A palavra ‘pastor’ ficou vulgarizada, comenta presidente da APEGV

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Pastor ou Ministro do Evangelho são os títulos atribuídos ao ministro religioso no Cristianismo. Em algumas denominações o ministério pastoral é reconhecido como o mais alto patamar eclesiástico. Dependendo da posição e da denominação, o ministro religioso pode ser chamado de pastor, reverendo, bispo, presbítero, padre, missionário, etc.

Por Paulo Pontes | Seara News

Pastor Enoque Castro Pereira - Presidente da APEGVPr. Enoque de Castro Pereira – Presidente da APEGV

O número de líderes religiosos envolvidos em atividades ilícitas é alarmante. Isso testemunha conta a religião, mas não reforça a idéia de que o ateísmo é a melhor para o mundo. Afinal, em países onde há predominância de ateus, não são menores os índices de criminalidade. O problema é que nos últimos tempos o número de “pastores” e “padres” com esse tipo envolvimento tem ocupado lugar de destaque na mídia no mundo todo.

Esses desvios de conduta tomam forma e dimensões escandalizando prejudicando o trabalho sério e honesto das igrejas evangélicas e outras instituições cristãs legítimas que contribuem para o bem da sociedade.

O uso indevido dos dízimos, desvios de receita, abuso sexual, pedofilia, estelionato e outros casos têm repercutido na imprensa. Como se não bastasse, também tem os que se fazem passar por líderes religiosos para tirarem proveito da situação. Recentemente um falso pastor suspeito de aliciar meninas em Vila Velha, região metropolitana da Grande Vitória, no Espírito Santo foi notícia nos jornais impressos e televisivos do estado. Isso motivou a imprensa a trazer a lume outros casos anteriores e atuais que envolveram pastores ou supostos pastores.

A partir de uma reportagem especial sobre exploração sexual, o jornal A Tribuna (ES), edição de 27/05/2013, ao entrevistar o pastor Enoque de Castro Pereira sobre o assunto obteve a seguinte opinião: “A palavra ‘pastor’ ficou vulgarizada”, disse o líder evangélico.

O pastor Enoque de Castro Pereira é o presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, e lamentou que algumas pessoas se passam por pastores para cometer crimes. “A palavra ‘pastor’ ficou vulgarizada. Tem pessoas que, às vezes têm o dom de pregar e usam esse título para seduzir as pessoas e tirar proveito dessa posição”, disse.

Para o pastor Enoque, essas pessoas são “aproveitadores” que não representam a igreja evangélica. E como presidente da APEVG faz um alerta para que membros e congregados tomem cuidado com quem irão se submeter espiritualmente.

“É preciso que, ao procurar um líder religioso para receber orientação e ajuda espiritual, a pessoa analise a vida desse líder e o exemplo de vida que ele dá, porque há muito joio no meio do trigo”, ressaltou.

O pastor informou ainda que já tomou conhecimento de pessoas que usaram o título de pastor para abusar sexualmente  de menores de idade e até de líderes religiosos que  tiveram casos com fiéis, muitas vezes até consentidos pelos maridos. “Isso ocorre por causa do poder de sedução da palavra e pelo carinho e admiração que envolve o cargo”.

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​Por Pr. Paulo Pontes / Seara News

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3 COMENTÁRIOS

  1. Olá, boa noite. Busquei na net o nome do pastor Enoque e achei este link. A minha busca se deu por motivo de leitura de uma matéria sobre a empresa “telexfree” onde o jornal em questão informava que o pastor Enoque dizia: ““Se tudo estiver legalizado, não há problema nenhum a atuação de pastores. Eles só não podem usar o púlpito para chamar pessoas para o negócio. Tudo tem que ser feito fora da igreja”. Daí então procurei saber a respeito deste pastor, o qual, caso tenha mesmo dito tal frase, me entristeceu como cristão. Homem de Deus que deve ser, líder, pessoa de destaque, talvez ele tenha tido pouco tempo para analisar os meios pelos quais a empresa citada recebe seus proventos, seu lucro. Não creio que o pastor, como líder o qual se tornou dentro do estado do ES corrobora com tai práticas por outros pastores e também fiéis, servos de Deus. A empresa Telexfree, apesar de possuir CNPJ e (como dizem) arcar com seus tributos e impostos, realiza funções financeiras ilegais. Este texto começa dizendo que “o número de líderes religiosos envolvidos em atividades ilícitas é alarmante”… e como o pastor Enoque pode permitir, ou aceitar, que isso ocorra, “dando sua benção” a seus próprios liderados? O povo cristão tem tido seu foco desviado, pessoas que nunca me abordaram, ou andaram comigo, para falar de Cristo, babam de empolgação para falar em dinheiro e vem me oferecer essa “grande oportunidade”, que alegria seria ve-los com tal empolgação e eloquencia para falar de Cristo, do evangelho… alguns até citam Deus, dizendo que é “benção de Deus”, como se Deus pudesse compactuar com tais práticas ilegais, como se Deus abençoasse alguém com, por exemplo, dinheiro advindo de um furto (pratica ilegal, so para exemplificar). Vivemos os ultimo dias, e não podemos nos deixar enganar… peço a Deus pela vida da Sua igreja aqui na terra, Sua noiva, que aos poucos se corrompe pela falta de busca, pela falta de perseverança, de conhecimento e sabedoria. Que o Senhor possa abrir nossos olhos e nos tirar as escamas que nos cegam, ou nos faz perder o foco, que é Cristo.

    Deus abençoe sua vida, a vida do pastor enoque e da igreja no ES, abraço

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