CHINA: Membros da família de Gao Zhisheng tem permissão para primeira visita à prisão desde março de 2012

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O irmão mais novo e o sogro de Gao Zhisheng foram permitidos a visitá-lo na Prisão Shaya, na Região Autônoma de Xinjiang Uyghur, em 12 de janeiro. Esta é a primeira visita familiar que ele recebeu desde março de 2012.

Gao Zhisheng um proeminente advogado de Direitos Humanos em Pequim, que tem defendido os praticantes Falun Gong e os cristãos que se reúnem em casas, foi detido primeiro em 2009. Seguindo-se uma pressão internacional, Gao reapareceu em março de 2010, e à época ele contou a Associated Press que havia sido severamente torturado enquanto estava em detenção. Ele desapareceu novamente em abril de 2010 e não se sabia sobre seu paradeiro até 16 de dezembro de 2011, quando a agência chinesa Xinhua divulgou que Gao havia violado os termos de sua liberdade condicional e retornara à cadeia para uma pena de 3 anos. O irmão de Gao, Gao Zhiyi, estava repetidamente pedindo permissão para visitá-lo na prisão.

A visita deste mês é uma importante confirmação de que Gao está vivo. Em agosto de 2012, dois advogados de defesa dos direitos foram informados que Gao não queria ver quaisquer familiares ou advogados. Então, em novembro de 2012, na véspera do 18º Congresso do Partido Nacional, a família de Gao recebeu uma carta, dando a entender que o próprio Gao os instruía a não visitá-lo. O irmão de Gao achou a carta estranha e ficou preocupado com sua segurança.

Andrew Johnston, Diretor Jurídico da CSW, disse: “A CSW está muito feliz que dois membros da família de Gao Zhisheng tenham sido permitidos a fazer uma visita a ele na prisão. Entretanto, nós continuamos preocupados com a falta de informação sobre o bem-estar de Gao e a data de sua liberação. Nós instamos as autoridades chinesas a permitir o acesso de familiares e representantes legais a ele na prisão e assegurar que ele seja tratado conforme os padrões estabelecidos pelas Regas Mínimas Padrão Nações Unidas para o Tratamento de Prisioneiros”.

Fonte: Anajure, com informações de CSW

Tradução: Jorge Martins de Araújo

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