A Iluminação Espiritual do Crente
A Iluminação Espiritual do Crente | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 4, do 2º trimestre de 2020 – A Iluminação Espiritual do Crente.

Por Aniel Ventura

A Iluminação Espiritual do Crente – O Espírito Santo ilumina e vocaciona o crente, que se submete a ele com humildade, revelando-lhe as riquezas da sua glória para realização do seu propósito.

Cristo sendo onipotente, onisciente e onipresente, atenta para os humanos, como um pai, pois tem prazer em relacionar-se com seus filhos, mostrando-nos de modo magnífico e proporcionando também oportunidades para participarmos da sua glória, vivendo juntos a ele por toda a eternidade (Ef 2.7).

I – A Esperança a Vocação e as Riquezas da Glória

As orações de Paulo, nos ensina sobre a natureza da intercessão e faz-nos entender que nossas orações estão muito aquém da intercessão eficaz. Porém, Deus nos chamou pelo menos para três motivos, dos quais cremos que somos privilegiados como cristãos:

  • Somos chamados para adorá-lo (Sl 100.1,2);
  • Para a evangelizar do mundo (Mt 28.19,20);
  • Para interceder, por nossos semelhantes. Temos o exemplo de Cristo (Jo 17 1-26; de Jairo (Mc 5.22,23); da mulher Cananéia Mt 15.22; e de Paulo Ef 1.17).

O desejo do apóstolo é que o Espírito Santo operasse nos crentes Efésios em maior escala e que eles recebessem mais sabedoria, revelação e conhecimento dos propósitos redentores de Deus para a salvação, presente e futura.

O propósito desse fortalecimento pelo Espírito é quádruplo:

  1. que a presença de Cristo seja estabelecida em nossos corações (Ef 3.16,17; Rm 8.9,10);
  2. que nosso amor sincero seja fundamentado em Deus, em Cristo e ao próximo;
  3. que em nossa vida o amor de Cristo seja compreendido e vivido (Ef 3.18,19);
  4. que sejamos “cheios de toda a plenitude de Deus” e que a presença de Deus se manifeste, desde o íntimo do nosso ser, o caráter e a estatura do Senhor Jesus Cristo (Ef 4.13,15,22-24).

Devemos desejar também que a Palavra de Deus se torne conhecida para que o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações seja revelado a todos.

Este plano oculto é a junção de gentios e judeus para formação da igreja, o qual foi revelado em seu momento perfeito (Cl 1.26,27).

II – A Sobre-Excelente Grandeza e Força do Poder Divino

Os colossenses precisavam saber que Cristo é divino, soberano e preeminente. Em Cristo encontra-se perfeitamente todos os atributos e atividades de Deus; Espírito, Palavra, sabedoria, glória e onipotência. Através desta declaração, a ideia grega de que Jesus não poderia ser humano e divino ao mesmo tempo estava sendo refutada.

Não existe mais do que um Deus; este único Deus, em toda a sua plenitude, reside em Cristo. Ele sempre foi Deus e continuará sendo Deus (Fp 2.6-8). Todo o Ser de Deus (incluindo os seus atributos, características, natureza e ser) habita no Filho. Quando temos Cristo, temos tudo de Deus na forma humana. Qualquer ensino que diminua o aspecto de Cristo – tanto a sua humanidade como a sua divindade – é sem dúvida, herético.

Somente o poder de Deus é capaz de transformar seres humanos fracos em crentes fortes, ao ponto de sacrificar tudo pelo Deus que os ama. Após descrever de forma impressionante a perfeição do poder de Deus. Temos em Efésios três exemplos magníficos do poder de Deus:

  • Ele ressuscitou Cristo dos mortos;
  • Ele colocou Cristo à sua direita nos céus e,
  • Ele está acima de todo principado, e potestade, e domínio. Ele é superior a todos os demais seres, pois como Ele não existe igual ou rival. Essa assertiva é suficiente para nos encorajar pois, quanto maior a honra de Cristo, que é o Cabeça, maior será a honra do seu povo.

III – Cristo: Nosso Exemplo de Exaltação

Paulo escreveu aos Efésios falando da ressurreição de Cristo, como primícias dos que dormem, uma alusão ao que ele já havia falado aos Coríntios (1Co 15.20-23). As primícias deveriam ser observadas no início da colheita da cevada, quando se colhia os primeiros grãos (Lv 23.9-14).

A Festa das Primícias ocorria no primeiro dia após o sábado da Páscoa. É interessante observar que foi exatamente neste dia que Cristo ressuscitou dos mortos (Mc 16.1-6).

No Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, o Espírito Santo veio moldar os crentes em um só corpo, “a Igreja” (At 2.1; 1Co 12.13).

Os dois pães movidos diante do Senhor nesta festa podem tipificar os crentes judeus e gentios que se tomaram um em Cristo Jesus (Ef 2.14).

A ressurreição de Cristo dentre os mortos foi a expressão do poder de Deus e a prova do que o Senhor pode fazer em nós e por nós. Cristo não ressuscitou simplesmente dos mortos, Deus lhe deu um lugar à sua direita nos céus.

Jesus assentou-se à destra do Pai, lugar de honra. Jesus Cristo permanecerá à direita do Pai até que os inimigos de Deus sejam subjugados e chegue o momento da volta de Cristo, para estabelecer plenamente o Reino de Deus entre os homens (Is 65.17-20).

O Salmo Oito, normalmente é aplicado a Cristo (1 Co 15.27; Hb 2.6-8). Deus tornando-se humano na pessoa de Cristo (Sl 8.5), foi o único que refletiu perfeitamente a imagem de Deus (Gl 2.20; Cl 1.15). Pelo fato de Cristo voluntariamente ter esvaziado de sua glória para obedecer totalmente a vontade do Pai, Deus o exaltou soberanamente. Devido à essa exaltação e poder conferida a Cristo, um dia todo joelho se dobrará diante dele (Mt 28.18; Fp 2.9,10).

A expressão “nos céus” refere-se aos anjos; “na terra” significa toda a humanidade; “debaixo da terra” refere-se ao mundo dos mortos – possivelmente as pessoas que morreram sem salvação e os demônios.

Aqueles que o amam, se dobrarão em adoração e reverência; aqueles que se recusaram a reconhecê-lo se dobrarão em submissão e medo (Ef 4.9,10; Ap 5.13). Isto ocorrerá no juízo final, quando as forças do mal serão completamente derrotadas e serão criados novos céus e uma nova terra onde habita a justiça (Ap 19.20,21; 21.1).

Conclusão

Como cristãos só temos motivos para nos alegrar e render graças ao nosso Senhor Jesus Cristo, pois o Espírito Santo trabalha em nosso benefício em pleno acordo com a vontade do Pai e do Filho, tudo o que acontece nessa vida está dirigido a esse objetivo.

O que acontece pode não ser imediatamente “bom”, mas, Deus fará com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que o amam, para que alcancem o supremo propósito dele (Rm 8.28). Existem acontecimentos cujos bons resultados somente conheceremos na eternidade.

O desígnio de Deus é mais que um simples convite. Ele nos convoca com um propósito em mente, devemos ser como Cristo e compartilhar da sua eterna glória, Deus te abençoe.

Bibliografia
– O Novo Comentário Bíblico N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H

– Comentário Bíblico N.T. Aplicação Pessoal – Vol. 2 – CPAD
– Bíblia de estudo pentecostal – CPAD
– Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos – CPAD

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