Resumo do primeiro dia da 41ª AGO da CGADB em Brasília

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Por Robson Aguiar,
de Brasília para Seara News

As plenárias da 41ª AGO da CGADB em Brasília, nesta terça-feira (9), tem sido bastante agitada, sempre com ânimos exaltados. Apesar disso, sinto que independente de quem vai ganhar a eleição para presidente da instituição não trará mudanças significativas para a denominação assembleana.

Os devocionais do primeiro dia foram com Pr. Roberto José (PE) e Pr. Ubiratan Job (RS) manhã e à tarde antes do início das sessões.

O presidente da Comissão Jurídica citou Regimento Interno da CGADB estabelece que primeiro sejam apreciados recursos levados à Comissão Eleitoral.

O Pr. Natanael Ferreira (ES), representante do pastor Oséas de Moura (que só chegaria à tarde), ambos da CADEESO (Convenção das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo e Outros), com uma procuração falou em nome do pastor defendendo a dandidatura do mesmo ao cargo de 3º tesoureiro da CGADB.  O recurso foi para votação. Os convencionais usando máquinas para votar com cartão com código de barras, dado no credenciamento, decidiram e a candidatura do pastor Oséas de Moura a 3º tesoureiro da CGADB foi reprovada por 3.868 votos contra 2.497 a favor. O pastor Oséas Moura é 2º vice-presidente da CADEESO, e filho do presidente da convenção capixaba pastor Oscar Domingos de Moura, atual 1º Vice-Presidente da CGADB.

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O que teve de mais interessante foi a moção de apoio sugerida pelo pastor Jesiel Padilha, em favor do deputado federal, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), e que foi aprovada pelos convencionais. Na reunião da tarde, o presidente da CGADB pastor José Wellington recebeu pedido de moção de apoio a deputado assembleiano Marco Feliciano que estava no plenário. O pedido que foi apresentado ao final da reunião da Assembleia Geral Ordinária (AGO) foi aprovado em votação simbólica por unanimidade conforme informou o presidente da CGADB, pastor José Wellington.

O Deputado pastor Marco Feliciano, que também é da Assembleia de Deus, ao receber a palavra agradeceu o apoio dizendo que “nunca houve uma comissão com tanta oração. Os pastores estão orando pela minha vida e pela comissão. Venceremos esta batalha. Quero agradecer essa moção”, referindo-se a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. “Graças a Deus permanecemos firmes até aqui. Chegará o tempo que nós, evangélicos, vamos ter voz em outros lugares”, afirmou Feliciano. “O Brasil todo encara o movimento evangélico com outros olhos”, completou.

Algumas palavras do pastor José wellington, presidente da CGADB, soaram mal e foram tidas como ofensas gratuitas. Falou o presidente que foi aprovado o casamento de duas mulheres no estado do amazonas, que essas coisas só acontecem por lá. Aproveitou a presença do pastor Marco Feliciano, para desmentir uma notícia veiculada pela imprensa que teria dito que o Dep. Feliciano não era preparado para estar a frente da CDHM e ainda frisou que o pastor Marco pertence a CONFRADESP liderada por ele. No final de sua palavra apresentou ao plenário a moção idealizada pelo pastor Padilha a favor da presença de Feliciano a frente da CDHM.

Em seguida, sessão foi encerrada. Assuntos polêmicos como a aprovação da prestação de contas da CGADB ficaram para serem discutidas e votadas na quarta-feira (10).

À noite, no culto público milhares de crentes manifestaram devoção a Deus e foram edificados pela ministração do pastor Leidir, que pregando sobre a unidade do corpo de Cristo, enfatizou a ação do Espírito Santo na comunhão dos crentes.  

Resultado da 41ª AGO poderá rachar a CGADB

A presidência é disputada pelos pastores José Wellington, no comando da entidade desde 1988, e Samuel Câmara, que faz oposição a ele.

Fala-se que se o pastor Samuel Câmara assumir a presidência, poderá acontecer uma racha como foi no caso da madureira. Na minha opinião, isso não acontecerá, pois o lado perdedor vai querer retornar ao poder na próxima eleição. A AGO determinará, em votação manual dos 24 mil pastores inscritos, quem presidirá a CGADB nos próximos anos. A disputa está polarizada entre os pastores José Wellington Bezerra da Costa, que ocupa o cargo há 29 anos, e Samuel Câmara, que se estabeleceu como seu principal oponente.

1 COMENTÁRIO

  1. Não pastor José Wellington, o casamento homossexual também acontece em outros estados do Brasil. Cabe a nós orarmos para que Deus proporcione a essas pessoas uma nova chance.

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