China – Comunidade internacional intercede pela liberação de advogados

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China – Comunidade internacional intercede pela liberação de advogados

Entre os advogados presos, há muitos que defendem o direito de liberdade religiosa e de crença.

Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas, União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e outras vozes da comunidade internacional têm expressado preocupação com respeito à detenção de mais de 200 advogados e ativistas na China desde o dia 10 de Julho.

Em 16 de Julho, cinco especialistas independentes das Nações Unidas pediram que as autoridades chinesas parassem com o assédio e a intimidação aos advogados e seus colegas, afirmando que “advogados são essenciais para garantir o Estado de Direito; eles precisam ser protegidos e não assediados”. Um porta-voz do Serviço Europeu para a Ação Externa da EU também instou a China a liberar aqueles detidos por buscarem proteção por direitos humanos, enquanto um porta-voz da embaixada britânica em Pequim expressou profunda preocupação acerca das detenções. Os Estados Unidos também lançaram uma declaração incitando fortemente a China a soltar “todos aqueles que foram recentemente detidos por buscarem proteção aos direitos dos cidadãos chineses”.

Também na semana passada, a Law Society, do Reino Unido, escreveu ao Premier chinês, Li Keqiang, demonstrando sua apreensão sobre a situação e solicitou imediata e incondicional liberação dos advogados ainda em detenção. Nos Estados Unidos, os presidentes da Comissão Executiva do Congresso sobre a China, Representante Chris Smith e Senador Marco Rubio, lançaram uma declaração afirmando que a “onda de repressão constitui um revés inegável nas relações entre EUA-China”.

A Christian Solidarity Worldwide reportou a detenção, interrogatório e desaparecimentos forçados de mais de 100 advogados de direitos humanos e ativistas desde 10 de Julho. Os detidos incluem advogados de direitos humanos e ativistas, mas também parentes de advogados e funcionários de seus escritórios. Muitos dos advogados questionados foram signatários de uma carta condenando o desaparecimento forçado do advogado Wang Yu, que havia defendido membros do Falun Long, uma prática espiritual banida da China. Entre os advogados presos estavam muitos que tinham defendido o direito de liberdade religiosa e de crença e liberdade de expressão.

Em 20 de Julho, o número de advogados, ativistas e familiares detidos, interrogados ou desaparecidos aumentou para, pelo menos, 236, de acordo com o Grupo de Preocupação com Advogados de Direitos Humanos da China. Enquanto a maioria foi liberada, pelo menos seis têm sido mantidos incomunicáveis, e pelo menos 14 estão em alguma forma de detenção ou confinamento. A Anistia Internacional reportou que alguns dos advogados estão mantidos por suspeita de “incitar subversão ao poder do estado”, que tem pena de até 15 anos de prisão.

Mervyn Thomas, Chefe Executivo do CSW, disse: “Nós continuamos extremamente preocupados pela contínua série de detenções, interrogatórios e desaparecimentos pela China desde 10 de Julho. Ao mesmo tempo, nós notamos que enquanto essa onda de detenções é sem precedentes em sua velocidade e alcance, advogados na China têm enfrentado intimidação e assédio por muitos anos, pelas mãos da polícia, agentes de segurança e até de cortes oficiais. A opressão da comunidade legal e a campanha de difamação contra alguns dos melhores advogados do país põem em causa as afirmações do governo para promover o Estado de Direito. Nós nos juntamos a governos e outros membros da comunidade internacional pedindo a incondicional e imediata soltura de todos os advogados, ativistas, colegas e familiares ainda em detenção e mantidos incomunicáveis.”

Fonte: Assessoria de Imprensa – ANAJURE

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