A Vigilância Conserva Pura a Igreja
A Vigilância Conserva Pura a Igreja | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 13, do 3º trimestre de 2020 – A Vigilância Conserva Pura a Igreja.

Aniel Ventura

A necessidade de uma vida de vigilância deve nos levar constantemente a examinar a nossa vida espiritual, tendo em vista que a vinda de Cristo acontecerá num tempo desconhecido e inesperado. Devemos perseverar na fé, para que uma vez chegado o grande dia, não sejamos surpreendidos com sua volta.

Viver sem comunhão pessoal com Cristo quando ele voltar, significa ficar fora do seu reino. Uma grande parte dos crentes estará despreparada no momento da sua volta (Lc 18.8-13). No entanto Cristo não irá esperar até que todas as pessoas estejam preparadas para a sua vinda. Porém estejamos prontos a dizer: “…Ora, vem, Senhor Jesus”! (Ap 22.20).

I – MEIA-NOITE: O DIA QUE JÁ PASSOU

Jesus contou a parábola das dez virgens para esclarecer aos judeus que Deus tem algo preparado e de muita importância para eles e que isso não deveria ser ignorado (Mt 25.1-13; Jo 1.11,12). O desfecho desta parábola está no verso 13, “Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir”. Significa estar pronto para a sua volta, e como esperar a chegada deste dia. Podemos nos certificar aqui, que cada pessoa é responsável pela sua condição espiritual. Alguns serão incluídos, outros, infelizmente não. A questão aqui é estar preparados aguardando a volta do grande rei e salvador Jesus Cristo.

II – MEIA-NOITE: INÍCIO DE UM NOVO DIA

O pastor Mário Souza, da Assembleia de Deus de Itaparica, Vila Velha (ES), em uma de suas mensagens, ele fala sobre quatro dias teológicos. Ele diz que esses dias não são cronológicos, isto é, no tempo dos homens (gr. Cronos) e sim (gr. Kairós) no tempo de Deus, onde podemos até saber seu início, mas, nunca o seu fim.

a) O primeiro dia é o dia do homem, o dia da oportunidade: estendendo-se desde Adão e findando-se na vinda de Cristo para buscar a sua igreja. Jesus disse: Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir (Mt 25.13).

b) O segundo dia é o dia de Cristo: é o dia em que a igreja será arrebatada e levada diante do tribunal de Cristo para receber os galardões. Após sete anos, viremos com Cristo para livrar Israel de ser exterminado pelo anticristo e instalar o reino milenial na terra. “Retendo a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão” (Fp 2.16). Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal (2 Co 5.10).

c) O terceiro dia é o dia do senhor: Iniciará após o arrebatamento da igreja, iniciando a grande tribulação. Este grande dia será de muito juízo, a ira do todo poderoso será derramada sobre os impenitentes, esse dia se prolongará até o grande Trono Branco, onde os ímpios receberão suas sentenças e serão lançados no lago de fogo (Jl 2.1; Ap 20.14).

d) O quarto dia é o dia de Deus, o dia da eternidade: Pedro falou deste dia. “Aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão” (2 Pe 3.12; Ap 21.1). O profeta Joel asseverou: “…Dia de trevas e de tristeza…” (Jl 2.2). Esta expressão é usada por Joel como imagem da infelicidade, de aflição e juízo (Is 8.22; 60.2; Jr 13.16). O profeta descreve os gafanhotos e a destruição causada por eles em termos vívidos e poéticos. Ele comparou a velocidade e a força dos invasores como cavalos quando está a galopar. É um alerta de que a noite vem, isto é, o juízo virá sobre os seres humanos em sua rebeldia contra Deus.

III – MEIA-NOITE, A HORA DE TREVAS

Paulo retrata a criação caída: “…toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22). Consideremos os terremotos, enchentes, incêndios, secas e epidemias; esses fenômenos não fazem parte do propósito inicial da criação, são consequências da ação do pecado e da iniquidade. As dores de parto terminam com o nascimento da criança, assim também os gemidos e as dores da criação terminarão com o nascimento do novo céu e nova terra.

Nós, cristãos, também gememos em nós mesmos, ansiosos pela nossa libertação do ciclo do pecado e da decadência (Rm 8.23). Estamos ansiosos esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. Não estamos sozinhos nesse processo, pois o Espírito Santo está gemendo conosco, exprimindo o anseio que temos em relação a Deus, e nos dando uma prévia da glória futura. Mas até o momento da nossa libertação e redenção devemos ser pacientes, aguardar, e ter esperança.

Nos últimos dias surgirão falsos cristos (Messias) e falsos profetas e serão capazes de realizar muitos sinais e prodígios com o propósito de convencer as pessoas de que as suas afirmações são verdadeiras. Mas o seu “poder” será uma fraude de Satanás, assim, eles serão tão convincentes que poderão enganar até os escolhidos de Deus, porém, se estivermos preparados, poderemos permanecer fiéis. Com a ajuda do Espírito Santo, os escolhidos não se renderão aos apelos do mundo e poderão discernir quem são os enganadores e o que é falso.

IV – MEIA-NOITE A VINDA DO NOIVO

Os verdadeiros seguidores de Cristo devem vigiar e estar preparados, porque ele irá retornar quando todos menos esperar. O pai pode postergar o retorno do filho por mais tempo do que esperaríamos. Precisamos estar atentos para tal demora; considerando o custo do discipulado e perseverando fielmente, até que ele venha. Os infiéis devem perceber que negligenciar a Cristo pode levar a consequências irreversíveis e pode não haver mais oportunidade (Mt 25.10).

V – O CLAMOR DA MEIA-NOITE, UM BRADO DE ALERTA

Os crentes devem estar alertas e vigilantes para não serem surpreendidos, pois, a nossa antiga natureza vez por outra vai provocar problemas, por isso é necessário estarmos acordados. Ficar num estado de letargia espiritual, onde o pecado é tolerado pode levar as pessoas a um coma espiritual que os transforma em seres irresponsáveis perante Deus (Ef 5.14; 1 Co 15.34). O tempo se esgota; portanto, precisamos utilizar cada momento para vivermos corretamente diante de Deus.

O povo de Deus deve revestir-se de toda a armadura de Deus (Rm 13.12). A armadura inteira, indica equipamento completo, protegendo dos pés à cabeça, tanto ofensiva quanto defensivamente. Este mecanismo era usado no combate corpo a corpo. Isaías 59.17 descreve Deus como que usando a proteção peitoral da justiça e o elmo da salvação. Certamente, a armadura do soldado deve ter trazido esta metáfora à mente de Paulo, por isso descreveu um “traje” completo que Deus dá aos crentes, a fim de prover tudo o que precisamos para vencermos as astutas ciladas do diabo (Ef 6.11).

CONCLUSÃO

O curso da história humana é descendente, e não ascendente. Muitos tentaram encaixar o que Jesus ensinou aqui em uma sequência rígida de eventos proféticos. As palavras de Cristo estão na mais completa harmonia com as dos profetas do Antigo Testamento, e elas se “encaixam” perfeitamente no quadro do fim da história, obtido das revelações mais antigas.

Não há dúvidas, Jesus voltará! Mas como virá?

A sua primeira vinda foi silenciosa. Ele se esgueirou despercebidamente em nosso mundo, num pequeno menino, e cresceu sob a aparência de um judeu normal.

A sua segunda vinda será em duas fases distintas: na primeira fase ele virá para os seus, na segunda fase ele virá com os seus. Para melhor entendimento, na primeira fase Jesus virá para a Igreja, na segunda fase Jesus virá para Israel. Na primeira fase ele virá invisível, na segunda fase todas as nações da terra o verão, “com poder e grande glória” (Mt 24.30).

Bibliografia
– O Novo Comentário Bíblico A.T. e N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
– Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento – CPAD
– Comentário Devocional da Bíblia – Lawrence O. Richards – CPAD
– Comentário do Novo Testamento aplicação Pessoal – Vol 1 e 2 – CPAD
– Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
– https://youtu.be/A4mYTSN0FFo

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