A importância de escolher representantes que defendem a vida

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Um dos princípios balizadores do Reino de Deus é a vida. O ser humano vive pelo fôlego de vida de Deus soprado em suas narinas (Gênesis 2.7). A Palavra também nos assegura a vida eterna por intermédio de Jesus Cristo (João 3.36). Jesus é a própria vida (João 14.6). Por isso, devemos observar se os candidatos, que temos a intenção de eleger para nos representar, defendem o direito à vida.

Na esfera política, o direito à vida envolve diretamente a discussão sobre aborto, eutanásia (que é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo de maneira controlada e assistida por um especialista) e a pena de morte por crimes hediondos. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito à vida e proibe a pena de morte, salvo nos períodos de guerra (CF/88, artigo 5º). Não obstante, muito se tem falado e muitos candidatos têm defendido a descriminalização do aborto e a legalização da eutanásia em nosso país.

Os argumentos a favor dessas práticas são variados. Em relação ao aborto, seus defensores afirmam, dentre outros, que a restrição a essa prática fere o direito à liberdade de escolha da mulher, além de possibilitar que as crianças nascidas sem o real consentimento da mãe sejam negligenciadas e, muitas vezes, abusadas por não serem queridas. Outro argumento é o de que os embriões (nome dado aos bebês até o terceiro mês de gravidez) não consistem em seres humanos vivos e, portanto, a prática do aborto não constitui assassinato se realizada até a 12ª semana de gravidez.

Quanto à eutanásia (do grego, “boa morte”), os defensores dessa prática sugerem que ela é um caminho para evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal ou sem qualidade de vida, o qual garante a dignidade (art. 1º, III, CF/88) e impede que tal pessoa seja submetida a tratamentos desumanos ou degradantes (art. 5º, III, CF/88).

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Mas o que a Bíblia nos ensina a este respeito? Devem os embriões e as pessoas em fase terminal e sem qualidade de vida serem protegidos ou devemos defender a prática do aborto e da eutanásia? De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia defende a proteção da vida, independente de quem e qual idade tenha e da situação que esteja vivendo. Diversas passagens bíblicas sugerem que os embriões constituem seres humanos desde o momento da sua concepção. Além disso, toda forma de usurpação da vida, como a eutanásia, é tratada como assassinato. Vejamos alguns exemplos.

Deus falou a Jeremias que, “antes de formá-lo no ventre da sua mãe, Ele já o havia escolhido e, antes dele nascer, Ele já o havia separado e o designado profeta às nações” (Jeremias1m5). Jeremias era uma vida antes mesmo que ele estivesse no ventre de sua mãe e, antes mesmo dele nascer, Deus já havia estabelecido Seu propósito para ele.

A proteção à vida na Bíblia compreende também os casos de pessoas em fase terminal, vegetativa ou sem qualidade de vida. Um dos mandamentos de Deus ao povo de Israel foi “não matarás” (Êxodo 20.13). Mesmo após a primeira vinda de Jesus, o mandamento “não matarás” foi mantido, como está escrito em Romanos 13.9. Este mandamento aplicava-se a toda e qualquer situação, sem exceção em relação ao estado de saúde das pessoas. “Cabe a Deus dar e tirar a vida; é Ele quem faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Samuel 2.6). Nenhum homem tem domínio sobre o espírito para retê-lo, nem tem poder sobre o dia da morte (Eclesiastes 8.8). Somente Deus tem o controle sobre a vida e a morte, não cabe ao homem esta escolha.

Deste modo, observe se os candidatos e as candidatas nos quais você tem intenção de votar defendem a vida, são contrários à descriminalização do aborto e à legalização da eutanásia. Acesse o site do Tribunal Superior Eleitoral e os links: eleições 2014 e sistema de divulgação de candidaturas, procure seu candidato e leia seu programa de governo. Escolha e vote consciente!

No próximo artigo desta série, abordaremos o tema da família e a importância de escolhermos representantes que defendem esta instuição, criada e amada por Deus. “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor” (Oseias 6.3a) e a aplicar o conhecimento adquirido para influenciar os rumos da política em nosso país.

Viviane Petinelli – Doutora em Ciência Política e coordenadora de pesquisa do Grupo de Ação Política (GAP) – UNEC Brasil.

Fonte: Lagoinha

 

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