Burkina Faso: missionários seguros

O coordenador de Missões Mundiais para a África, Pr. Hans Udo Fuchs, que está na África do Sul, está em permanente contato com os missionários da JMM em Burkina Faso, onde um golpe de Estado, frustrado esta semana, aconteceu em meados deste mês.

“Nossos missionários estão bem. O casal de missionários já está programando uma viagem às aldeias para continuar seu trabalho de coleta de dados para a tradução da Bíblia. Eles moram em uma cidade pequena a quatro horas da capital e ali não houve distúrbios. A missionária solteira estava em uma situação mais tensa, pois na capital é que havia barricadas e tiroteios”, conta o Pr. Hans. “Mesmo assim, ficaram uma semana trancados em casa, seguindo as instruções de Missões Mundiais e da Embaixada brasileira. Em suma: está tudo bem”, ressalta.

“Louvamos a Deus porque não houve mais derramamento de sangue depois das mortes do primeiro dia de golpe, principalmente porque no último dia não houve confronto entre o Exército e os golpistas. As conversações de paz chegaram a bom termo, e isso é bênção de Deus e resposta às orações do seu povo”, destaca o Pr. Hans.

Entenda o conflito

A queda do governo de transição de Burkina Fasso na semana passada aconteceu quase um ano depois do golpe que derrubou o regime do então presidente Blaise Compaoré, que estava desde 1987 no poder e empreendeu reformas democráticas nos primeiros anos de governo. Em 1991, um plebiscito aprovou a Constituição e eleições foram organizadas. Compaoré foi reeleito em 1998 e permaneceu quatro mandatos no cargo, tendo sido a última reeleição em 2010.

No final de 2014, o povo protestou contra uma proposta de emenda constitucional que permitiria ao ditador concorrer a um novo mandato em 2015; manifestantes incendiaram o Parlamento, e em outubro o presidente fugiu para a Costa do Marfim. Um governo de transição foi formado, e novas eleições estavam previstas para 11 de outubro.

Esta semana, chefes de Estado e governo de países da África Ocidental se reuniram com golpistas, militares, políticos e líderes da sociedade civil e conseguiram mediar um acordo que devolveu o poder ao governo de transição.

Por Willy Rangel

Fonte: JMM

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui