A Última Defesa de Jó
Capa da Lição 10, do 4º trimestre de 2020 – A Última Defesa de Jó / CPAD

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 10, do 4º trimestre de 2020 – A Última Defesa de Jó.

Aniel Ventura

Do capítulo 28 ao 31 Jó faz um contraste entre sua prosperidade anterior e a sua miséria presente, por imaginar que Deus havia se afastado dele. Passa em revista sua sólida integridade espiritual, sua fidelidade a Deus e sua bondade com o próximo. Suas declarações a respeito da obra redentora de Deus nele abrangiam todos os aspectos da vida. Mostrou sua inocência quanto aos pecados do coração, a sensualidade, pensamentos impuros, mentira, engano para proveito pessoal e a infidelidade conjugal (Jó 31.1-4,9-12). Afirmou também que estava livre da cobiça, idolatria, vingança e hipocrisia.  A vida piedosa vivida por Jó antes do novo concerto pode ser experimentada pelos que creem em Cristo Jesus, mediante a sua morte e ressurreição (Rm 8.1-17; Gl 2.20).

I – JÓ RELEMBRA SEU PASSADO DE GLÓRIA

A vida de Jó gerava temor e freava a violência dos homens vis e orgulhosos. Os bons magistrados devem ser assim, um freio para os malfeitores e uma proteção para os inocentes. Entretanto, devem ter uma vida de muito zelo, pois são bênçãos para a sociedade, lembram aqueles que resgatam os pobres pecadores das garras de Satanás.

Todas as classes sociais da época rendiam-se em respeito a Jó, não somente pela dignidade de sua posição social, mas por seu mérito pessoal, prudência, integridade e boa administração. São felizes os homens e abençoados com estes dons, tendo oportunidade de honrar a Deus e de fazer o bem; porém, têm grande necessidade de estar vigilantes para não se tornarem orgulhosos.

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O patriarca considerava os princípios pelos quais se abstinha de agir sem misericórdia e caridade pois, se fizesse mal ao pobre, seria como ir contra Deus, ao qual temia. Os interesses mundanos podem segurar um homem na prática de delitos; porém, a graça de Deus pode fazer com que odeie, tema e evite as práticas, pensamentos e todos os desejos pecaminosos.

II – JÓ LAMENTA SEU ESTADO PRESENTE

Há um contraste ao estado atual de Jó, com a sua honra e autoridade anterior. Nenhuma razão tem o homem de ser ambicioso e orgulhoso pelo que se pode perder facilmente, entretanto, nenhuma confiança deve-se depositar nas riquezas! Não devemos nos deprimir se formos desprezados, vilipendiados e odiados pelos homens ímpios. Olhemos para Jesus, que foi humilhado, porém, suportou a cruz em favor dos pecadores (Fp 2.6-8).

Ao expressar: – “…derrama-se em mim a minha alma como água…”, Jó enfatizava que suas forças físicas e emocionais estavam esgotadas por causa de seus dias da aflição (Jó 30.1-31; Lm 2.11,12). Estas palavras se parecem muito com as de Davi, encontradas no Salmo 22.14,15, uma alusão ao Messias sofredor, porém, triunfante.

Jó teve a sensação de ter sido abandonado por Deus, porém a Bíblia Sagrada aprofunda o significado de “bem-aventurado” para incluir uma alegria profunda vinda da graça de Deus. Do mesmo modo que os atletas são firmes no treinamento para melhorar a sua resistência na competição, assim também os cristãos necessitam no treinamento espiritual suportar, com perseverança, a provação que irá trazer maturidade e integridade. Deus se preocupa conosco o suficiente para nos ajudar a amadurecer (Jó 31.23). Como um pai amoroso, ele deseja que fiquemos longe daquilo que possivelmente nos magoará e que trilhemos o caminho da maturidade espiritual. O primeiro capítulo da carta de Tiago nos ensina que o fato de Deus nos provar é nos levar a maturidade e a integridade, porém, o objetivo eterno para nós é a coroa da vida, uma expressão rica em esperança.

III – O FUTURO EM ABERTO DE JÓ

Jó, em sua defesa, expõe várias categorias de pecado que poderiam ter sido a causa do seu sofrimento e jura solenemente que é inocente de qualquer ação má. Ele reconhece que a tentação vem por meio da observação daquilo que pode ser desejável, por isso faz um acordo com os seus olhos para que eles não se desviem. Jó diz ser inocente jurando que não é um adúltero (Jó 31. 9-12). Em sua mente, o adultério é um delito abominável, semelhante a um fogo que consome até à perdição.

Jó descreve o seu relacionamento com seus servos, que eram tratados como pessoas, defendendo a dignidade pessoal deles. A razão para esse tratamento é que Deus formou tanto a ele como ao servo. Portanto, havia um tipo de igualdade entre eles. Os infortunados também receberam ajuda de Jó, por isso os pobres, as viúvas e os órfãos são mencionados. O motivo da sua bondade é que possivelmente tenha crescido com meninos e meninas desse tipo (Jó 31.18). A Figura sugere que ele cresceu em uma família de influência, no entanto, que cuidava dos pobres e necessitados.

Finalmente, Jó se volta mais uma vez para a urgência do clamor do seu coração durante todo o diálogo e exclama. “Ah! Quem me dera um que me ouvisse” (Jó 31.35). Deus parece estar distante, no entanto, Jó precisa desesperadamente de uma forma para defender sua causa. Jó então pede para que a própria terra seja sua testemunha. Ele tratou a terra, seus produtos e seus donos de maneira justa. Caso não tenha feito isso, ele pede mais uma vez para que maldição venha sobre a sua terra por meio de cardos e joio (Jó 31.38-40). Com esse protesto final de inocência, Jó conclui sua defesa.

CONCLUSÃO

Terminam aqui as palavras de Jó, com a ousada afirmação de que ele pode apelar a Deus, a respeito da acusação contra seu caráter moral e religioso, como fonte de seus sofrimentos. Contudo, por mais confiado que fosse Jó, veremos que ele estava equivocado, pois como nos justificaremos diante de Deus? (Jó 40.4-8; Jo 1.8). Que todos nós julguemos a nós mesmos; naquilo que somos culpados, busquemos o perdão no sangue que limpa de todo o pecado; que o Senhor tenha misericórdia de nós, e escreva as suas leis em nossos corações!

Bibliografia
– O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H

– Comentário Bíblico do Novo Testamento Aplicação pessoal – Vol 2 – CPAD
– Comentário Bíblico Beacon – vol 3 – Jó a Cantares – CPAD
– Comentário Bíblico de Matthew Henry – CPAD
– Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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