A Santa Ceia, a hermenêutica e a exegese bíblica
Cristão participando da Santa Ceia | Foto: Dadion Gomez / Pixabay

A Santa Ceia é um memorial do nosso Senhor Jesus. O pão e o vinho não se transformam em sua carne e seu sangue, são elementos simbólicos. Nesta ordenança da Igreja importa o que ela de fato representa.

Mas, o que pode acontecer quando adotamos a superficialidade nas interpretações dos textos bíblicos?

O que pode acontecer quando desprezamos a teologia, e a hermenêutica e a exegese são ignoradas?

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Tempos de plenitude dos achismos e da ignorância institucionalizada, onde as tradições sufocavam as Sagradas Escrituras.

Nos idos de 1950 a Assembleia de Deus de Abreu e Lima (PE) deixou de usar o cálice coletivo e passou a usar cálices individuais nos cultos de Santa Ceia.

A Assembleia de Deus em Abreu e Lima, por essa atitude, foi acusada de quebrar a tradição sueca do cálice comum, por parte da Assembleia de Deus em Recife (PE) que, pelo menos, até os anos 80 ainda seguia a liturgia deixada pelos suecos.

Eu mesmo cheguei a participar, na Assembleia de Deus em Recife, de uma dessas celebrações de Santa Ceia. Lembro que o cálice era repassado e o diácono tinha um lenço que usava para limpar a borda do cálice (não sei se ajudava, ou se piorava).

Os Ministérios de Madureira (RJ), e do Brás (SP) foram os últimos a abandonarem o cálice coletivo.

Mas, qual o porquê das Assembleias de Deus terem adotado o uso do cálice coletivo como parte da liturgia da Santa Ceia?

Observando o texto

“Recebendo um cálice, ele deu graças e disse: Tomem isto e partilhem uns com os outros. Pois eu lhes digo que não beberei outra vez do fruto da videira até que venha o Reino de Deus. Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim” (Lucas 22.17-19)

  • Quais são os emblemas do corpo e do sangue de Jesus?  – Pão e Vinho!
  • Onde entra o cálice como figura?
  • Percebe que o invólucro não é símbolo?

Se partirmos para essa equivocada premissa:

  • a Ceia será celebrada por grupos de 13 pessoas;
  • todos serão obreiros;
  • o local será emprestado; e,
  • a data será uma vez no ano.

Sem contar que, apesar do simbolismo, a igreja na época, de fato ceava e não apenas comia um pequeno pedaço de pão e tomava apenas um gole de vinho.

Se há algum erro na liturgia da nossa Santa Ceia, é usarmos suco de uva no lugar do vinho. Isso sim, deveria ser revisto!

Mas, voltando ao tema, não é só por conveniência e questão sanitária que se mudou a liturgia das celebrações da Santa Ceia nas Assembleias de Deus. O principal motivo é que a forma como era feita não tinha fundamento bíblico. Não se sustentava à luz da Bíblia.

Fonte: Memória das Assembleias de Deus

R.A

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1 COMENTÁRIO

  1. Quando fui consagrado a ministro do ministério de Cobilândia, Vila Velha (ES), o saudoso pastor Jair chaves me perguntou: “Se você for celebrar a ceia do Senhor e não tiver nenhum pão, mas, somente pão asmo o que você faz, deixa de celebrar a ceia ou continua?” Eu disse que continuaria pois, os elementos são simplesmente simbólicos e não teria nenhum problema. Fui aprovado na resposta, ele disse que nesse caso, é somente explicar aos membros e todos entenderiam. Pois bem, nós costumeiramente chamamos a Ceia do Senhor de “Santa ceia”, quando temos oportunidade eu sempre ensino que não encontramos essa expressão nas Escrituras, porém essa expressão é uma herança vinda da Igreja Romana. É lógico que ninguém vai perder a salvação por isso, mas deveríamos corrigir essa linguagem pois, santos somos nós, quando nos reunimos para celebrar a morte e ressurreição de Cristo.
    – 1 Coríntios 11.20: De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a “ceia do Senhor”.
    – João 21.20: E Pedro, virando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, o mesmo que na “ceia” se recostara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o que te trai?

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