para que O pudessem adorá-lo, haja vista que Ele está em todo o lugar. Entrementes, a construção do Mishkan (santuário portátil) acompanharia os Hebreus durante a sua jornada no deserto. Este tipo de Templo ou Santuário, serviria como um precursor do Beit haMikdash, a Casa Santa, o Templo que seria erguido em Jerusalém muitos anos depois. Para finalizarmos o estudo, insere-se a última instrução, extraída por nós, deste pequeno Manual – o Salmo 134:

. Como devemos adorá-lo (como nos portar)?  Se embasarmos nossa resposta limitada apenas no Salmo 134:2, podemos afirmar que os adoradores de Cristo, podem se expressar gestualmente e com muita liberdade: “Levantai as vossas mãos no Santuário, e bendizei ao Senhor”. Como exemplo, podem glorificar a deus com uma salva de palmas.

Salmo 47:1-2“Batei palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de triunfo. Porque o Senhor Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra”.

Para tanto, devemos ter certa prudência e reverência quando entrarmos na Casa terrena de Deus – sua Igreja, principalmente se formos visitantes. Falo por experiência própria, tendo em vista que noutras denominações, em especial àquelas que são muito tradicionais. Para exemplo; tem algumas em que é melhor você entrar mudo, permanecer durante toda a liturgia do culto mudo e sair calado. Se, por ventura, você der um “Aleluia” ou “Glória a Deus” em voz alta, todos olharão para você (já aconteceu comigo).  E este olhar é de reprovação.  Precisamos respeitar, pois estamos noutra Casa de Adoração, temos que se alinhar ao seu costume, pois não é a na nossa Casa de Adoração!

Mas, simultaneamente, existem outras que adotam comportamentos totalmente opostos, em que a sua liderança orienta os seus membros para que, assim que adentrar algum visitante, devem “incomodá-lo”. Isto no bom sentido, ou seja, se aproximarem e deixá-lo muito bem á vontade, para que possa apresentar sua adoração ao Senhor. E, ao término do culto, novamente devem se aproximar e, se possível, procurar saber o nome, local em que reside e se já é servo do Senhor. Convidando-o para voltar outras vezes!

Não se escandalize, procure saber antes, com quem te convidou, como é a liturgia do culto e os costumes da congregação, assim você já vai preparado (ou nem vai). Lembre-se: Miriã (gr. Maria) tocou tamborim, cantou e dançou (cf. Êxodo 15:19-21); Débora e Baraque cantaram (cf. Juízes 5:1-5) e que Davi dançou e saltou de alegria, quando entrava com a arca em Jerusalém. Seu comportamento foi duramente criticado por sua própria esposa – Mical, filha do rei Saul (cf. 2 Samuel 6:14-16).

A igreja (os seus membros) é o reflexo de sua liderança. Assim como os filhos são o reflexo de seus pais, os alunos de seus professores e os funcionários duma empresa do seu chefe ou patrão. Portanto, não se assuste quando entrar numa igreja muito barulhenta ou, noutra, em que parece ser realizado um funeral (também visitei uma assim). Eu e minha esposa, só não fomos embora no meio da Liturgia, tendo em vista que seria deselegante de nossa parte, como também falta de educação e de reverência a Cabeça da Igreja – a Cristo.

Em todo e qualquer lugar em que houver o ajuntamento de pessoas, seja qual for o motivo ou a razão para sua realização, por sermos humanos e imperfeitos, diferentes uns dos outros (ideias, pensamentos e comportamentos), sempre poderemos reprovar algumas atitudes de alguém ou de algumas pessoas presentes. Inclusive, outras pessoas podem reprovar a nossa postura. Mas, quando nos sentamos para ouvir a voz de Deus, lida por nós ou pregada por outrem, ou nos congregamos para adorar e louvar ao senhor, que tenhamos a total liberdade de fazê-lo, mas, sempre com a devida ordem e decência (cf. 1 Coríntios 14:40).


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