A queda do Ser Humano
Capa da Lição 7 do 1º trimestre de 2020 – A Queda do Ser Humano.

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 7 do 1º trimestre de 2020 – A Queda do Ser Humano.

Por Aniel Ventura

O que levou o ser humano a pecar, se ele foi criado perfeito? O livro de Gênesis, oferece os pontos chaves que caracterizam a história espiritual do homem, as quais são: a tentação, a culpa, o juízo e a redenção.

Após o pecado, o homem, a mulher, a terra e a serpente foram punidos, porém, a serpente arrastando-se no pó recordará ao homem o dia em que Deus derrubará definitivamente o poder do diabo. Isso é um estímulo para o homem: ele, foi tentado, porém está de pé, enquanto a serpente está sob a maldição. “E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés” (Romanos 16.20). Cf. Lc 10.18; Ap 12.9; 20.1-3,10.

I – O livre-arbítrio do ser humano

O ser humano foi criado por Deus com a possibilidade da queda, por esse motivo dotou-nos com o livre-arbítrio. Doutra forma jamais seríamos o que somos. Entretanto, Deus não nos fez pecaminosos; muito menos impecáveis. Fomos criados passíveis à queda, no entanto ascendíveis e redimíveis.

Os anjos também não foram criados impecáveis e sim com livre-arbítrio e provados quando da rebelião de Satanás (Ez 28.15), porém, o seu livre-arbítrio, agora, leva-os tão somente a glorificar e a servir ao Criador. Jesus o Filho de Deus, foi o único ser humano sem pecado, por isso mesmo, apresentou-se como o nosso fiel e suficiente sumo sacerdote (Hb 4.15).

A provação é-nos imprescindível à plenitude como seres racionais e livres. Neste caso, a provação é necessária, o pecado não (Tg 1.12).

Os nomes de Deus (“Altíssimo” Gn 14.18; “Rei dos reis e Senhor dos senhores” 1Tm 6.15). Os seus atributos (onipotência, Rm 11.36; onisciência, Pv 15.3; onipresença, Sl 139.7-12). As suas obras (criação, Gn 1-2; salvação, Ef 2.8; julgamento, Rm 2.16). O seu domínio (sobre os homens, Dn 4.25,35; sobre Satanás, Jó 1.12; sobre a natureza, Sl 89.9).

A sua providência (Gn 50.20; Rm 8.28), atestam a soberania divina. Nada está excluído ou fora da sua soberana vontade, inclui até os atos ímpios dos homens. Embora Deus não aprove esses atos de impiedade, Ele os permite, governa e usa para os seus próprios objetivos e glória.

A culpa é o sentimento pessoal na consciência, de transgressão de uma lei mediante o ato do pecado. Inclui a ideia dupla de responsabilidade pelo ato praticado do pecado, assim como a punição (castigo) pelo pecado. A punição, ou seja, a pena, segue automaticamente ao pecado.

II – A queda, um evento histórico e literal

Se o homem não foi criado com o “dom da impecabilidade”, e se o seu estado, ao vir à existência não era pecaminoso, como explicar o fato da sua queda?

A explicação é que Deus o criou com a possibilidade de pecar. A esse respeito, o Senhor foi bastante claro: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16,17).

O início do livro de Gênesis relata o fato da queda do homem, informa acerca do primeiro lar do homem, sua inteligência, seu serviço no Jardim, as duas árvores, e o primeiro matrimônio.

Essas duas árvores constituem um sermão em forma de quadro dizendo constantemente a nossos primeiros pais: “Se seguirdes o bem e rejeitardes o mal, tereis a vida”. E não é esta realmente a essência do Caminho da Vida encontrada através das Escrituras? (Dt. 30.15).

Notemos a árvore proibida. Por que foi colocada ali? Para prover um teste pelo qual o ser humano pudesse, amorosa e livremente, escolher servir a Deus e dessa forma desenvolver seu caráter. Sem vontade livre o ser humano teria sido meramente uma máquina.

O pecado entrou na vida da humanidade através de Adão e Eva (Gn 3.1-19). Como isso aconteceu? A história bíblica descreve como o pecado tomou-se uma realidade na vida da humanidade quando uma criatura extraordinária e espiritual se materializou na “serpente” (Gn 3.1-7) e enganou as mais belas criaturas da terra, o homem e a mulher. Essa criatura é denominada na bíblia como “a antiga serpente”, o “Diabo” e “Satanás” (Ap 12.9; 20.2). Foi essa criatura que pecou desde o princípio e se tornou inimigo da criação de Deus e originou a catástrofe cósmica.

III – As consequências da queda de Adão

Após Adão e Eva pecarem seus olhos foram abertos e tiveram consciência de suas culpas: “Com os olhos abertos, conheceram que estavam nus” (Gn 3.7). Tiveram a convicção na consciência, pela violação voluntária da Lei de Deus. O transgressor é conscientizado pela consciência ou pela lei, que o seu ato exige expiação para que seja perdoado.

A penalidade declarada por Deus antes da queda foi: “porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). Imediatamente ao ato pessoal do pecado, Adão e Eva tiveram a sentença cumprida. Não só se tornaram culpados e passivos à pena do pecado com a limitação da vida física e a morte física posteriormente, mas imediatamente ficaram sob a égide da morte espiritual, perdendo a comunhão livre que tinham com Deus, separando-se da relação com Ele.

Como um ato de pecado individual afetou a todos? A Bíblia tem a resposta cabal desta questão. Paulo, disse “que todos pecaram” (Rm 3.23), dando a ideia de que todos os seres humanos participaram da transgressão de Adão. Ele explica os efeitos do pecado de Adão: “Portanto, por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens” (Rm 5.12). O pecado é hereditário, e a sua universalidade se deve à corrupção da natureza humana. O primeiro homem violou a vontade expressa de Deus, a consequência foi, a corrupção da vida humana. Davi declarou que fora formado em iniquidade e concebido em pecado (SI 51.5). Confessou não o pecado de sua mãe, mas o seu próprio pecado, e que esse estado — conforme entendeu — vinha desde o momento de sua concepção no ventre.

A queda do Ser Humano
Ilustração da Lição 7 do 1º trimestre de 2020 – A Queda do Ser Humano.

A natureza sofreu devido à queda, o solo foi amaldiçoado (Gn 3.14-24). A queda ocasionou o mal natural: pestilências, doenças e secas têm castigado a humanidade fazendo com que sua luta seja realmente o comer pelo “suor de seu rosto”, um resultado da rebeldia inicial do homem contra Deus, no jardim do Éden.

O pecado gerou a morte física e espiritual, foi isso que Deus disse, a ingestão do fruto proibido resultaria em morte (Gn 2.17). A “morte” significa “separação”. O primeiro efeito do pecado é a morte espiritual, a rebeldia trouxe a morte física no mundo. A humanidade foi destinada a morrer “uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9.27). Mais que isso, os pecadores que não se arrependerem estarão sujeitos à segunda morte (Ap 2.11; 20.15), que é a eterna separação entre o indivíduo e aquele que é a fonte da vida, o Deus Todo-Poderoso.

Conclusão

Deus criou o ser humano, dotado com a opção de escolha, isso nos caracteriza como pessoas. Apesar da soberania de Deus, ele respeita nossas escolhas, porém, nos dirige quando somos dependentes dele.

Não podemos esquecer que somos responsáveis por nossas decisões e passivos de punição quando erramos de forma consciente. Com os nossos primeiros pais foi assim, no entanto, somos perdoados através de Cristo, quando nos arrependemos e confessamos sinceramente, pois cremos que “o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (Jo 1.17).

Temos a bendita promessa de vida eterna no céu de glória, se vivermos fielmente a ele de todo coração. “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10b).

Bibliografia
– Dicionário Bíblico Wiclyffe – Charles F. Pfeiffer

– Claudionor de Andrade – 2015 – CPAD
– Teologia Sistemática Pentecostal – CPAD
– Doutrinas Bíblicas – Stanley Horton, William W. Menzies CPAD
– Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Perlman

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