A velhice de Davi
A Velhice de Davi | Foto: RecordTv

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 13 do 4º trimestre de 2019 – A Velhice de Davi

Por Aniel Ventura

A Velhice de Davi – Com aproximadamente 70 anos de idade, e a saúde agravada, o rei tornou-se incapaz de administrar as demandas internas do seu reino naqueles dias.

Ficou fragilizado devido a enfermidade e pela vulnerabilidade do seu reinado, caindo em uma situação insustentável na corte, com seus próprios filhos.

Embora houvesse uma crise familiar e política, o importante é que Deus estava no controle e não iria permitir, que um usurpador assumisse o reinado.

Salomão veio ascender ao trono em um tempo de muitas crises, mas Deus o abençoou, concedendo-lhe a sabedoria necessária para reinar, com justiça e equidade.

I. Uma visão geral sobre a velhice

A terceira Idade é a fase da vida humana que começa a partir dos 60 anos. O salmista no Salmo 90, faz referência a esta fase de nossa vida: “A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos”.

A melhor idade coincide, normalmente com a fase em que, tanto o homem quanto a mulher, estão se aposentando, ou já estão aposentados, por mais importantes que tenham sido, podem nesse momento, cair numa profunda depressão por se sentirem inúteis na sociedade. Temos exemplos na bíblia, como o profeta Samuel que foi rejeitado em sua velhice, foi tomado por uma profunda tristeza. Deus, entretanto, como o psicólogo por excelência, soube tratar o seu servo, proporcionando-lhe um novo horizonte para sua vida (1 Sm 8.1-9).

Podem surgir também nesta fase da vida, limitações econômicas (Sl 71.9), sem dizer as limitações físicas que, chegam também, por mais robusto que o homem seja, não é possível escapar dessa realidade (Ec 12.1-9). A canseira e o enfado (Sl 90.10), a visão enfraquece (Gn 27.1) e o vigor passa ser algo do passado (Gn 17.17).

Um fato que precisa ser levado em conta são as limitações psicológicas, que no caso de um idoso não são as mesmas de um jovem (ver 2 Sm 19.34-37). Precisamos agir com discernimento para oferecer-lhes algo que possa ajudar nesta tão importante fase da vida.

O sábio Salomão discorre sobre esta realidade (Ec 12.5), onde podem surgir até mesmo limitações espirituais. Alguns idosos podem apresentar uma significativa queda em sua vida espiritual, principalmente quando deixam de liderar um ministério.

Este é o momento em que a família e a igreja precisam entrar em ação, devem estar atentas e preparadas para prestar ajuda aos idosos, a fim de superar suas fragilidades, porque na terceira Idade ainda podem ser muito úteis, tanto para a igreja como para a sociedade em geral (Sl 92.14).

Em que os idosos podem ser úteis? Podem auxiliar na educação dos netos, porém não devem ser sobrecarregados com uma obrigação que é prioritária dos pais. Podem ser conselheiros dos jovens e intercessores, daqueles que estão empenhados em muitas outras atividades, também podem ser voluntários. O importante é se manterem ocupados, porém felizes, e se sentindo úteis.

II. Problemas na velhice de Davi

A velhice do rei Davi foi marcada por inúmeras turbulências (1 Rs 1.1-4), traições, sua idade avançada, no entanto não se havia definido quem seria o seu sucessor. Essa demora agravou ainda mais a crise entre seus filhos e a nação.

O momento de encerramento da carreira é tão importante quanto foi o seu início, é preciso cuidado para escolher e formar sucessores de caráter e responsabilidade (grifo do editor).

Aproveitando a fragilidade do pai, seu filho, Adonias, intitulou-se rei (1 Rs 1.5). Ele era o primogênito e o primeiro na linha sucessória. Deus, porém, escolhe quem Ele quer escolher.

O interessante de se notar é que Davi também não era o primogênito, mas nem por isso deixou de ser escolhido pelo Senhor para substituir Saul.

Adonias nunca tinha sido contrariado por seu pai (1 Rs 1.6). Isso leva-nos a crer que ele não foi disciplinado adequadamente, foi a causa, de tentar passar por cima de todos para conseguir o que almejava.

A falta de disciplina traz sérias consequências no âmbito familiar. Os pais devem disciplinar seus filhos com amor e sabedoria para a glória de Deus (Pv 22.6).

Zadoque, o sacerdote, o profeta Natã e os valentes de Davi não apoiaram Adonias, antes, consideraram desrespeito ao rei Davi, e usurpação ao trono.

A crise familiar e política estava cada vez mais se agravando. O profeta Natã, não se calou diante da situação, aconselhou Bate-Seba a falar com o rei, e ela tomou a atitude certa na hora certa.

Bate-Seba foi até Davi e relatou-lhe tudo, então, Davi deu ordem para que Salomão fosse ungido rei em seu lugar.

A tentativa de golpe de Adonias fracassou, e ele correu apressadamente e agarrou-se às pontas do altar (1 Rs 1.49-53). Agarrar as pontas do altar simbolizavam a misericórdia, o perdão e a proteção de Deus.

Salomão não era sanguinário, por isso ordenou que Adonias viesse à sua presença. Adonias prostrou-se diante dele. E o rei Salomão ordenou-lhe que fosse para sua casa.

III. As palavras finais de Davi em sua velhice

Antes de sua morte, o rei Davi convocou seu filho Salomão para receber seus conselhos e orientações sobre o reino.

Davi desejava que seu filho evitasse os erros cometidos por ele durante seu reinado.

Apesar das fraquezas, Davi não deixou de ser “o homem segundo o coração de Deus”. Confiava plenamente na vontade soberana de Deus naquele momento de transição e sucessão para seu filho Salomão.

Seus últimos conselhos foram firmes e fortes, ao falar com Salomão, para que fosse fiel e obediente a Deus para direcionar seu reinado com prudência e sabedoria.

Durante muitos anos, o rei Davi teve o cuidado de acumular riquezas com o objetivo de construir o grande Templo. Nas suas guerras, Davi, pelos direitos internacionais, tomava os despojos em ouro, prata, cobre, bronze e pedras preciosas e os trazia para Jerusalém (1 Cr 22.14). Essa riqueza acumulada por Davi chegou a totalizar 3.400 toneladas de ouro, 34.000 toneladas de prata e uma grande quantidade de bronze, ferro, madeira e muitas pedras preciosas.

Antes de morrer, ao passar o trono para Salomão, Davi entregou toda essa riqueza acumulada de forma pública a Salomão.

Davi ainda fez mais, acrescentou seu tesouro pessoal aos materiais acumulados e estimulou os líderes de Israel a contribuírem para o mesmo propósito (1 Cr 29.1-10).

Davi morreu depois de 40 anos de um reinado de grandes conquistas para o povo de Israel, e Salomão dá continuidade a um reinado de prosperidade e bênçãos de Deus.

Conclusão

Davi foi um servo que procurou cumprir a sua missão. Antes de sua morte, foi sábio e preparou o seu sucessor. Davi viveu em um tempo muito distante do nosso, porém, os princípios por ele vividos, ainda continuam válidos para serem buscados e aplicados em nossos dias.

O sucesso de Davi foi porque ele não viveu para si, mas para Deus e para servir o próximo. A história desse servo de Deus – o rei Davi, pode nos inspirar na busca para sermos líderes com o mesmo perfil do homem segundo o coração de Deus.

Será que temos nos inspirado buscando esse tipo de vida, para o nosso tempo?

Bibliografia
– Elienai Cabral – O Deus de toda provisão

– Eliezer de Lira Silva – Família Cristã
– José Gonçalves – As vitórias e as derrotas de um homem de Deus

DEIXE UM COMENTÁRIO
Siga Seara News no Twitter, no Facebook e Instagram
“O primeiro portal cristão no Estado do Espírito Santo”
.
Seara News 25 anos

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui