As Cortinas do Tabernáculo
Essas quatro cores representam os quatro evangelhos, que apresentam Jesus Cristo como o verdadeiro Tabernáculo. (Foto: Paulo Pontes / Seara News)

Subsídio da lição 6: “O que precisamos saber sobre as Cortinas do Tabernáculo”.

Por Enéias da Silva Ribeiro

Chegamos às Cortinas do Tabernáculo, o ponto em que Deus põe em pratica toda a sua arte divina. Este sexto tópico poderia ser intitulado de “A lição colorida de Deus”, tendo como tema central “as cortinas”. Também, poderíamos, por assim dizer, que elas tinham um tríplice propósito: “cobrir, dividir e esconder”.

Deus não mandou fazer o Tabernáculo no afã de deixar este descoberto à vista de todos, até porque se fosse assim ele teria deixado o seu povo cultuando ao ar livre mesmo.

O Tabernáculo tinha sobre si uma cobertura toda colorida. É maravilhoso ver como Deus se utiliza da matemática bíblica para por em ordem todo o seu projeto santo no meio de seu povo. Ele achou por bem dar cores especificas aquilo que serviria para “cobrir, dividir e separar”; e enumerou os tipos de cores: “primeira azul, segunda púrpura, terceira carmesim e quarta linho fino ou branco”.

Considerações preliminares

Estes panos tinham duas funções básicas no Tabernáculo como um todo:

1) Coberturas (se referindo ao teto); e

2) Cortinas (se referindo a sua divisão na parte ou nas três partes de baixo) que era o pátio, o lugar santo e o santo dos santos. Neste caso, estas cortinas e coberturas deveriam obedecer a seguinte ordem divina:

a) Cortinas de linho fina Ex 26.1-6 e 36.8-13; essas cortinas deveriam ser colocadas diretamente sobre a estrutura e compunham o verdadeiro teto do tabernáculo;

b) Cortinas de pêlo de cabra Ex 26.7-13 e 36.14-18; essas cortinas, referidas também como tendas seriam colocadas sobre as cortinas de linho fino.

c) Peles de carneiro tingidas de vermelho Ex 26.14 e 36.19; descritas como uma das coberturas; eram as próximas na ordem;

d) Coberturas de couro Ex 26.14 e 36.19; essa era a cobertura final, que era avistada por aqueles que estavam de fora do tabernáculo. Sendo assim, aparentemente as duas primeiras eram cortinas e aas outras duas eram coberturas (Nm 4.25).

Simbologia e hermenêutica: (uma interpretação simbólica das cores, cortinas e coberturas)

Muitas aplicações podem ser feitas partindo do conceito simbologia, porem, o que não deve acontecer jamais é fato de usarmos símbolos que parecem ter sentindo quando na verdade eles estão bem longe da realidade real do que realmente deveria ser. Por isso mesmo é preciso policiar a nossa hermenêutica quando formos interpretar os objetos simbólicos na Bíblia. Neste instante veremos cautelosamente algumas verdades simbólicas referentes a este sexto tópico estudado.

As cores das Cortinas do Tabernáculo

1) Azul – esta cor como não poderia deixar de ser revela o lado vertical de Cristo, ou seja, indica o local de onde ele desceu expiar as nossas muitas culpas de pecado. Jesus veio do Tabernáculo que está nos céus para ser desmontado como um tabernáculo de carne na cruz para nos dar o direito de alcançar o eterno tabernáculo que se acha no azul (céu);

2) Roxo ou Púrpura – a cor púrpura dentro da simbologia sempre estará ligada com a realeza de Jesus, ele não é apenas rei, ele ó Rei dos reis. É interessante ressaltar que esta cor é adquirida a partir de duas outras cores: “a azul e a vermelha”. Neste caso temos as duas naturezas de Jesus misturadas em uma cor que é a púrpura. A cor azul indica a sua divindade e a vermelha sua humanidade.

3) Carmesim ou Vermelho – esta é a cor mais original do perfeito sacrifício de Jesus na cruz Mt 27.28. Desde os tempos mais remotos dos primeiros israelitas encontramos por toda a Bíblia e mais precisamente de Êxodo a Malaquias, as muitas oferendas de sacrifícios tendo como base um animal inocente. Todos aqueles animais representavam o único sacrifício de Jesus não apenas pela nação israelita, mas também por toda a humanidade como um todo. (Jo 3.16; 1.29.).

4) Branco – implica a perfeita justiça e impecabilidade do Filho de Deus em toda a sua missão terrena. Em todo o tempo a sua obra e todos os seus atos se acharam alvos ou até mais alvos que a própria neve.

Cortinas e Coberturas

1) A cortina de linho representa a justiça ausentada de injustiça; a cortina de pelos de cabra representa a oferta pelo pecado.

2) A cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho representa Jesus como o cordeiro substituto e perfeito; a cobertura de couro representa a proteção e a cobertura divina conquistada pelo sacrifício de Jesus.

Nota quadrilátera: de acordo com o que vimos sobre as cores que deveriam ser usadas nas dez cortinas, essas quatro cores não foram escolhidas aleatoriamente. A própria ordem das cores não é acidental.  A ordem para que essas mesmas cores fossem usadas aparecem 24 vezes no livro de Êxodo. Essas quatro cores representam os quatro evangelhos, que apresentam Jesus Cristo como o verdadeiro Tabernáculo. Quanto à relação entre os evangelhos e as quatro cores temos a seguinte conotação:

Azul: evangelho de João – Filho de Deus homem celestial.
Roxo: evangelho de Mateus – Filho de Davi o homem Rei.
Vermelho: Evangelho de Marcos – Filho do homem, homem servo.
Branco: evangelho de Lucas – filho descendente de Adão, homem sem pecado.

Para refletir: “os que aprendem errado caminham cegos para o futuro”. (Eneias S. Ribeiro)

Bibliografia:
Os segredos do tabernáculo de Moises – Kevin J. Conner
Leia também:
– Lição 4 – O Altar de Holocausto
– Lição 5 – A Pia de Bonze: Lugar de Purificação
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