Combatendo a Teologia da Prosperidade

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Pai da Teologia da Prosperidade

Por Robson Aguiar

O Pai da Teologia da Prosperidade

Essek William Kenyon sofreu influência de seitas como Ciência Cristã, Ciência da Mente, Escola da Unidade do Cristianismo, Metafísica do Novo Pensamento e Sociedade de Cristo. Estudou no Emerson College, em Boston, o núcleo do movimento “transcendental”. Escreveu 18 livretos sobre seus ensinos: “Lar da Verdade”, “Igreja da Verdade”, “Liga da Igreja de Cristo”, “Sociedade de Cristo” e “Assembleia Cristã”. Segundo relata Paulo Romeiro ele teria sofrido forte influência de Charles Emerson que segundo D. R. McConnell, teria sido um colecionador de religiões. Além disso, McConnell em seu livro “A Different Gospel” (Um Evangelho Diferente) comenta que Ern Baxter, que conviveu com Kenyon teria afirmado que sem dúvida, Kenyon sofreu influência de Mary Baker Eddy, fundadora da seita americana Ciência Cristã. É considerado por Hank Hanegraaff como o verdadeiro pai do Movimento da Fé, como é conhecido a doutrina da prosperidade. Alguns de seus seguidores costumam utilizar frases de sua autoria como “o que eu confesso, eu possuo”. Hagin é acusado de plagiar várias frases de Kenyon.

"O que eu confesso possuo"? O que é isso? feitiçaria? xamanismo?

A oferta de um casal pobre

“E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor); E para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos.” Lucas 2:22-24.

O texto deixa claro, que apesar dos presentes recebidos no nascimento de Cristo, o casal José e Maria continuou pobre. A julgar pela oferta que deram, cai por terra a afirmação de que ser carpinteiro gerava uma boa remuneração como querem afirmar os teólogos da prosperidade.

Sobre as vestes que Jesus usava

“Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com preciosas vestiduras, e em delícias, estão nos paços reais.” Lucas 7:25.

Nesse texto, Jesus está falando de João Batista, mas, ao mesmo tempo deixa claro que os que se vestem com roupas preciosas estão nos palácios, o que sugere que ele não estava bem vestido.

De quem era então a roupa de púrpura que os pregadores da prosperidade dizem Jesus trajar?

E os soldados o levaram dentro à sala, que é a da audiência, e convocaram toda a coorte.

“E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.” Marcos 15:16-17.

Dos soldados que o vestiram com tal roupa

Jesus se vestia como um galileu, foi preciso ser beijado pelo traidor para ser reconhecido pelos seus inimigos.

“E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o.” Mateus 26:48-49.

Sobre as finanças de Cristo

Alguém diz que Jesus era rico porque tinha um tesoureiro, mas se esquece de que associações também têm tesoureiros, igrejas têm tesoureiros, e uma série de outras instituições possuem igualmente tesoureiros, sem, contudo serem ricas.

Agora, vamos ver como andava as finanças de Cristo:

“Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti.” Mateus 17:27.

O estáter era uma moeda grega que valia 4 drácmas, moeda de origem grega mas que também foi adotada pelos judeus, valia cerca de 65 centavos de dólar, mas, Jesus não tinha esse valor, e ao que parece nem a tesouraria também tinha em caixa.

Pela queixa de Judas, não se tinha muito dinheiro no caixa,

“Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?” João 12:5.

Com certeza se Cristo, utilizasse dos mecanismos apelativos e profetados que alguns pseudos evangelistas usam hoje em dia para arrecadar dinheiro para seu ministério alegando crescimento do "Reino de Deus" não cessaria de chegar dinheiro, ouro e prata, mas, parece que o Mestre estava prevendo que muitos dos discípulos iriam se perder no caminho da evangelização ele preferiu um ministério modesto e sem pompas.

Robson Aguiar, pr.

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