Como Vencer as Oposições à Obra de Deus
Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 9, do 3º trimestre de 2020 – Como Vencer as Oposições à Obra de Deus.

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 9, do 3º trimestre de 2020 – Como Vencer as Oposições à Obra de Deus.

Aniel Ventura

Assim que a reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém começaram, a oposição se levantou. E aqui temos uma afronta dos inimigos à obra realizada. O quarto capítulo de Neemias mostra um resumo dos acontecimentos nos 52 dias de construção dos muros de Jerusalém.

Esta história revela que a vida cristã é uma guerra contínua, é uma batalha sem trégua, é impossível fazer a obra de Deus sem sofrer oposição. Os inimigos usaram métodos variados para tentar paralisar a obra, porém Neemias reagiu a cada investida, nos ensinando princípios importantes, que podem ser aplicados em nossa vida cristã hoje.

I – QUAL A PROCEDÊNCIA DESTES ATAQUES?

O povo de Deus deve revestir-se de toda a armadura de Deus pois o reino das trevas sempre se opõe ao reino de da luz (Rm 13.12).

1. A Bíblia revela a verdadeira força por trás destes ataques

Os cristãos precisam lutar contra o mal, porém, não estamos em uma campanha militar terrena – nossa batalha não é contra seres humanos, e sim contra os demônios. Paulo descreveu um “traje” divino que Deus dá aos santos, para nossa proteção para poder estar firmes contra as ciladas do diabo. A expressão, “toda a armadura” aponta para algo completo, protegendo todo corpo, tanto ofensiva quanto defensivamente.

2. Qual a orientação que a Bíblia dá diante desta luta?

Os cristãos, podem ter certeza da vitória, devemos nos engajar na luta até que Cristo retorne, porque Satanás luta constantemente contra todos que desejam servir a Deus. A “armadura de Deus” é mencionada no Antigo Testamento, descrevendo Deus usando a proteção peitoral da justiça e o elmo da salvação (Is 59.17). Paulo escreveu aos Efésios acorrentado a um soldado romano. A armadura do soldado deve ter trazido esta metáfora acentuadamente à sua mente.

3. Nesta luta contra o mundo invisível a arma mais eficaz é a fé

“Tomando sobretudo o escudo da fé” (Ef 6.16). Esta expressão pode significar que o escudo deve ser usado contra tudo e que ele deve proteger toda a armadura. O escu­do de um soldado romano media cerca de 80cm por 120cm. O escudo do cristão oferece proteção contra todos os dardos inflamados do maligno. As flechas com fogo não podiam atravessar o escudo do soldado da Roma antiga, assim também os ataques de Satanás não podem penetrar o coração e a mente do cristão que deposita sua fé em Deus e na sua palavra (Hb 4.12).

4. Nesta luta as armas devem ser espirituais (2 Co 10.4)

As armas carnais e humanas, como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade, eloquência, persuasão, influência e personalidade são, inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás. As únicas armas capazes para derrubar os arraiais de Satanás, a injustiça e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá, entretanto são espirituais.

II – O INIMIGO PROCURA ATINGIR A NOSSA FÉ

Os que são convidados ao ócio por vãs companhias em alegres reuniões, respondem sim à tentação. Temos uma obra a realizar, não podemos de forma alguma descuidar.

1. O Inimigo ataca com a arma do DESPREZO

Foram alvos de zombaria, de ameaças, uso da força, desânimo e do medo. O capítulo quatro revela como se pode vencer a oposição à obra de Deus (Ne 4.1-6,10,11-14). A zombaria foi vencida pela oração e determinação. A ameaça da força foi vencida pela oração e apropriadas medidas de segurança (Ne 4.7-9; Mc 14.38; Ef 6.18).

2. O Inimigo ataca com a arma do ESCÁRNIO (Ne 4.3,4; Jr 20.7; SI 79.4)

Quando empreendemos a obra de Deus com verdadeira fé e humildade, com o alvo de glorificar a Deus e estender o seu reino, usando as armas do Espírito podemos ter a certeza de que não importa quantas sejam as dificuldades, Deus pelejará por nós (Ne 4.20).

3. O Inimigo chama a nossa atenção para a imensidade da tarefa

Deus permitiu que muitos dos seus fiéis experimentassem grandes provações, porém, desfrutaram de íntima comunhão com Deus. Pela fé, uns “escaparam do fio da espada”, pela fé, outros foram “mortos ao fio da espada”. Pela fé, um foi livrado, pela fé, outro foi morto (1 Rs 19.10; Jr 26.23; At 12.2). A fé verdadeira não somente levará os fiéis a fazerem grandes coisas para Deus, às vezes, os levará a sofrimentos, perseguições, sofrimentos e privações (Sl 44.22; Rm 8.36; Mt 5.10).

4. O Inimigo usa contra nós os BOATOS e as MENTIRAS

Uma boa obra sempre será vista com desdém por escarnecedores orgulhosos e altivos. Pessoas que discordam entre si em quase tudo podem unir-se para a perseguição. Neemias não repreendeu os néscios conforme a estupidez destes; antes, recorreu a Deus em oração.

5. O Inimigo usa como arma a ASTÚCIA

Satanás, nosso inimigo sempre estará à espreita, porém teme atacar o cristão que é vigilante, pois, se atacado, o Senhor peleja por ele. Assim, devemos chegar ao fim de nossa vida sempre usando a armadura, ao terminar a nossa obra e guerra, seremos recebidos no repouso e no repouso de nosso Senhor.

6. O Inimigo usa como arma as AMEAÇAS

O maior mal que os nossos inimigos podem nos fazer é nos assustar, a fim de nos afastar de nosso dever e levar-nos pecar. Nunca recusemos participar de uma boa obra, e jamais participemos de obras más. Devemos provar todo conselho e recusar o que seja contrário à Palavra de Deus.

III – QUAL O SEGREDO DA VITÓRIA DE NEEMIAS E DOS JUDEUS?

Ele orou para que o Senhor perdoasse os seus oponentes. Ele acreditava também que, se estivessem envolvidos no trabalho divino, qualquer ataque seria uma afronta ao próprio Deus (Ne 4.2-5).

1. Os judeus venceram porque tinham certeza de que estavam na vontade de Deus

Neemias ignorou seus adversários, quando estes o acusaram de rebelar-se contra o rei, ele lhes afirmou que Deus estava envolvido no seu trabalho. A motivação de Neemias não era a rebelião contra Artaxerxes, e sim sua submissão ao Senhor. “…Vós não tendes parte…”. Neemias ressaltou que os samaritanos e os estrangeiros não teriam lugar na cidade de Jerusalém (Ne 2.20; Ed 4-3).

2. Os judeus venceram pela oração

As orações regis­tradas no livro de Neemias a maioria são individuais, porém aqui foi uma oração coletiva. O espírito de Neemias influenciou o grupo inteiro de trabalhadores, os quais não só oraram como também colocaram guardas e fizeram o que era humanamente possível para se protegerem de ataques. Deus ouviu as orações de Neemias, e o povo, sentiu-se inspirado por suas sábias palavras, voltou às suas atividades.

3. Devemos também orar (1 Ts 5.17)

É possível que os crentes orem em espírito em todos os momentos. Esta atitude é construída sobre a dependência de Deus, sentindo a sua presença no íntimo e obedecendo a ele completamente, assim será natural fazermos orações curtas, espontâneas e frequentes. Podemos listar alguns passos para uma profunda intimidade com Deus.

a) Um lugar para oração

Precisamos definir um lugar específico para a oração, seja o quarto, ou um local onde possa ter privacidade e dispor em ir sem rodeios para a oração.

b) Defina o tempo de oração

Não comece prometendo orar por muito tempo, isso pode desanimar, o iniciante. Comece com um mínimo e com passar dos dias aumente pouco a pouco esse tempo, de forma progressiva, sempre com otimismo.

c) Cumpra o tempo de oração

Não deixe a oração tornar-se uma rotina esteja motivado, buscando objetivos novos, cumprindo o tempo da oração, isso aumentará nossa intimidade com Deus, conscientizemos de que “… a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos…” (Tiago 5:16).

d) Inicie a oração engrandecendo o nome de Deus

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6:9,10).

A vontade de Deus é prioritária, mesmo quando não nos agrada de imediato, precisamos ter em mente que Ele sabe tudo, passado, presente e futuro, Deus é soberano. A sua vontade é o melhor que existe para a humanidade.

e) A importância do pedido de perdão

Pedir perdão é fundamental na oração, mas para isso liberamos o perdão antecipadamente, pois doutra forma Deus jamais nos perdoará. “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6:12).

f) Agradecendo a Deus por tudo

Temos muitos motivos para agradecer a Deus, pela vida, saúde, alegria, livramentos, salvação, família, enfim iniciamos e finalizamos nossas orações, pois Paulo escrevendo aos tessalonicenses disse: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5:18).

g) Ouvindo Deus falar

Existem pessoas que, ora muito, sente a presença de Deus, mas se esquece que a oração é um diálogo e no diálogo, o emissor fala e o receptor ouve, daí a pouco há uma troca, o que ouvia fala e o que falava ouve. A oração não é diferente, no início falamos com Deus e ele nos ouve, mas precisamos também de um momento de silêncio para ouvirmos a voz de Deus, doutra forma nossa oração não passará de um monólogo sem sentido. Devemos aprender com Habacuque, que ficou no terraço esperando Deus falar com ele. “Sobre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que falará a mim, e o que eu responderei quando eu for arguido” (Hb 2.1).

CONCLUSÃO

A história do povo de Israel em todas as suas etapas tem muito a nos ensinar, tanto ser levado para o cativeiro quanto o seu retorno para a posse da terra. Diante dos planos dos inimigos, foi Neemias que tomou todas as precauções contra eles, é interessante observarmos a sua liderança; foi uma liderança hábil e que honra a Deus. O Dr. W. F. Adeney, resume a defesa de Neemias sob quatro formas: oração, vigilância, encorajamento, armas. Ele observa que as defesas espirituais e morais estão em primeiro lugar, mas as defesas materiais não podem ser negligenciadas. Nem todos os judeus apoiaram corajosamente o projeto. O desânimo está claramente refletido no relato. “Já desfaleceram as forças dos acarretadores”. “No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntais conosco; o nosso Deus pelejará por nós” (Ne 4.20). Enfim a vitória foi alcançada para glória de Deus.

Bibliografia
Hernandes Dias Lopes – Neemias, o líder que restaurou uma nação – Hagnos

O Novo Comentário Bíblico A.T. – Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal Vol 1 e 2 – CPAD
Comentário Bíblico Beacon – Antigo Testamento – vol 2 – CPAD
Comentário Bíblico de Matthew Henry – Neemias – CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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