Ataques radicais em Moçambique afetam a vida dos cristãos
Cristãos têm casas, igrejas e propriedades destruídas e saqueadas por extremistas islâmicos na região norte de Moçambique | Foto: Portas Abertas

O objetivo dos jihadistas é a implantação das leis islâmicas na região norte do país.

Nem a possibilidade de contaminação com a COVID-19 desencorajou extremistas islâmicos de promoverem vários ataques na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique.

Em 28 de maio, os militantes tomaram rapidamente a cidade comercial de Macomia. Ela foi a terceira cidade invadida pelos jihadistas nos últimos meses. Os autores dos incidentes se autoproclamam como Estado Islâmico e têm como objetivo a implantação das leis islâmicas (sharia) no território. Apesar do nome do grupo ser o mesmo do que atua no Iraque e Síria, não há comprovação da ligação entre eles.

Entre 28 e 30 de maio de 2020, pelo menos 95 pessoas morreram por causa de conflitos entre os radicais islâmicos e as forças do governo. Porém, o número de mortos chega a mil desde que os grupos de insurgentes começaram a agir, em 2017.

Outro problema resultante da violência foi o deslocamento de 150 mil pessoas pelo país. Isso acontece porque casas, lojas, igrejas e edifícios governamentais são incendiados durante os ataques.

Os custos dos conflitos para a população

De acordo com a Agência de Notícias de Moçambique, os extremistas têm uma maneira de selecionar as vítimas. Eles fazem perguntas sobre o islamismo e, se a pessoa não souber responder, é morta. Os que tentam fugir também são alvos fáceis para os insurgentes. Entre os prejuízos dos combates está a retirada da ONG Médicos sem Fronteiras do território, já que teve o centro de saúde onde atuava seriamente danificado. 

O Norte de Moçambique é uma região majoritariamente muçulmana, mas estava em paz até o surgimento do wahabismo em 2017, quando muitos começaram a interpretar o islamismo de maneira mais conservadora.

Apesar de os cristãos não serem os principais alvos, são afetados pelos saques e destruições de igrejas e propriedades privadas. “A menos que o governo trabalhe para controlar a situação, a violência contínua pode corroer a harmonia religiosa que existe hoje entre o povo de Moçambique”, afirma Jo Newhouse*, porta-voz das operações da Portas Abertas na África Subsaariana.

*Nome alterado por segurança.

Pedidos de oração

  • Interceda pelas pessoas que perderam os entes queridos durante os ataques em Moçambique. Peça que o Senhor console os corações e se revele a cada um neste momento difícil.
  • Ore para que os cristãos sejam cheios de amor de Deus e esperança, e consigam ser testemunhas vivas de Cristo a todos.
  • Clame para que o Senhor dê sabedoria às autoridades e elas consigam promover ações eficazes para conter a ação de extremistas islâmicos.

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