Atributos da Unidade da Fé: Humildade, Mansidão, Longanimidade
Capa da Lição | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 11, do 2º trimestre de 2020 – Atributos da Unidade da Fé: Humildade, Mansidão, Longanimidade.

Por Aniel Ventura

Atributos da Unidade da Fé – A conduta geral e o progresso na vida espiritual do cristão, são salientados no capítulo 4 da Epístola aos Efésios. O andar do crente pode ser mau ou bom, conforme sua orientação totalmente humana ou inspirada pelo Espírito do Senhor. Nesse caso Paulo recomenda aos crentes que andem “dignamente”, à altura da elevada chamada para a salvação que há em Cristo Jesus, por motivo de gratidão e temor a Deus.

A conduta diária dos cristãos deve corresponder à sua profissão de fé, isso os torna dignos e beneficiários de tão elevadas bênçãos. Dessa forma toda vida cristã deve ser uma constante ação de graças.

I – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO HUMILDADE

1. O modo digno do viver cristão

Paulo, realça a conduta cristã como evidência das doutrinas e crenças expressas na primeira metade da carta. A vida cristã não é comparada a necessidade de correr ou simplesmente ficar parado, mas ao ato de andar.  Essa expressão andeis como é digno define que a vida do cristão deve condizer com a excelência do chamado recebido de Cristo.

2. A humildade

“Andeis… com toda a humildade e mansidão” (Ef 4.2a). Entre os cristãos existem diferenças, a alguns assuntos importantes. Porém se nos concentrarmos nas diferenças, convencidos de que estamos certos e que os demais estão errados, nos tornarmos orgulhosos e críticos. Somente um espírito humilde pode nos libertar para amarmos sem sentir a necessidade de debater essas possíveis diferenças. Somente com um espírito humilde haverá paz e o nome de Deus é glorificado.

3. A verdadeira humildade

A revelação de Cristo por meio dos discípulos é o caminho para a verdadeira uni­dade. Essa unidade inicia com a fé e a compreensão correta de Jesus e de Deus Pai, ou seja, dos seus ensinamentos. Não obstante, a fé correta precisa dar frutos – uma vida que expressa o amor de Deus e gera unidade entre todos os cristãos.

II – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO MANSIDÃO

1. Mansidão: um fruto do Espírito

A palavra mansidão no grego é “praótes” (gr. πραóτης) gentileza, humildade, cortesia, consideração, amabilidade (1 Co 4.21; Gl 5.22).

O fruto está no singular, indica que as características encontradas aqui são vistas como uma unidade harmoniosa. Trata-se de um prisma multifacetado que exibe sua beleza de formas diversas, e integradas. Portanto, ha­verá temperança na mesma medida em que houver caridade. Uma vez que a caridade foi mencionada em Gálatas 5.6,13,14 de um modo que resume a qualidade da vida cristã.

2. Grandes exemplos de mansidão: Moisés e Jesus Cristo

As murmurações descritas no capítulo 11 de Números devem ter causado enorme sofrimento a Moisés. Este capítulo pode representar o completo sentimento de ruína que se apoderaram de Moisés no momento em que ele sentiu a deslealdade de seus irmãos. Mesmo assim no capítulo 12, ele é considerado o homem mais manso de toda terra.

O profeta Isaías apresenta Jesus, como cordeiro de Deus.

“Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53:7). Durante todo o seu julgamento e sua crucificação, Jesus foi o único que não agiu por medo, inveja ou pelos próprios interesses. Estava ali humilde e manso para cumprir o propósito de morrer em prol do pecador (Mt 11.28, 29).

3. A verdadeira mansidão

O cristão orando sem cessar (1 Ts 5.17) certamente se alegra na esperança e exerce a paci­ência (gr. υπομονή – ypomoné), ou seja, tem condições de suportar provas quando passar por tribulação. Nós, cristãos, nos relacionamos com não-cristãos, precisamos responder em amor aos que nos perseguem, e procurar viver em paz com os incrédulos. Abençoai, isto é, falar bem a respeito de alguém.

4. Mansidão pressupõe conciliação

A palavra perdoar deriva da palavra grega para “graça”(gr. χαριζ). Paulo, defende o perdão como ponto central do Evangelho. Somente por meio da graça de Deus – isto é, o seu favor imerecido é que alguém pode se salvar (Ef 2.5,8). Assim, o perdão dos coríntios ao ofensor entre eles estava fundamentalmente baseado no perdão concedido por Cristo a eles (Ef 4.32; Cl 3.13).

III – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO LONGANIMIDADE PARA O EXERCÍCIO DO PERDÃO

1. Longanimidade: um fruto do Espírito

Ser longânimo é sofrer com paciência e tolerar as pessoas que nos irritam. Abdicar do direito de retaliar e escolher, em vez disso, a paciência. A operação do Espírito Santo em nós aumenta a nossa resistência visando acima de tudo a glória de Deus.

2. Suportando uns aos outros

Paulo convidou os crentes a suportarem-se uns aos outros. “Perdoando-vos” sugere o perdão contínuo e mútuo em meio aos problemas, irritações e queixas.  No tempo de Paulo, a chave para perdoar os outros era: (1) ter em mente o quanto Cristo os perdoou; e (2) perceberem a presunção de se recusar a perdoar alguém a quem Deus já perdoou. Lembrar do grande amor e do infinito perdão de Deus deveria levar os crentes colossenses a se amarem e a perdoarem uns aos outros com mais facilidades.

3. O perdão como premissa do amor

Todas as virtudes que Paulo levou aos crentes em Colossos a desenvolverem estavam estreitamente ligadas pelo amor. Ao se vestirem com estas virtudes, a última veste a ser colocada era o amor, que, como um cinto, é o vínculo que une a todas as demais. O amor une as outras graças em uma ação perfeita e unificada (1 Co 13.1-8).

CONCLUSÃO

A vida cristã tem de ser radical­mente distinta da vida do mundo. Paulo esperava mudança dos efésios e para isso fez três recomendações: “despojeis” (Ef 4. 22-23); “revistais” (v. 24) e “deixando a mentira” (vv. 25ss). Romanos 6 afirma que, à medida que reconhe­cemos como verdade que o velho homem foi crucificado e sepultado, nos “despojamos” da velha natureza. Cabe a nós crermos na palavra de Deus e “vestirmos a nova roupa”. A instrução que Jesus deu em relação a Lázaro pode ser aplicado a cada cristão: “Desatai-o – tirar as vestes funerárias – e deixe-o ir”! Não é tão simples morrer para o mundo, mas é necessário haver ressurreição e manifestação da nova vida. Livramo-nos da “veste fune­rária” da velha vida e vestimo-nos das “vestes de graça” da nova vida. Somos a nova criação de Deus e, por isso, precisamos viver em novidade de vida (Rm 6:4).

Bibliografia
– Champlin – Novo Testamento Interpretado – Vol 4 – Hagnos

– O Novo Comentário Bíblico N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
– O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
– Comentário devocional da Bíblia – Lawrence O. Richards – CPAD
– Léxico do Novo Testamento – Grego/Português – F. Wilbur Gingrich
– Novo Testamento Interlinear Analitico Grego-Português – Cultura Cristã
– Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal Vol 2 – CPAD

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