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Agamia: paradigma de relacionamento das novas gerações fere princípios bíblicos

Homens e mulheres agâmicos têm outras prioridades: a concepção de amor, família e sociedade está passando por uma mudança profunda.

EM FOCO

Paulo Pontes
Paulo Ponteshttps://www.searanews.com.br
Fundador e CEO da Seara News Comunicação, jornalista, cidadão vilavelhense, natural de Magé (RJ), pastor, teólogo (Teologia Pastoral e Catequética), presidente do Diretório da SBB-ES, autor do livro Você Tem Valor.

Uma tendência emergente está redefinindo as dinâmicas amorosas e familiares entre os jovens: a “agamia“. Este termo, talvez desconhecido para alguns, descreve um estilo de vida onde homens e mulheres optam por evitar compromissos tradicionais, incluindo casamento, paternidade e maternidade.

Essa transformação comportamental na juventude tem sido evidente nas últimas décadas, e está moldando os novos tipos de vínculos sociais e redefinindo o conceito de relacionamento.

Dados do IBGE de 2023 revelam que o número de solteiros no Brasil alcançava a marca de 81 milhões, superando os 63 milhões de casados. Este fenômeno é atribuído à agamia.

Gamia e Agamia

As palavras têm diferentes significados, dependendo do contexto em que é usado, biológico ou social.

Gamia refere-se à ideia de casamento ou união, além da reprodução. Sua origem etimológica deriva do termo grego gámo. Está associado a diversas palavras, tais como: misogamia, monogamia, poligamia, criptogamia, endogamia, homogamia, heterogamia, isogamia e anisogamia; bem como outras correlatas, como gameto, gametófito, gametogênese, gâmico, gamificação e gamificar.

Agamia termo derivado do grego a (não) e gamos (união ou casamento), descreve a falta de interesse em estabelecer compromissos ou laços familiares. Um estilo de vida e escolha pessoal de quem prefere priorizar sua independência, liberdade e outras metas pessoais em vez de se comprometerem com um relacionamento ou a responsabilidade de criar filhos.

De acordo com a professora Heloisa Buarque de Almeida, do Departamento de Antropologia da USP, e pesquisadora do Numas (Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença), as novas gerações buscam formas alternativas de relacionamento, desvinculadas de compromissos legais. Esta tendência não é exclusiva do Brasil, sendo observada também em outros países da América Latina, Estados Unidos e Japão.

Além da relutância em assumir compromissos, a antropóloga da USP destaca a crescente aversão à parentalidade entre os jovens. Questões como preservação ambiental, mudanças climáticas e sustentabilidade têm influenciado essa decisão, refletindo um compromisso com questões contemporâneas e progressistas.

Essas mudanças são impulsionadas em parte pelo ambiente digital, onde as redes sociais desempenham um papel significativo na formação e na disseminação desses novos valores. Como resultado, as estruturas familiares também estão passando por uma transformação, com modelos não tradicionais, como famílias compostas por dois pais, duas mães ou casais que vivem em residências separadas, demonstrando a diversidade de opções de relacionamento disponíveis.

Em resumo, a concepção de amor, família e sociedade está passando por uma mudança profunda, refletindo as transformações sociais e culturais que moldam a identidade e os valores da geração atual, confrontando os princípios cristãos bíblicos.

Com informações do Jornal da USP no Ar

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