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A Gloriosa Esperança do Apóstolo

EM FOCO

Manoel Coutinho Pimentel Júniorhttps://searanews.com.br
Bacharel em Teologia, formado pela Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus – EETAD, Pastor Auxiliar da Assembleia de Deus da Graça – Ministério Ibes - ADIBES, Vila Velha, ES. Atuou como Superintendente da Escola Bíblica Dominical do Campo ADIBES por 19 anos, onde foi reconhecido em três matérias na revista Ensinador Cristão, CPAD. Atualmente é professor da Escola Dominical, possui um canal no YouTube chamado EBD VIVA com o Pastor Júnior Pimentel, nome pelo qual é conhecido.

“O Apóstolo Paulo: As Lições de Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios Para a Igreja de Cristo”

“Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor e tendo por capacete a esperança da salvação” (1 Ts 5.8).

Chegamos na última lição do 4º trimestre, e do ano de 2021. Durante três meses estivemos juntos estudando os riquíssimos ensinamentos, principalmente contidos no livro de Atos dos Apóstolos, bem como, nas Cartas do Apóstolo Paulo. De fato, tivemos a oportunidade de aprender as lições de vida e ministério do apóstolo dos gentios para nós, que somos a Igreja de Cristo. Hoje, aprenderemos sobre “A Gloriosa Esperança do Apóstolo”, que sem dúvida, também é a nossa, a volta de Jesus, o Noivo que virá buscar sua noiva (1 Ts 4.13-18). Tal como Paulo ensinou à igreja de Tessalônica, estes ensinamentos nos alcançam em nossos dias.

A consciência de Paulo diante da morte, apresentada por meio da escatologia, doutrina bíblica que o Paulo nos deixou, os quais apontam para os acontecimentos que ocorrerão nos últimos dias, e da salvação dos santos, que nos leva a viver à luz da Palavra de Deus e sentir o desejo pulsante da volta do filho unigênito e Salvador do Mundo, nestes tempos e estações que marcam este pungente evento. Consciente disto, e com uma coragem extraordinária para enfrentar a morte como estudamos na lição passada “A Coragem do Apóstolo Paulo diante da Morte” disposta em nosso sitio eletrônico SEARA NEWS, que aprofunda sobre a entrega a morte por amor de Cristo para que a vida dEle se manifeste (2 Co 4.11).

Paulo escrevendo aos Gálatas nos arrefece esta esperança, pois afirma que quando chegou a plenitude do tempo, ou seja, o tempo de Deus para a execução de seu plano, Jesus o seu filho, vem ao mundo e morre pelos nossos pecados e ressuscita (Gl 4.3-5). Este Jesus Salvador da humanidade, que o seu povo não o recebeu, abre a janela da graça para nós recebe-lo. Graças a Deus que nós sempre estivemos contidos neste planejamento, e este planejamento que foi concebido antes mesmo da fundação do mundo (Gn 3.15), se materializou com o sacrifício vicário na cruz do calvário, conforme (Is 53) pelo inenarrável amor de Deus que foi oportunizado para a humanidade caída, após o pecado de Adão “Para que todo aquele que nEle crer, não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16), [grifo nosso], que nos restaura a uma vida plena em sua presença, após crermos em Jesus o nosso salvador.

O Dicionário Teológico, Claudionor Correia de Andrade, define a Esperança: ”[do lat. esps] Uma das virtudes cardeais da fé cristã, através da qual o crente é motivado a crer no impossível e a vislumbrar a intervenção divina nos momentos mais críticos da existência. E a certeza de se receber as promessas feitas por Deus através de Cristo Jesus. A esperança tem a fé por motivação; seu fundamento é o amor. A esperança jamais fenece porque tem como aval a Palavra de Deus. Quando do arrebatamento da igreja, porém, há de se perder sua utilidade, pois o que se espera já será abençoadíssima realidade” (1 Co 13).

A consciência de Paulo diante da morte

A plena consciência de nossa vida no mundo hodierno, do tempo em que estamos vivendo aqui, é uma das mais importantes bênçãos oriundas das mãos do Eterno em nós no Planeta Terra em todas as épocas. Alguns se dão conta do amor a cristo que nos constrange conforme Paulo escreveu (2 Co 5.14), outros vivem medianamente em mornidão espiritual, mas a Palavra nos adverte o fim deles (Ap 3.15,16), mas aqui, aprenderemos o que este baluarte nas mãos do Senhor, fez e deixou como legado para nós na Bíblia Sagrada. O ponto crucial é a consciência diante da morte, e este enfrentamento após o homem pecar e se destituir da Glória de Deus, é um desafio, pois não fomos criados para a morte.

Vida abundante cheia de alegrias é o propósito do criador para nós (Sl 16.11), e o inimigo de nossas almas luta na direção oposta como lemos em (Jo 10.10), roubar a nossa coroa, matar as vidas que estão dentro e fora da salvação e destruir tudo o que encontra na reta, família, igreja, sociedade, nações… Todavia, glorificamos ao Senhor pois Ele criou o homem, a família, a igreja e o mundo, porém o destruidor tenta acabar com todas as obras do Altíssimo, mas a Vitória é nossa pelo Sangue de Jesus que morreu na cruz e esta mensagem da cruz, estudamos ao longo do trimestre.

O apóstolo Paulo deixou claro que ele não se apegava mais as coisas terrenas pois tinha uma viva esperança, ao escrever ao seu amigo, o pastor Timóteo. Ele já estava vendo pelos olhos da fé o porvir, e como lemos no texto bíblico de 2 Timóteo de 1-4, desde o início de seu ministério, logo após o encontro com o Senhor no Caminho de Damasco, Jesus se revelou que o Apóstolo dos Gentios que ele sofreria perseguições por causa do Evangelho.

O Espírito Santo testificou a ele e no texto aqui estudado Paulo apresenta na carta a plena consciência do dever cumprido, já no final de seu trabalho na Seara do Mestre, e daí há um pouco mais de tempo seria sacrificado, logo após o incêndio de Roma, quando os cristãos sofreram severa perseguição, a ponto de servirem de luminares com os corpos cheios de piche sendo queimados vivos, quando o Governador de Roma. Lemos nos registros históricos que Nero acusou o Apóstolo Paulo ter sido responsável pelo incêndio de Roma e este morreu decapitado.

“Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé” (v.7), registrado por Paulo, amplamente usado pelos cristãos, principalmente quando estamos em cerimônias fúnebres, que inevitavelmente, são momentos de reflexão sobre a breve existência humana na terra, experimentamos a profundeza dessas palavras. Mas graças a Deus que o texto não encerra assim, mas que se complementa “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, o justo juiz, me dará naquele Dia”; que esperança deste homem de Deus, e o texto ainda não termina aqui. O termo hebraico utilizado pelo Apóstolo Paulo aqui é Stephanos, que era uma coroa de diadema concedida como recompensa por uma disputa atlética, o termo no original é uma metáfora para a hora e o galardão que serão concedidos aos crentes fiéis diante do Trono de Cristo. E continua… “não somente a mim, mas a todos os que amarem a sua vinda”. Vale a pena amar a vinda de Jesus e aceitar a Cristo como único e suficiente Salvador de nossas vidas.

O porvir é maravilhoso e Paulo tinha tido uma experiência incrível quando o Senhor permitiu que ele tivesse um flash do que estaria por vir, quando foi elevado ao terceiro céu, o paraíso e que ouviu coisas inenarráveis ao ser humano (2 Co 2.1-6), e esta experiência cremos que foi o dínamo para o seu profícuo ministério missionário.

O apóstolo Paulo tinha uma convicção tão grandiosa que escreveu aos Gálatas 2.20 que já estava crucificado com Cristo e já não vivia mais em si próprio, mas em Cristo por meio da fé no filho de Deus.

Doutrina bíblica de Paulo sobre a volta do Senhor

No segundo texto em estudo hoje, Paulo escreve aos Tessalonicenses no capítulo 5, nesta última lição, na qual, temos um conteúdo escatológico, sobre as coisas que aconteceriam nos últimos dias aqui no mundo. Precisamos acalentar e preservar cotidianamente a nossa firme esperança no porvir, mesmo diante das agruras e perseguições vividas por nós aqui. Podemos ver que o coração do apóstolo se enchia de gozo e muita alegria pois tinha no coração o amor que ele tinha pela Obra de Deus.

O ensino aqui exposto pelo Apóstolo, mostra que a volta de Cristo acontecerá em duas fases distintas: a primeira fase, visível somente aos santos do Senhor, quando virá busca-los, que é o arrebatamento da Igreja, que se dará nos ares, ocasião em que os mortos ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos serão arrebatados, ou seja, raptados deste mundo em uma fração mínima de tempo, a Bíblia relata que ocorrerá em um abrir e fechar de olhos.

Já a segunda fase, visível a todos os homens é a vinda do Senhor com a sua noiva, em uma manifestação gloriosa, socorrendo o povo de Israel que estará encurralado pelas nações do mundo comandadas pelo Anticristo, o falso Profeta e o Diabo, para implantar o reino do Milênio (Apocalipse do capítulo 11 ao 16). O propósito do escritor bíblico era preparar a Igreja, como nós também hoje devemos estar preparados, para a volta de Cristo, chamada pelo Dia do Senhor, e que Jesus virá de uma forma repentina e inesperada, como um ladrão de noite versículo 2.

Existem cristãos midi-tribulacionistas, eles entendem que a Igreja será arrebatada no meio da grande tribulação, quer dizer, com três ano e meio. Também há os pós-tribulacionistas, que pensam que a igreja será arrebatada no final, e que ela passará por toda a grande tribulação.

Os assembleianos são pré-tribulacionistas, ou seja, creem que a Igreja será levantada da terra antes que chegue esse grande e terrível dia do Senhor, como diz em Malaquias 4. 1,2: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem a impiedade serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis e crescereis como bezerros do cevadouro”.

Um falso sentimento de segurança surgirá no mundo, e neste tempo haverá repentina destruição. Jesus leva a sua Igreja e durante 3 tempos e metade de um tempo haverá uma falsa paz e no final deste período o iníquo mostra a sua verdadeira cara, trazendo uma terrível perseguição conforme o capítulo 12 do livro do profeta Daniel. E no final desses 7 anos é que acontece a segunda vinda. Estejamos preparados cultivando uma vida santa, irrepreensível, na presença do Senhor, vigiando, orando, e confiando nas promessas do Senhor.

O hino 300 da Harpa Cristã nos diz: “Nossa esperança é sua vinda, o Rei dos Reis vem nos buscar, nós aguardamos a sua vinda, até a luz da manhã raiar”.

Dos tempos e das estações até a volta do Senhor

O néctar deste tópico é que não cabe a nós adivinhar os tempos e as estações que estas coisas acontecerão. A advertência é para que nos vistamos como um soldado preparado para uma batalha, com couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação. “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hb 10.23).

Como ser salvo então, é um momento oportuno para trazer à tona os ensinos de Jesus, que nos adverte a viver uma vida íntegra, separa do mundo que jaz no maligno. Nós devemos viver nos santificando a cada dia, até alcançarmos a estatura de varão perfeito. Deus nos destinou para a salvação.

Meditemos em 1 Timóteo 3.1-5 nos diz: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.

A mensagem pentecostal traz consigo o poder do Espírito e a esperança no porvir. Em 2 Pedro 3.3,4 nos assevera dizendo, “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.

Os nossos púlpitos precisam ser cristocêntricos, o verdadeiro avivamento vem pela Palavra de Deus, que é inerrante, eficaz, penetrante, imutável, perfeita, e vem diretamente de Deus. Precisamos voltar ao primeiro amor, pregar em temo e fora de tempo como o Apóstolo Paulo nos adverte em sua segunda carta ao jovem pastor Timóteo (2 Tm 4.2). Precisamos cada vez mais orientar o povo de Deus a buscar a promessa da vinda do Senhor. “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam” (Hb 9.27-28).

Concluindo a lição deste abençoadíssimo trimestre, e ano de 2021, deixamos para a meditação de nossos leitores estes dois textos bíblicos: “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hb 10.23). Porque Deus não nos designou para a ira, mas para sermos contemplados pela salvação por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.8).

Que Deus os abençoem e tenham um feliz ano novo na presença do Senhor!

Bibliografia
– CLAUDIONOR, Correia de Andrade. Dicionário Teológico, 26ª Ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006;

– Bíblia de Estudo NAA, Barueri, Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), São Paulo, 2018;
– ANDRADE, Claudionor de. Paulo em Atenas, 2ª Ed. Rio de Janeiro, CPAD, 1986.

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