A reforma Protestante

0
71

Por Ezequiel da Silva

A reforma protestante

A reforma protestante, em 1517, não foi criação de uma seita separatista da igreja romana. Foi uma volta aos princípios bíblicos da simplicidade do evangelho de Cristo. Segundo consta, quando Martinho Lutero, monge católico, lê nas Escrituras: "pela graça sois salvos, mediante a fé. Isso não vem de vós é dom de Deus" [Ef 2.8] entendeu que as indulgências (perdão dos pecados concedido pela igreja católica) e os desmandos do alto clero eram contrários ao Evangelho verdadeiro; então prega as 96 teses da reforma nas portas da catedral de Wintemberg, na Alemanha. Evidentemente, que a reforma não ocorreu somente com Lutero, já havia movimento reformista na Inglaterra com Wicliffe e Huss. Na Suíça com Calvino, vindo a eclodir sob o manto textual das teses luteranas e suas colunas: Somente a Graça (Sola Gratia); Somente a Fé (Sola Fide); Somente Cristo (Sola Crhistus), Somente a Deus seja a Glória (Soli Deo Glória).

Houve um tempo que os evangélicos eram tratados como “protestante”. “La vai o protestante”.  Mas, havia um respeito pelo evangélico por onde passasse. Torciam o nariz, cuspiam na calçada, mas respeitavam… Porque sabiam que ali estava uma pessoa honesta, serva do Senhor e voltada para o amor ao próximo.  Hoje é chic ser chamado de evangélico, de gospel: líder, cantor ou pregador. Bom se fôssemos chamados de protestantes. Seja a semana da Reforma de bastante reflexão. Voltemos aos princípios bíblicos de um Evangelho simples e transformador. Deixemos a ganância do poder temporal tão rechaçado pelos reformadores e que, infelizmente, tal ganância está introjetada na mente de alguns de nossos líderes do chamado “alto clero evangélico”.

Sejamos protestantes. Protestar contra as mazelas espirituais e sociais. Protestar contra o pecado que sempre será pecado pela Bíblia Sagrada, independente de fobias, preconceitos ou campanhas. Rejeitemos pois as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. [Rm 13.12]

COMPARTILHAR
Artigo anteriorO legado da Reforma Protestante
Próximo artigoVale a pena perdoar?
Capixaba, natural de Vitória, Espírito Santo; educador cristão, bacharel em direito, pela FDCI; formado em teologia cristã pelo Seminário Teológico Evangélico Batista; bacharel em teologia pastoral pela FATEFI; diretor do SEMEC-Seminário Evangélico Mensagem da Cruz.

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Escreva seu comentário!
Por favor, digite seu nome