A Unidade da Raça Humana
Capa da Lição 5 do 1º trimestre de 2020 – A Unidade da Raça Humana

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 5 do 1º trimestre de 2020 – A Unidade da Raça Humana.

Por Aniel Ventura

O homem foi o primeiro ser da raça humana. Entretanto, existem diferentes tipos de corpos, isto é, corpos dos seres humanos, dos animais, peixes e aves. Há também corpos celestes (sol, lua e estrelas) e são diferentes dos corpos terrestres. Cada tipo de corpo tem o seu próprio tipo de essência criada e controlada por Deus (Gn 1.16).

O apóstolo Paulo em (1 Co 15.45) fez alusão a (Gn 2.7) onde diz que o primeiro homem, Adão, se tornou alma vivente. Adão foi feito do pó e recebeu de Deus o sopro da vida. Desde essa época, cada ser vivo participa das mesmas características. Entretanto, o último Adão, Cristo, é espírito vivificante. Adão foi o primeiro da raça humana. Cristo foi o primeiro daqueles que ressuscitarão dos mortos para a vida eterna.

I – A unidade racial do ser humano

“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27).

Esta é a terceira vez que o verbo criar (בָּרָא bará) é usado em Gênesis 1 (Gn 1.1,21). A linguagem usada nos versículos 26 e 28 é prosa; em 1.27, é pura poesia. As doze palavras do original hebraico estão distribuídas em três linhas, e possuem ritmo e cadência poética. O termo que designa o primeiro homem, Adão (hb. adam), está associado ao termo que designa a terra vermelha (hb. adamá).

Aqui, a palavra homem é genérica, designando humanidade como um todo, incluindo o gênero masculino e o feminino, o que pressupõe os dois sexos [macho e fêmea].

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2.7).

Depois, da formação do homem este estava inerte, mas Deus soprou em seus narizes [suas narinas – ARA] o fôlego da vida.

O sopro divino pode ser o jeito que o narrador encontrou de descrever a infusão do espírito no ser humano, que o dotou de capacidade intelectual, moral, relacional e espiritual. O fato é que, com tudo isso, Deus mostrou grande cuidado e preocupação na maneira utilizada para criar o homem.

Em seu discurso no Areópago, em Atenas, realça o apóstolo Paulo: “Pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação” (At 17.25,26).

O discurso de Paulo é uma apresentação de Deus como o Criador que fez o mundo e tudo que nele há. Este Criador não habita em templos feitos por mãos de homens, nem mesmo espetaculares estruturas gregas, maravilhas do mundo, como aquela a poucas centenas de metros, no alto da Acrópole. Deus não precisa de nada dos humanos, uma vez que não necessita de coisa alguma. Das características gerais do Deus Criador, Paulo passou às afirmações mais, específicas dos judeus e cristãos de que Deus criou toda a vida e todas as nações a partir de um único homem.

O monogenismo é a doutrina que ensina serem todos os homens provenientes de um único tronco genético. Apesar da variedade da cor de nossa pele, todos somos descendentes de Adão e Eva.

No princípio, toda a humanidade comunicava-se num único idioma (Gn 11.1). Todavia, por haver se concentrado num só lugar para formar um super-império em rebelião contra Deus, resolveu o Senhor confundir ali, em Sinear, a língua de nossos ancestrais. Não obstante, os linguistas detectam, através de um exame nos idiomas atuais, os vestígios de uma língua comum, ressaltando, uma vez mais, a verdade bíblica.

Charles Darwin afirmava que, não havia diferença fundamental entre os Homens e os animais nas suas faculdades mentais (…). Os animais, como o Homem, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento. No entanto a Bíblia nos garante, que somos diferentes.

“Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti” (Sl 32.9).

II – A unidade linguística original da humanidade

Qual seria a língua original da humanidade? A expressão de Adão em Gênesis 2.23, denota que ele foi dotado, por Deus de uma linguagem para se comunicar. “E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”.

Esta [hb. zo’th] é agora, ou afinal (ARA) [hb. paam] significa que, finalmente o homem achou alguém semelhante a ele. A declaração exaltada de Adão [referindo-se à mulher como] ossos dos meus ossos e carne da minha carne [hb. ‘etsem ‘etsem, basar basar] é poética. Eva foi uma experiência surpreendente e divertida, porque ela era o par perfeito dele. Era como se Adão tivesse diante de si um espelho; a mulher, em certo sentido, era alguém igual ao homem, mas, ao mesmo tempo, diferente! Chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Ao dar à mulher a designação (ishah hb.), que vem de (ish hb), homem, Adão continuou agindo de acordo com sua prerrogativa de dar nomes aos seres (v. 19). Contudo, o nome que ele deu à mulher era uma espécie de adaptação do dele, porque, para ele, ambos se ajustaram perfeitamente um ao outro.

Gênesis 11.1,2, mostra que toda a terra tinha uma mesma língua e uma mesma fala. Esta passagem diz respeito ao tempo que veio logo após o dilúvio; uma época anterior à dispersão dos clãs (Gn 10.5,20,31,32).

A terra de Sinar, era a região da antiga Babilônia, na Mesopotâmia (Gn 10.10). Está localizada em uma parte do atual Iraque. Os estudiosos apontam a região como o local onde ficava o jardim do Éden.

As variedades de língua, cultura, valores e clãs começaram neste ponto. Se não fosse pela arrogância dos homens, essa divisão não seria necessária. No entanto um dia, os povos de todas as culturas e línguas vão unir-se para celebrar a graça manifesta pelo Filho de Deus, elevando, juntos, sua s vozes para adorar o Cordeiro.

Em Apocalipse 5.13,14, mostra que todos adorarão em uma mesma língua. Toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar. Todas as criaturas cantam tanto ao que está assentado sobre o trono a Deus e ao Cordeiro, tanto a Deus. Em resposta ao cântico da criação, os quatro animais diziam: “Amém”, em concordância. Os vinte e quatro anciãos responderam prostrando-se e adorando àquele que está no trono (Deus) e ao Cordeiro (Cristo). Tudo o que já foi criado, tanto no céu quanto na terra, um dia irá adorar a Deus e ao seu Filho, em um só idioma (Fp 2.10,11). A genealogia de Lucas 3, mostra que Abraão era um descendente de Noé, por meio de Sem, assim como Noé era um descendente de Adão por meio de Sete.

III – Em cristo, todos somos um

O pecado universal de Adão e a entrada do mal neste mundo, é uma questão que os filósofos vivem tentando explicar. Uma selvática variedade de ideias antibíblicas tem sido apresentada através dos séculos. Um desses pontos de vista é o chamado dualismo. Defendido pelos antigos zoroastrianos, e mais tarde pelos gnósticos (que perturbaram a Igreja Primitiva) e heréticos chamados maniqueus, esse ponto de vista tem uma longa história. Os dualistas contendem quanto a um princípio eterno do mal e seu perpétuo conflito com um eterno princípio do bem.

Outro conceito acerca da origem do mal é que ele simplesmente faz parte da finitude humana. O pecado seria apenas uma “negação do ser”. Essa crença tende ao panteísmo, visto que ser e moralidade são confundidos. Se o fato de alguém ser criatura traz consigo, automaticamente, o conceito de pecar, então, os seres humanos não têm qualquer responsabilidade moral. O pecado seria puramente o resultado da ignorância e da fraqueza, e o meio ambiente, o culpado pelos erros do indivíduo. As pessoas, porém, desde a queda vêm tentando mudar a culpa do seu pecado (Gn 3.12,13).

O que a Bíblia ensina sobre esse importante assunto? O ponto de vista bíblico é que o pecado se originou no abuso da liberdade concedida aos seres criados, os que foram equipados com o uso da vontade. Não foi Deus o criador do mal. O mal é uma questão de relacionamento, e não algo provido de substância. Basicamente, desconsidera a glória, a vontade e a Palavra de Deus.

Adão e Eva, pois, trouxeram contra si mesmos as consequências pessoais e universais do pecado (Gn 3.16-19). O gênero humano inteiro foi infectado pelo pecado. As crianças que nascessem seriam naturalmente contaminadas. Por causa dessa enfermidade da natureza humana, o indivíduo, ao atingir a idade da responsabilidade moral (a Bíblia não fala numa idade específica de responsabilidade; algumas crianças chegam a ter esse entendimento mais cedo na vida do que outras), coloca-se debaixo da ira de Deus. O efeito do pecado de Adão sobre a raça humana é, com frequência, chamado de “pecado original”.

O pecado original, enquanto não é por si mesmo a causa de serem os pecadores condenados por Deus, leva-os a pecado pessoal aberto, razão pela qual o apóstolo Paulo pôde dizer com tristeza: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Por causa do pecado de Adão, pois, a inocência se perdeu, a imagem divina na humanidade foi distorcida e debilitada, as pessoas tornaram-se escravas do pecado (Rm 6), e a discórdia e a morte entraram no mundo.

Uma consequência óbvia do pecado foi a ruptura das relações que prevaleciam no jardim do Éden. Por causa deste, Adão e Eva foram separados de Deus. Se permitirmos que nossa mente se demore sobre alguma tentação ou desejo errado, acabaremos praticando um ato pecaminoso e o pecado pode tornar-se em um hábito de vida, e se não houver arrependimento resultará em morte espiritual e eterna, seremos eternamente separados de Deus.

No entanto, em Jesus Cristo, o último Adão, todos podemos encontrar salvação, porém a Bíblia adverte-nos a nunca tomarmos uma atitude leviana ou descuidada em relação ao pecado (Hb 10.26-29). Assim reconhecemos que o mundo precisa do Evangelho de Cristo. Todos precisam da salvação provida por Deus.

Graças a Deus que podemos andar na luz, comungar com Deus e ter o sangue de Jesus, seu Filho, para purificar-nos de todo pecado (1 Jo 1.7). A única esperança de redenção da humanidade encontra-se no sangue de Jesus Cristo, derramado no Calvário.

A salvação é recebida através do arrependimento dos pecados, diante de Deus, e da fé em Jesus Cristo. Pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, o homem é justificado pela graça, mediante a fé, tomando-se herdeiro de Deus, de conformidade com a esperança da vida eterna (Lc 24.47; Jo 3-3; Rm 10.13-15; Ef 2.8; Tt 2.11; 3-5-7).

A evidência interior da salvação é o testemunho direto do Espírito (Rm 8.16). A evidência externa, a todos os homens, é uma vida de retidão e de verdadeira santidade (Ef 4.24; Tt 2.12).

Conclusão

Os seres humanos foram maravilhosamente projetados por Deus para a vida nesse mundo; sua origem é em Deus, todos os homens descenderam de Adão e Eva.

O corpo humano é perecível e inclinado à decadência, pois foi penalizado pelo pecado. Em certo sentido, cada pessoa vive com um protótipo da versão final do seu corpo (1 Co 15.47-49).

Cristo nos proporcionou a ressurreição; o nosso corpo corresponderá a uma versão transformada do nosso corpo atual. O nosso corpo espiritual não será fraco, nunca ficará doente, e viverá eternamente. Essas possibilidades inspiram esperança, emoção, e louvor a Deus, que tudo pode fazer!

Bibliografia
– Comentário Bíblico AT – Earl D. Radmacher, Ronaldo B. Allen e H. 2010

– Comentário Bíblico NT – Aplicação Pessoal – vol. 1 e 2 – CPAD
– Pensador – pensador.com
– Claudionor de Andrade – 2006 – CPAD
– Stanley M. Horton – Doutrinas Bíblicas – 1995 – CPAD

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“O primeiro portal cristão no Estado do Espírito Santo”
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