As Causas da Desunião devem ser Eliminadas
Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 8, do 3º trimestre de 2020 – As causas da desunião devem ser eliminadas. | Foto: Pixabay

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 8, do 3º trimestre de 2020 – As causas da desunião devem ser eliminadas.

Aniel Ventura

Neemias trabalhou muito para mobilizar o povo na construção dos muros de Jerusalém, ele usou para isso a comunicação, coordenação, cooperação e aprovação. A obra foi feita sob intensa oposição dos inimigos, causando desânimo, ameaça e destruição. O capítulo cinco aponta algo ainda mais difícil de ser enfrentado, a usura dos nobres. Entretanto, os problemas agora não eram externos como antes e sim internos; as dificuldades não vinham dos inimigos, mas dos irmãos. Para se ter uma ideia, Sambalate e Tobias eram mais fáceis de combater do que a avareza dos nobres israelitas e a desunião causada entre eles.

I – A UNIÃO CARACTERIZAVA OS JUDEUS LIBERTOS DO CATIVEIRO

Os muros de Jerusalém ficaram prontos a em cinquenta e dois dias, os próprios inimigos dos judeus reconheceram que essa obra fora concluída porque a mão de Deus era com eles (Ne 6.15,16).

1. Qual era a base desta união?

Três fatores de sucesso demonstrados pelos trabalhadores:

1) “o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Ne 4.6);

2) o povo trabalhava em atitude de oração e vigilância (Ne 4.9);

3) o povo demonstrava coragem, determinação e fé ante a oposição do inimigo (Ne 4.14). Deus sempre cumpre a sua parte quando os fiéis cumprem a sua, com fé perseverante.

3. Esta união entre os judeus simboliza a união que deve haver na Igreja de Deus (Gl 6.16)

Em todas as questões relacionadas com o reino de Deus, o sucesso inicia com Ele. Neemias só empreendeu essa obra porque sabia que essa era literalmente a vontade de Deus; estava plenamente confiante que Ele lhe faria vitorioso. Hoje a igreja também precisa agir assim, pois a vontade de Deus é que os fiéis sejam cooperadores com Ele em sua obra para evangelização do mundo (Fp 2.12,13).

3. Esta união é uma verdadeira força

O mundo constantemente despreza os padrões morais dos cristãos e zombam de sua dedicação a Cristo. Nossa confiança e nossa resposta devem ser as mesmas de Neemias: “O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; levantaremos e edificaremos” (Ne 2.20; Ap 2.7; 21.1-7).

II – A UNIÃO ENTRE OS JUDEUS ESTAVA AMEAÇADA

1. Qual era a ameaça?

O pecado da cobiça, leva as pessoas a tirarem proveito do próximo em tempos de calamidade, isso revela a profunda depravação da natureza humana. Deus julgará semelhantes injustiças perpetradas entre as pessoas (Pv 28.27; Cl 3.25).

2. Como se explica esta grande injustiça?

Havia muitas desigualdades econômicas entre o povo judeu. Os ricos, isto é, a nobreza e os magistrados oprimiam os pobres, obrigando-os a penhorar suas propriedades, forçados a entregar seus filhos como escravos a fim de conseguirem dinheiro para comprar alimentos e não morrerem de fome. Indignado, Neemias lutou contra essas injustiças e levou os transgressores ao arrependimento e à correção (Ne 5.1-13).

III – NEEMIAS SOLUCIONOU O PROBLEMA

Para resolver o grave problema da injustiça social, Neemias aponta algumas possíveis soluções.

1. Neemias convocou um grande ajuntamento (Ne 5.8)

1) A inconformação e a ira levou Neemias a reagir diante de tamanha injustiça.

2) Ele não ficou passivo empreendeu fortemente uma ação.

3) Ele repreendeu os nobres e magistrados e lhes disse: “Sois usurários, cada um para com seu irmão” (Ne 5.7).

4) O conformismo e a injustiça são um grave pecado aos olhos de Deus.

2. Neemias fez uma proposta conciliadora

Neemias identificou a falta de testemunho diante das nações dignos de uma reflexão (Ne 5.9). O povo de Deus está sendo observado pelos olhos críticos do mundo. Entretanto em nossos dias, somos conclamamos a não nos envergonhar do evangelho (Rm 1.16), mas há muitos crentes que são uma verdadeira vergonha.

3. A proposta de Neemias foi acatada

Neemias repreendeu os homens ricos e nobres por sua falta de consideração com relação aos seus irmãos mais pobres. No entanto Neemias, os repreendeu com autoridade de Deus, pois receberam uma pronta resposta por parte dos judeus nobres. E o resultado de cuidadosa autodisciplina, oração, sabedoria e a presença de Deus na vida. Neemias disciplinou-se a realizar aquilo que ele acreditava ser o que Deus queria que se realizasse.

IV – A PAZ VOLTOU A REINAR ENTRE OS JUDEUS

Jesus ensinou aos Seus discípulos o processo de restauração do irmão que errou. Deve haver uma confrontação amoro­sa e pessoal (Mt 18.15).

1. Surgindo um problema entre os irmãos, deve logo ser tratado com muita diligência

Quando um líder do povo for ignorante, desinteressado ou negligente, o resultado poderá vir a ser uma contaminação grave.

Jesus mostrou como tratar aqueles que possivelmente pecam contra nós. Estas diretrizes se destinavam aos cristãos para tratar e resolver conflitos no contexto da igreja. É importante reconciliar os membros da igreja que estão em desacordo, para que a igreja possa viver em harmonia. Jesus explicou que a pessoa que foi ofendida deve primeiramente ir e mostrar o erro em particular (NTLH). Uma confrontação pessoal, realizada com amor, irá permitir que o membro pecador tenha a oportunidade de corrigir-se (Lc 19.10).

2. Problemas relacionais devem ser tratados carinhosamente – “Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5.9)

O desejo de Deus é que seus filhos sejam amantes da paz, envolvendo ação, e não uma simples submissão. Os amantes da paz são ativos pacificadores, que trabalham para trazer a reconciliação, e que terminem a amargura e as contendas. Não se trata de uma simples conciliação, mas, administrar e resolver problemas para manter a paz. Pessoas egoístas e arrogantes não se preocupam com a promoção da paz. “Os pacificadores serão chamados de filhos de Deus” – porque refletem o caráter do Pai celestial (Mt 5.9).

CONCLUSÃO

A conclusão dos muros foi um golpe evidentemente duro na moral dos inimigos de Judá. “Temeram todos os gentios que havia em roda de nós”, disse Neemias, “e abateram-se muito em seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra” (Ne 5.16; SI 126.2,3). Os amigos de Tobias, dos quais estavam ligados a ele por laços de casamento, correspondiam com ele e aparentemente tentavam fazer com que Neemias tivesse medo. J. S. Wright diz, “o povo de Deus”, deve estar sempre em guarda, mesmo em uma época de sucesso. A infiltração das idéias inspiradas pelo inimigo ainda pode estragar o trabalho e trazer padrões pagãos de vida e religião”.

Comentário de apoio da Lição 8, do 2º trimestre de 2020 – Carta aos Efésios – EDIFICADOS SOBRE OS FUNDAMENTOS DOS A´STOLOS E DOS PROFETAS.

Bibliografia
Hernandes Dias Lopes – Neemias, o líder que restaurou uma nação – Hagnos

O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
Comentário Bíblico Beacon – Livros Historicos – CPAD – Vol 02
Comentário Bíblico de Matthew Henry – Neemias
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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