A igreja sofredora segue caminhando no mundo árabe

A igreja sofredora está viva e segue caminhando mesmo em meio às dificuldades do mundo árabe.

O pastor Caleb Mubarak é missionário da Junta de Missões Mundiais para o mundo árabe. Ele convive com a igreja sofredora ali e compartilhou um pouco de sua experiência a JMM.

Mubarak relata que tudo o que ocorre no mundo árabe vira sempre notícia nos telejornais do mundo. Todos noticiam os atentados que acontecem diariamente no Iraque e a guerra civil que parece ser infindável na Síria. Da mesma forma as manifestações em países que vivem sob situação de instabilidade civil.

O sofrimento das pessoas nesses países chegou ao nível da intolerância. Hoje o que o povo mais anseia é estar livre de toda essa opressão e fastígio. De todo o sofrimento trazido pelos regimes fundamentalistas dominantes nessas nações.

Em todas as localidades onde hoje o medo, o terror e a desigualdade imperam, existe uma comunidade cristã. No entanto pouco se ouve como também pouco se sabe delas.

Eles não possuem nenhum privilégio por serem cristãos. Muito menos podem declarar isso publicamente, pois em muitas dessas localidades não há liberdade religiosa. Por essa razão, essa igreja que resiste em sobreviver nesse ambiente hostil recebe o nome de “Igreja Sofredora”.

Um encontro mais que especial com a Igreja Sofredora

Foi uma reunião às escondidas e o local do encontro foi bem longe do centro da cidade. A localidade fica no deserto, entre a região Central e o Norte do país.

A proposta durante aqueles dias era conhecer aquilo que o Senhor tem feito usando essa resistente comunidade cristã. nos países mais afetados pela revolução e manifestações populares provocadas pela Primavera Árabe.

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Muitas histórias foram contadas da busca de unidade entre os cristãos, com também da colaboração entre comunidades muçulmanas e cristãs. Elas trabalharam juntas pela ordem e liberdade civil servindo como testemunho e transformação.

A cada testemunho dos ex-muçulmanos, os líderes de igrejas ao redor do mundo se admiravam com o que o Senhor está́ fazendo nesses países.

Houve uma irmã̃ que testemunhou que após sua conversão, seu marido a desertou e a proibiu de ver suas filhas. Sua família já́ não a considera como membro do clã̃, e já́ são quatro anos vivendo longe de todos. Mas tem a certeza de que será́ recompensada 100 vezes mais por sua decisão de perseverar em seguir ao Senhor.

Muitos se comoveram com sua história, principalmente as mulheres que estavam presentes naquele encontro. Que exemplo tremendo!

Ali também estavam reconhecidos líderes de algumas nações árabes que há́ anos sofrem com os regimes fundamentalistas. Eles diziam que esse tem sido o tempo preparado pelo Senhor para que essas comunidades possam começar a influenciar outras. Porque não dizer a colher o que muitos servos valentes haviam plantando no passado.

Todos foram igualmente tocados quando ex-muçulmanos relataram o encontro que tiveram com Cristo através de sonhos, visões e revelações especiais.

A lição aprendida foi que quando a igreja ocidental não se mexe para evangelizar os não alcançados, o próprio Deus usa os “seus caminhos”.

A igreja segue caminhando

Foi um verdadeiro privilégio estar ali durante aqueles dias, ouvindo histórias de pessoas tão especiais. Pessoas que sabem o real significado do que é sofrer pela causa de Cristo.

Foi possível sair dali com a certeza de que Deus tem preparado algo grande para todas aquelas nações. E essa certeza veio do fato de esses países estarem vivendo um momento de tremenda instabilidade e insegurança.

Mas a igreja sofredora que ali vive acredita estar vivendo o seu melhor momento. Por esse motivo precisa definitivamente seguir caminhando.

Adaptado com informações da Junta de Missões Mundiais.
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