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Sua igreja é “patinho feio” ou “cisne real”?

EM FOCO

Silvio Costa
Silvio mora na belíssima cidade de Guarapari no ES; estudou teologia no Seminário SEET e SEIFA, é professor de matérias teológicas na FATEG, membro do conselho editorial da revista Seara News. Também contribui como colunista em outros portais evangélicos do país, além de palestrante em escolas bíblicas e conferências teológicas. Mantém também o blog Cristão Capixaba.

A relevância social de uma igreja em qualquer lugar é o resultado da maturidade cristã e da sinergia de sua liderança

Te proponho um desafio: leia até ao final – acredito que você será impactado com ESTA IGREJA que vou te apresentar!

Permita-me utilizar a analogia do título deste breve artigo para já afirmar que a verdadeira igreja de Jesus Cristo no século XXI é sim – semelhante – ao mais branco, imponente e belo cisne real que eu e você teremos o privilégio de ver e apreciar tão bela criação de Deus!

Mas, preciso esclarecer que não faço referência a QUALQUER ajuntamento de cristãos (pois seria vago e inapropriado), há singularidades nesta identificação e exclusividade na seletiva de tal comunidade – exponho aqui igrejas de verdade, refiro-me a aquelas que são de fato orientadas pelo Senhor através de lideranças sadias (homens e mulheres sobretudo espirituais, que antes de serem carismáticos são cheios do Espírito); comunidades que não tem nenhuma dificuldade de cumprir sua incumbência de agência do Reino de Deus numa verdadeira missão celestial nesta terra. Parece a exata igreja dos planos Deus sendo descortinada e vivenciada.

Igrejas baseadas e dirigidas sob os auspícios da Palavra de Deus com a prática de evangelismo, pregação, ensino, discipulado, comunhão fraterna (uma família), obras sociais e envio de missionários – são igrejas cheias da presença de Deus primeiramente; são tão especiais e ímpares que acabam prestando verdadeiros serviços à sociedade – é uma igreja que completa o que falta de bom e virtuoso no lugar e nas pessoas, ressalta o que é  honesto e justo, manifesta o puro e o belo – é uma igreja que reconstrói vidas, que restaura lares, que recupera relacionamentos matrimoniais, que reconecta pais e filhos – é uma igreja que unifica e jamais separa, é a congregação dos santos que transmite vida plena e abundante – é o templo da paz que apazígua guerras e conflitos com amor e ação restauradores. É dessa magnífica igreja militante e influente que discorro nestas linhas.

Alguns atribuirão à igreja uma composição puramente social, ou seja a congregação é resultado do meio em que está inserida. A meu ver, em termos práticos – toda igreja começa assim – num plano puramente social, mas que ao reconhecer e seguir o evangelho de Cristo vai alcançando novas dimensões civilizatórias e a bem da verdade essa é a perspectiva bíblica para uma comunidade cristã (Rm 12.2; Pv 4.18). Então, uma igreja relevante interage, ilumina e transforma o seu “meio ambiente” (Fp 2.15). Uma rua que tem uma igreja precisa ser melhor, o quarteirão, o bairro, a cidade – se for o contrário, tal comunidade precisa repensar seu significado e utilidade ali (At 1.8).

É claro que tal dinamismo e efeito só é possível se a atuação de tais igrejas extrapolarem seu horário regular de funcionamento – se essas comunidades forem operárias de transformação social, assumindo a posição de serva dos homens para reconectá-los a Deus. É impossível essas igrejas não crescerem em número e em qualidade cristã pois são vivas, ativas, presentes e atuantes em seu meio social – interpondo-se para auxiliar, interferindo para melhorar – para influenciar. A igreja precisa aparecer fazendo o bem – mas, sem marketing institucional ou pastoral (acredite: além de ser muito feio esse tipo de publicidade personalista, prejudica e desvirtua o foco da mensagem que é Jesus); se houver publicidade que seja a do amor, sem flashs e posts nas redes sociais (refiro-me à aquelas que expõem a quem foi ajudado pela igreja – ninguém precisa disso), o amor será suficiente e convincente. A abertura de uma igreja em qualquer lugar deve significar a inauguração de um centro de transformação pessoal, social e espiritual – deve trazer à realidade a manifestação da graça de Deus efetuando curas ao corpo, alma e espírito humano – é a porta do evangelho pleno para o homem todo.

A relevância social de uma igreja em qualquer lugar é o resultado da maturidade cristã e da sinergia de sua liderança NA comunidade, da reprodução do bom testemunho de seus membros e congregados NA comunidade (comunidade nesta acepção tem mais sentido missiológico que eclesiástico – ou seja: a congregação é o resultado e a extensão da missão – é como um rio regenerador abrindo seu próprio curso). Frequentar uma comunidade evangélica assim onde o amor a Cristo e ao próximo são evidentes – é literalmente interagir com agentes de transformação humana – é adentrar num ambiente inspirador e de grande influência para a vida de qualquer pessoa.

A essa altura você deve estar a ponto de me pedir o endereço da igreja que acabei de descrever – você sentiu desejo de ir numa igreja tão maravilhosa assim – afinal, tal comunidade te empolga e acrescenta não é mesmo? Bom, na realidade uma congregação de crentes pode assumir qualquer das representações – parecer um “patinho feio” ou evidenciar um belo “cisne real”. Dito isso tenho que afirmar que SOMOS NÓS que damos vida ou não, feições e singularidades a comunidade (igreja) na qual servimos a Deus.

Assim, temos 2 opções: 1) continuar procurando uma comunidade que se aproxime ao máximo desses ideais de igreja cristã e nos inserirmos nela (já digo que não é tarefa fácil); 2) sermos esta igreja a partir do que JÁ SOMOS em nossa congregação. Esta segunda opção é a mais recomendável / embora para muitos de nós não seja tão fácil assim – pois a mudança de uma congregação – depende de alguns outros fatores que estão além de nossas orações e boa vontade, é preciso haver despertamento de mais gente, principalmente de lideranças.

Por quê? Simplesmente é que as vezes os líderes e membros a quem vamos compartilhar o potencial da nossa comunidade em assumir o protagonismo do “cisne real” – estão tão acomodados a manter o padrão do “patinho feio” na minúscula e barrenta poça das impossibilidades do desânimo – que perderam as perspectivas de despertamento, desenvolvimento e crescimento do melhor de Deus para suas respectivas igrejas. Infelizmente, para alguns – mergulhar na lama da insignificância eclesiástica (no laguinho do patinho feio) é manter o garantido “status quo” dos que se favorecem da perda da identidade do cisne real (do sacerdócio dos céus – 1 Pe 2.8-10). Tenha ciência, para algumas pessoas mudar é sair da zona de conforto ou de controle (outros haverão de dividir a tomada de decisões) ou terão que abrir mão de cargos (outros terão protagonismo – e na mente de patinho feio isso é uma ameaça) e tais efeitos prováveis serão a todo custo evitados por quem não quer mudar. Se a sua situação na comunidade for o segundo caso – não se desvie, não provoque cisões, não fale mal da liderança e dos irmãos – apenas sob oração e submissão a Deus pratique a primeira opção e seja o cisne real.


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