Aglomeração
Reunião de Trabalho | Foto: Joseph Mucira / Pixabay

Os benefícios socioeconômicos gerados pela aproximação de pessoas

Hoje quero falar de um assunto importantíssimo para o nosso tempo: a aglomeração. Não! Eu não quero falar sobre Corona Vírus e métodos de prevenção da doença. Quero falar de um termo técnico usado pelos teóricos urbanos.

Aglomeração, para teóricos como Edward Glaeser, remete aos benefícios socioeconômicos gerados pela aproximação e localização de pessoas que trabalham na mesma área. Ou seja, quanto mais pessoas com a mesma função se conectando umas com as outras em determinada região, mais empreendimentos na área surgirão naquela localidade.

Vamos aos exemplos! Retornemos, então, para a Grécia Antiga. Lá, a cultura política e filosófica era um ideal a ser seguido. Como diz o historiador Henri Irénée Marrou no livro “História da educação na antiguidade”, na época em que Platão nasceu, o ideal grego era ser um homem político. E Platão tinha essa ambição, por isso criou a Academia que acabou resultando numa geração de filósofos, conselheiros e legisladores gregos, entre eles Díon de Siracusa e Aristóteles, o tutor de Alexandre Magno.

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Já ouviram falar no Vale do Silício, na Califórnia, onde os mais importantes empreendimentos tecnológicos acontecem? Então, tudo isso é fruto de uma aglomeração de cientistas, técnicos e empresários com o mesmo intuito conectando-se uns com os outros, diz Tim Keller no livro “Igreja Centrada”. Por isso que é tão importante, a conexão de pessoas e a troca de ideias. É daí que muitos projetos nascem.

Muito bem! Mas vocês devem estar se perguntando o porquê de eu estar falando sobre isso. Simples! É que a falta de diálogo entre nós cristãos está nos impedindo de criar grandes projetos para o Reino de Deus. Continuo temendo pela falta de investimento educacional de muitas igrejas pentecostais no Brasil. Reparem como o isolamento pentecostal e a falta de diálogo com outras denominações nos causou um grande atraso teológico e cultural. Se nos isolarmos, emburreceremos com toda a certeza.

Conheço um pastor de uma igreja batista renovada que de três em três anos envia um líder de sua igreja para estudar na faculdade de teologia, com as mensalidades pagas pela igreja. Sabem o que é isso? Investimento no Reino de Deus! Esse pastor sabe que com uma aglomeração de teólogos em sua igreja, não faltará conteúdo e fundamentos bíblico-teológicos para o seu rebanho.

E digo tudo isso porque temo. Temo por esta geração que está crescendo em igrejas sem conteúdo teológico, e, que ao ingressar nas universidades é facilmente ludibriada por ideologias progressistas e radicais, totalmente contrárias às doutrinas bíblicas. Precisamos cuidar da base! Precisamos de líderes capacitados teologicamente e cheios de Deus para guiar uma multidão de jovens desorientados. Lembremos que, no livro dos Juízes, a geração israelita que nasceu no deserto não expulsou os cananeus da Terra Prometida e nem destruiu os seus altares; nessa falta de compromisso discipular dos pais para com os filhos, a geração posterior cresceu com o coração endurecido. E é isso o que acontece quando se tem uma aglomeração de pais e mestres descompromissados com a Palavra e vazios da Presença de Yahweh. O texto continua valendo… “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

Precisamos, urgentemente, aglomerar teológica e culturalmente, para a glória de Deus Pai!

Tarsis Brendo da SilvaTarsis Brendo
Formado em Teologia (FUV), co-autor do livreto “A sabedoria como arte diária”. Apreciador da Literatura inglesa e russa. Membro da ADNV. Gosta de ler, ensinar e escrever.

 

 


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