As raposas no casamento

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Raposa
Foto ilustrativa / reprodução internet

“Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que estragam as vinhas, pois as nossas vinhas estão floridas” (Cantares 2.15)

Não são os grandes problemas que destroem os casamentos, mas os pequenos. Quando os pequenos problemas não são encontrados e tratados compromete a felicidade do casal e o futuro.

O poeta bíblico ao dizer “raposinhas” estava aludindo pequenos hábitos, pequenas desavenças, pequenas frustrações acumuladas ao longo dos anos que vão sugando completamente a seiva do amor e matam a felicidade do casamento. As raposinhas  gostavam de cavoucar ao redor das videiras cobertas de flores. Elas são as pequenas coisas que não damos muita importância, mas que, infelizmente, teimam em estar presentes em nossa vida – é aquela palavra a mais, ao final da discussão, que não precisava ser dita, e você insiste sempre em dizer, é o gesto desprovido de mansidão, é a dureza de julgamento, são os ciúmes que a esposa não consegue esconder ou o perfeccionismo do marido que insiste em que tudo seja feito do jeito que ele gosta.

Para ver o estrago das raposinhas faz-se jus notar as pesquisas. De 50% a 65% dos homens casados e 45% a 55% das mulheres casadas tem sido infiéis aos seus respectivos consortes. Outro quadro alarmante é que até 1960 25% dos casamentos terminavam em divórcio. De lá pra cá este número tem aumentado assustadoramente. Comentaristas sociais declaram que só nos EUA tenha chegado a casa dos 50%. O divórcio e as traições são apenas sintomas de um problema conjugal, mal qual é na realidade o problema? Baseado no texto em foco o problema está nas raposas que sorrateiramente andam com astúcias no meio dos casamentos. A seguir daremos nomes a algumas dessas raposas.

É necessário tomar cuidado com a questão financeira. Muitos casamentos fracassam pela falta ou excesso de dinheiro. Infelizmente muitos casais não sabem lidar quando a questão é financeira. Vivemos numa sociedade mercantilista onde somos bombardeados a cada 24 horas por cerca de 3 mil propagandas que tentam nos convencer a comprar produtos oferecidos para sermos bem-sucedidos. O fato de termos não nos torna mais felizes, coisas não nos satisfazem. Não vale a pena matar uma família e o casamento na busca desesperadora pelo ter. Presentes não substituem a falta de ninguém. Nenhum sucesso compensa o fracasso do casamento e da família.

Um outro ponto a ser considerado é a rotina. Para alguns a rotina é asfixia do romantismo. A estagnação é uma ameaça aos casais. Até água parada dá lodo. O corpo sem exercício adoece. O casamento sem criatividade cai no marasmo. O casamento precisa ser dinâmico, romântico, vivo e cheio de desafios. Uma das coisas que mais desgastam o casamento é a falta de entusiasmo de um dos cônjuges, ou de ambos em investir na relação. Quando a pessoa deixa de preocupar com a própria aparência, descuidando-se do seu corpo e vestindo-se de qualquer jeito; quando perde o estímulo para se crescer intelectualmente, está assinando o atestado de óbito de seu relacionamento conjugal. A Criatividade é um dom que precisa ser exercitado.

A falta de comunicação em muitas famílias tem estado em extinção. É o problema número um no relacionamento conjugal. As pessoas têm erigido muralhas à sua volta em vez de contribuir pontes. Comunicação não é somente transmitir palavras, mas sim fazer-se inteligível e compreendido. A tecnologia propicia a comunicação e mesmo assim as pessoas estão cada vez mais distantes e os casais não encontra tempo para dialogarem. Vivemos num mundo que ninguém mais tem tempo para ouvir o que outros têm a dizer. O segredo da comunicação está e ser pronto pra ouvir.

Os ciúmes também têm destruídos muitos casamentos. Os ciúmes é mais do que um sentimento, é uma doença, e essa doença pode ser fatal.. A pessoa dominada pelo ciúme apresenta basicamente três sintomas: Vê o que não existe, aumenta o que existe e procura o que não quer achar. O ciúme é um câncer que precisa ser extirpado do relacionamento, pois destrói a capacidade do diálogo, compromete a transparência e joga o relacionamento no esgoto das brigas.

Estas são apenas algumas das raposinhas que nomeamos, têm outras anônimas que agem no meio das vinhas. O nosso papel é apanhá-las para que as nossas vinhas sejam sempre viçosas e florescentes. Que Deus nos ajude!

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