A Rebelião de Absalão
Os pais precisam zelar por sua comunhão com Deus, acima de tudo, e ter muita dedicação com os próprios filhos. | Foto: Capa da Lição 12

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 12 do 4º trimestre de 2019 – A rebelião de Absalão

Por Aniel Ventura

A história da rebeldia de Absalão, retrata a história de muitos filhos de crentes em nossos dias, quando deveria apegar com as coisas de Deus, inclinam-se para as coisas do mal, envolvendo-se com prostituição ou até mesmo com as drogas.

Os pais precisam zelar por sua comunhão com Deus, acima de tudo, e ter muita dedicação com os próprios filhos e o amor verdadeiro, conduzirá a tudo que o Senhor deseja para resgatar os filhos rebeldes, pois grande é a tristeza dos pais ao perder um filho para o pecado.

I. O homem Absalão

O nome Absalão (heb. אַבְשָלוֹם  transl. Avshalom; que significa “meu Pai é Paz”). Ele era o terceiro filho do rei Davi; Absalão e Tamar, eram filhos legítimos de Davi e Maacá filha de Talmai, rei de Gesur (2 Sm 13.1).

Gesur, era um pequeno reino ou uma cidade estado aramaica localizado onde está agora Jaulan (Gaulanitis no período do Novo Tes­tamento), no setor noroeste de Basã.

A beleza física de Absalão, era sem igual, seu carisma, sua habilidade de convencimento, seus privilégios por ser um príncipe, e mais ainda, tinha sangue real tanto da parte do pai como de sua mãe. Nada disso foi suficiente para evitar o pior.

Absalão não possuía um caráter digno, à altura de sua origem. Ele era demagogo, aproveitando a época que Davi estava com idade avançada e não ia bem de saúde, devido à preocupação em manter-se no trono, pois as guerras ameaçavam constantemente, e as muitas queixas ficavam sem solução por parte do rei, deixando o povo descontente.

Absalão aproveitou-se dessa situação para, iniciar uma campanha, incitando o povo contra o rei, deixando oculto seus propósitos ambiciosos. Ele era traiçoeiro, cheio de ideias e planos, e já possuía os conhecimentos necessários há um governante. Desse modo seduzia o coração do povo, que não percebia sua astuta maldade.

Como herdeiro do trono, legitimamente os bens de seu pai  lhe pertenciam, porém quanto a ambição de suceder o rei no trono, dependeria da vontade Divina, algo que ele ignorava.

O príncipe Absalão não recebeu a correção adequada dos pais, seu caráter tornou-se deformado.

Devemos admitir que a tragédia que ora acontecia na família real, era consequência dos pecados que Davi cometeu (2 Sm 11). A família iria sofrer ao ver o cumprimento da profecia de Natã, de que a espada não mais se apartaria de sua casa (2 Sm 12.10).

II. A revolta de Absalão

A história bíblica mostra que no período monárquico, houve um afrouxamento na observação dos princípios divinos; e foram adotados costumes dos povos vizinhos. Um perigo que se tornou cada vez mais ameaçador (2 Rs 17.19), que foram a causa principal da derrocada de Israel.

Muitos desses costumes vividos por Davi, como o de possuir várias mulheres, refletem mais a cultura circundante de seus dias, do que a cultura bíblico-judaica.

A inversão de valores pelos filhos de Davi é vista, por exemplo, na ideia que Amnom tinha sobre a sexualidade humana. Dominado pela atração física, veio destruir a vida de sua meio-irmã para satisfazer seu desejo sexual egoísta e irracional (2 Sm 12.13).

O texto sagrado na versão atualizada diz que Amnom se “enamorou pela formosura” de sua meio-irmã Tamar (2 Sm 13.1). Aproveitando o motivo, Absalão mata seu irmão, insinuando vingar a honra da irmã, mas na verdade, estava tirando Amnom do seu caminho, pois sua pretensão era o trono de seu pai, Davi.

Tal tragédia pode ter sido um dos piores momentos que Davi. Como pai, amava a Absalão, mas não poderia permitir, ser um prisioneiro ou acabar morto por seu próprio filho, que tentava usurpar o trono de Israel.

Davi, era um pai ausente, não corrigia seus filhos. Um descuido que pode custar caro para uma família.

Com a morte de Amnom, Absalão ficou três anos fora de sua casa exilado com seu avô Talmai em Gesur. Absalão pode ter sido influenciado por seu avô, a matar o seu pai e tomar-lhe o trono. Retornou com a ajuda de Joabe, Davi, porém, não o recebia.

Esse clima de mágoas, aumentou ainda mais a revolta em Absalão, e a sede pelo poder ficou ainda mais viva em seu coração, que o levou a tentar um golpe, algo inadmissível a um filho.

O grande êxito de Davi como rei de Israel, leva muitos a terem dificuldades em admitir a sua negligência. Sua omissão na educação de seus filhos, teve em conta a rebelião e a imoralidade, pois os maiores escândalos sexuais, e homicídios aconteceram na família real (2 Sm 13.1-19; 16.20-23). Não devemos focar somente nos erros desse grande monarca, nem na rebeldia dos seus filhos.

Temos aqui grandes lições, que poderão nos ajudar na educação de nossos filhos. Devido ao demasiado cuidado com nossa imagem pessoal e nosso progresso profissional, possivelmente não prestamos a devida assistência à nossa família. Esta pode ser a causa da rebeldia de muitos filhos em nossos dias.

III. A morte de Absalão

A campanha de Absalão ganhou um vulto progressivo. Depois de quatro anos de seu retorno de Gesur para Jerusalém, ele estava preparado para o golpe. Retirou-se para a antiga capital de Davi, Hebrom, onde declarou-se rei. Teve um maciço apoio popular, o que levou Davi a temer muito a ponto de sair de Jerusalém indo para Maanaim, ao extremo do Jordão (2 Sm 15.7-18), onde teria proteção e poderia planejar sua defesa.

Absalão, ouvindo que o rei abandonara Jerusalém, imediatamente apossou-se da cidade sem qualquer oposição. Teve apoio de Aitofel, ex-conselheiro de Davi, que era homem tão sábio, que suas opiniões eram tidas como oráculos, em Jerusalém (2 Sm 15.30,31), isto fortaleceu ainda mais a Absalão.

Davi enviou Husai para desmotivar o filho. Husai ganhou tempo, e persuadiu Absalão a não arriscar uma possível derrota, mas buscar apoio de todo Israel que garantisse a sua vitória.

Aitofel aconselhou Absalão a perseguir de imediato a Davi, antes que este tivesse tempo de recuperar-se do golpe (2 Sm 17.1,2). Fatalmente Absalão, seguiu esse conselho.

Davi conseguiu uma força mais poderosa, houve três divisões comandadas por Joabe, Abisai e Itai (2 Sm 18.2). A tática de Joabe foi atrair o adversário para os bosques, para então cercá-lo. Feito isso, vinte mil homens de Absalão foram mortos com facilidade e os demais fugiram (2 Sm 18.3-6), culminando com a trágica morte do príncipe Absalão.

Conclusão

Por mais que Absalão, se esforçasse para alcançar seu intento, acabou por colher os frutos da sua rebeldia.

Como por juízo divino, Absalão se perdeu nas florestas, que era cheia de pântanos. Galopando em seu mulo, seus cabelos longos agarraram-se nos ramos de um grande Carvalho, suspenso, foi alvejado por Joabe e seus escudeiros (2 Sm 18.5,9,15).

A grande tristeza e o lamento do rei Davi podem expressar o comovente grito do coração dos pais de filhos rebeldes, em todas as épocas da história da humanidade (2 Sm 18.33).

Absalão perdeu a vida por entrar pelo caminho da desobediência, arrogância, rebelião e violência.

Aos jovens do século XXI, segue aqui um bom conselho. Procure a orientação divina para as suas vidas. Busquem ajuda espiritual dos seus líderes em suas igrejas de modo a poder evitar o mesmo fim de Absalão, que plantou desordem colheu morte.

Bibliografia
– Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer

– Adilson Farias Soares – EBD 1991
– José Gonçalves – As vitórias e as derrotas de um homem de Deus
– Champlim – Enciclopédia de Teologia e Filosofia – vol. I
– gloria-aleluia.org.br

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