Alguns conselhos para jovens e velhos pregadores

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Seja pontual, não chegues no culto atrasado, comece dando exemplo, só suba no púlpito se fores convidado, é de praxe cumprimentar o pastor ao chegar no altar, procure sentar sempre na parte de trás do púlpito para evitar constrangimentos e só se dirija para à frente se o pastor te chamar.

Ao receberes oportunidade não te exponhas ao ridículo elogiando quem te convidou de forma subserviente e inapropriada, sejas discreto ao se dirigir ao anfitrião e também não faças o contrário, falando mal dele ou da igreja na hora da mensagem.

O som não estando bom, solicite com educação e carinho ao sonoplasta para aumentar o retorno e não grite e nem cuspa no microfone, se precisar retirar o terno peça ao líder e justifique seu pedido.

Guarde seu currículo para quando fores procurar emprego e não mate o tempo relatando as cidades por onde você passou e pregou, não precisas elencar os bens que Deus te deu antes de pregares, também não se faz necessário expor tua formação secular e teológica, pois, sugere insegurança ou vaidade.

Não precisas cantar quando a oportunidade que te foi dada foi para pregar, não te apresentes com roupas chamativas que gere comentários e desvie a atenção do público, não insista para que a igreja responda a tua saudação em alta voz, como se fosses surdo ou a igreja muda.

Antes de tirar o microfone do pedestal pergunta ao pastor se podes e não dobre o fio sem necessidade, não troque a mensagem da cruz por palestras motivacional, não imites outro pregador nem pregues mensagens decoradas.

Modismos devem ficar em sua igreja de origem e não devem ser levados para igrejas que você esteja visitando.

Se o povo quisesse levantar e sentar toda hora, iriam para uma academia fazer estepe e não para uma igreja, então para com esse negócio de interação demasiada.

Não sejas demasiadamente formal, isso causa sonolência na igreja, mas lembre-se que igreja não é casa de show, nem púlpito é palco, e você não é comediante fazendo stand up.

Não substitua a história de Cristo por sua estória, não pendure fardos na cruz dos cristãos, pregue o evangelho que uma criança ouvindo possa entender e não apenas intelectuais e estudantes de teologia, não queira impressionar pastores e igrejas com linguagem eloquente e citações exageradas de versículos.

Púlpito não é tambor e o Livro Sagrado não é pandeiro, então pára de bater neles como se fossem. Golpes de karatê, murros de muay thay, talvez não sejam gestos adequados para enfatizar tua mensagem, não faça pirotecnia e nem haja com estrelismo na igreja.

Não chame o anfitrião à frente para encenar parte de sua mensagem, pular e bater forte com os pés na cerâmica do altar pode danificar o piso, então vai devagar com tua empolgação.

Se o culto é evangelístico não o transforme em círculo de oração ou muito menos em culto doutrinário, não fuja do foco ou do tema, embase a mensagem na Palavra de Deus e não nas palavras de Aristóteles, Platão, Kant, Lutero ou Calvino.

Vai contar experiências para ilustrar a mensagem? Te cerques de cuidados para contar a tua experiência e não a de quem não conheces ou tenhas certeza que verdadeiramente aconteceu.

Só faça oração ou chame à frente alguém, com autorização do líder, não insista com os visitantes para se converterem a pretexto de estares na unção do Espírito Santo, faça o convite coletivo e não individualizes o convite, evite constranger os convidados.

Observe o relógio, o culto tem hora de início e de fim. Se te deram 15 minutos para pregar, não prega 5 e nem 30, seja educado.

Por fim, não fales sobre o teu ministério e o quanto de dinheiro precisas para continuares pregando, espere a voluntariedade do ministro local e da igreja para te abençoar com uma oferta de apoio, caso necessário.

Robson Aguiar, pr

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