Carnaval, abadá no inferno!
(Foto: Reprodução Internet)

Por Jose Ernesto S. Conti

De onde veio o carnaval? Ainda bem que temos o Google para diminuir nossa ignorância. Uma consulta rápida encontrou que o carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C. Segundo outra corrente, o termo “carnaval” significa o “adeus à carne” ou “a carne nada vale” e, por isso mesmo, traz em sua significação a celebração dos prazeres terrenos. Outra pesquisa, alguns especialistas tentam relacionar as festas carnavalescas com os rituais de adoração aos deuses egípcios Ísis e Osíris. Qualquer que seja sua origem, sempre encontrará carnaval ligado ao culto a deuses pagãos e aos prazeres sexuais.

Em minha opinião, isso é muito bom, ou seja, ninguém, que “pula” o carnaval pode dizer que não sabia que carnaval e sexo com idolatria é quase a mesma coisa, ou seja, carnaval é aberta e claramente uma festa pagã e voltada aos prazeres sexuais.

Se a coisa é clara e não se esconde seus objetivos, cabe a cada pessoa analisar e julgar se pode ou deve participar de uma festa deste quilate. É o mesmo julgamento que usamos, por exemplo, quando escolhemos uma roupa para ir a uma festa. Excluindo as festas do Big Brother, não usamos um calção ou um biquíni para ir a um casamento. O que nos impede fazermos isso é exatamente nosso senso crítico (ou de ridículo).

O que levaria um cristão a participar desta festa? O carnaval é uma espécie de apoteose da desgraça humana, uma negação a nossa civilidade e cidadania. O homem levou milênios para ser um cidadão e dominar sua selvageria animal e nos 3 dias de carnaval a despreza completamente, aflorando toda sua agressividade pré-histórica e animalizando-se para fazer as coisas mais absurdas, vestir (ou se despir) as roupas mais indecentes, cantar as coisas mais imorais, comer e beber as coisas mais prejudiciais à sua saúde.

Isso é racional? O carnaval vai contra todo o bom senso humano. Bastaria isso para desprezá-lo, no entanto pelo fato da sua origem ser uma festa pagã e voltada para os prazeres sexuais, cumpre-se o que Paulo nos diz (Rm 1:24,32) que “Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si” e “que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem”, ou seja, qualquer fantasia que você usar no carnaval será o abadá no inferno.

Pr. Ernesto ContiJosé Ernesto S. Conti
é pastor presbiteriano, e presidente do Conselho Estadual das Igrejas Evangélicas do Espírito Santo

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