A Pia de Bronze: Lugar de Purificação
A Pia de Bronze – Tabernáculo (Foto: Reprodução)

Subsídio da lição 5: “O que precisamos saber sobre a Pia de Bronze”.

Por Enéias da Silva Ribeiro

Pia de Bronze. Quanto à ocorrência do termo pia, temos 16 vezes; e no que se refere a palavras relacionadas ao termo, 23.

Como já foi colocado, a Bíblia não fornece muitas referencias sobre a bacia de água (Pia de Bronze). A Bíblia mostra que a bacia de bronze estava apoiada sobre uma base também de bronze. Literalmente esta base significa, suporte ou pedestal (Ex 30.18 e Lv 8.11).

Três definições sintéticas:

a) um utensílio de lavagem, tigela ou bacia com água para a purificação;
b) um utensílio do Tabernáculo de Moisés para os sacerdotes se lavarem;
c) um utensílio do templo de Salomão para os sacrifícios serem lavados.

A palavra hebraica “kyyor” significa “bacia, pote ou ainda tacho”. A ideia etimológica é que este tacho gigante se tratava de um especifico reservatório de água que servia para a purificação primitiva dos sacerdotes e sumo-sacerdotes antes mesmos que estes entrassem na presença de Deus para a oferenda do culto ao Eterno.

Ainda não alcançamos o ‘Everest’ máximo do Tabernáculo, mas estamos quase lá. Só para recapitular, as quatro lições passadas foram degraus primitivos por onde começamos a subir; o quinto degrau que passaremos a subir talvez seja o mais importante para aqueles que administravam o culto no interior do santuário móvel.

A Pia de Bronze, como os demais pontos já esmiuçados, também faz parte da soteriologia bíblica (doutrina da salvação). Sem sua presença dentro do Tabernáculo, tanto o próprio Tabernáculo e bem como os seus administradores ficariam impuros para a oferenda de sacrifícios. Ou seja, no interior do Tabernáculo, “culto sem água” para Deus não era culto concreto.

Uma nota cronológica do caminho até a aproximação da pia de bronze:

1 – O Caminho – é importante compreender que para se chegar ao Tabernáculo não existe atalho, se por acaso insistirmos em ir por outros meios, por certo erraremos o caminho para a ‘Casa de Ouro’ (Tabernáculo).

2 – A Porta de Entrada – não existiam duas portas de acesso para o interior do Tabernáculo, a Bíblia só cita uma. Tentar arrombar janelas para se alcançar o céu é tolice.

3 – O Tabernáculo – era o recinto fechado e consagrado para adoração ao Deus único e verdadeiro. Todas as nações pagãs circunvizinhas tinham locais fechados para adorarem ao seu deus, só Israel que não; neste caso Deus deu as coordenadas para a construção de um que serviria unicamente para o culto monoteísta.

4 –  Os Artesãos – estes ficaram na responsabilidade de dar sentido a todo o produto físico (pano, madeira, ouro, prata, bronze e outros).

5 – O Altar dos Holocaustos – este também pode ser chamado de lugar da morte, fazendo alusão ao lugar da caveira, onde Jesus foi imolado pelos nossos pecados.

6 – A Pia de Bronze – como já foi dito, nesta bacia os sacerdotes se lavam para se achegarem puros diante de Deus.

Os administradores do Tabernáculo e da Pia de Bronze

Estes administradores são os sacerdotes e sumos-sacerdotes. Eles precisavam se lavar para não errarem o alvo ao ministrarem a serviço de Deus e do povo. Ou seja, eles deveriam evitar qualquer tipo de ausência da bacia de lavatório, ambos precisavam se manter limpos a todo o tempo.

Existiam duas maneiras básicas de errar o alvo ao atirar o arco. O arqueiro poderia errar ao apontar o arco para o lado oposto do alvo desejado, ou ele poderia errar por não ter força suficiente para alcançar com sua flecha o seu alvo desejado.

Temos aqui duas situações distintas: “Adão errou o alvo porque mirou na direção errada e acertou o próprio pecado e acabou sendo atingido por ele; no caso dos administradores do Tabernáculo, eles erravam o alvo exatamente por não terem forças suficientes em seus próprios atos para agradar a vontade de Deus; por este motivo eles deveriam se lavar no mar de bronze para que assim pudessem se achar dignos de se apresentarem santos diante de Deus e que posteriormente teriam condições de levar o povo diante do mesmo (Deus).

Jesus e a Pia de Bronze

A água é conhecida mundialmente como sendo o elemento da vida, somente ela pode saciar o sedento e lavar os que estão sujos. Qualquer outro tipo de liquido que não seja a água dependerá da água para executar o seu trabalho. Outras substancias servem apenas para tirar manchas, mas todos eles sempre irão depender da água para tal propósito.

A bacia de água do Tabernáculo é um tipo legal de Jesus que é a Água da Vida, (Ap 22.11; Jo 4; 13.8). A água que se achava dentro da bacia representa todos os feitos do ministério de Jesus em seu ministério terreno, tudo que ele fez, o mesmo o fez com uma santidade simplesmente cristalina.

Existem sim outras bacias com águas estranhas, como por exemplo: água do islamismo, água do budismo, água do kardecismo, água do mormonismo, e muitas outras águas simbólicas que podem ser bebidas, porem não fará o mesmo efeito da água extraída da bacia de Jesus Cristo. Beber da água de Jesus é melhor, ela é a única que não contém veneno doutrinário.

Religiões não tem o poder expiatório de purificar o pecador, só Cristo o faz.

O cristão e a Pia de Bronze

No antigo Tabernáculo não eram todos os Israelitas que podiam ter acesso a bacia de água, apenas os administradores é que tinham este privilegio. Ou seja, os administradores do Tabernáculo iam perante a bacia para representar toda a nação de Israel.

Na Nova Aliança, portanto, todo cristão salvo em Jesus pode manter contato direto e não precisa de intermediário para tal propósito. Achegamos-nos a esta bacia exatamente para sermos purificados de nossos pecados e levarmos uma vida santa diante de Deus; somente assim poderemos um dia adentrarmos ao Santo dos santos na eternidade futura (céus) (Jo 17.17; Sl 119.9; 1 Jo 1.9; Ef 5.26).

Nota exegética:

– As bacias de bronze no templo de Salomão (2 Cr 4.2-6). Haviam dez bacias de bronze no templo de Salomão. Essas bacias eram usadas na lavagem dos sacrifícios (Rm 12.1,2; 1 Pe 2.1-9). A Igreja deve se apresentar como um sacrifício vivo a Deus e se submeter a ideia transmitida pelo numero dez, que fala da ordem divina.

O tanque ou mar de metal fundido no templo de Salomão (1 Rs 23-26,44; 2 Cr 4.2-6). O tanque de metal fundido (mar de bronze) tomou o lugar da bacia do Tabernáculo de Moisés. O tanque era o lugar onde os sacerdotes se lavavam, enquanto as dez bacias menores eram usadas para limpar os sacrifícios.

Para refletir: “Os que sonham em aprender e não acordam para estudar envelhecerão dormindo” (Eneias S. Ribeiro).

Bibliografia
Os segredos do Tabernáculo de Moises – Kevin J. Conner

Leia também:
– Lição 3 – Entrando no Tabernáculo: o Pátio
– Lição 4 – O Altar de Holocausto
_____________________________________________________
Siga Seara News no Twitter, no Facebook e Instagram
“O primeiro portal cristão no Estado do Espírito Santo”

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui