Bolsonaro diz que atenderá seu “centrão” em vetos ao abuso de autoridade
Presidente garante que decisão de vetos será pautada por análises técnicas. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O grupo citado, de acordo com o presidente Bolsonaro, é composto pelos ministros Sérgio Moro, Paulo Guedes e Tarcísio de Freitas.

O presidente Jair Bolsonaro deu sinais de que não está mais tão entre a “cruz e a espada” em relação à sanção, com vetos, do Projeto de Lei (PL) 7.596/2017, que define 37 situações que configuram crimes de abuso de autoridade.

Na saída do Palácio da Alvorada, nesta sexta-feira (30), ele deu sinais de que vai atender o “centrão” dele. Grupo composto pelos ministros da Justiça, Sérgio Moro, da Economia, Paulo Guedes, e pelo da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. A declaração reforça, ainda, o alinhamento com Moro.

Como sinalizado, na quarta-feira (28), pelos líderes do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP),

Bolsonaro admitiu que pode sancionar o projeto na data limite, de 5 de setembro, a próxima quinta-feira. Como sinalizado quarta-feira (28) pelos líderes do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

O presidente adiantou como será a decisão dele. “Vou atender o meu ‘centrão’. Meu ‘centrão’ é o Moro, é o Paulo Guedes e o Tarcísio”, declarou.

O presidente admitiu que terão vetos e não apenas ao que pune o uso “irregular” de algemas a suspeitos que não derem aos agentes de segurança pública uma clareza do risco de fuga.

“Vai ter veto ali. Questão de algema, lógico que vai ter. Outros vetos terão também, mas não quero me antecipar aqui”, afirmou.

Análises técnicas

A decisão, garante Bolsonaro, será pautada por análises técnicas. “Não vai ser um veto populista, mas baseado (tecnicamente), necessário, que faça justiça. Nós reconhecemos que existe, em alguns casos, o abuso de autoridade. Mas não queremos é interferir no trabalho de combate à corrupção, que é importantíssimo para o Brasil”, justificou.

Os vetos técnicos serão pautados por sugestões apresentadas por entidades representativas das carreiras dos Ministérios Públicos estaduais e Federal (MPF). Além das polícias estaduais e Federal (PF), Rodoviária Federal (PRF), dos auditores fiscais da Receita Federal, e da magistratura.

Mas, sobretudo, por orientações de Moro, que está mais fortalecido. “Vocês perderam todas até agora. Não ganharam nenhuma. Até a fofoca aí com o Moro, perderam também. O Moro está até em contato demais comigo, causando ciúmes em casa”, brincou.

Com informações do Correio Brasiliense
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