A criação de Eva, a primeira mulher
Mulher | Foto: Pixabay

Escola Dominical – Comentário de apoio: Lição 2 do 1º trimestre de 2020 – A criação de Eva, a primeira mulher.

Por Aniel Ventura

O último dia da criação foi marcado por muitas atividades: Deus formou o homem e em seguida definiu as suas tarefas; logo houve a nomeação dos animais, a criação da mulher e a instituição do casamento.

Com certeza, foi um dia inesquecível na vida de Adão, apesar de seu sono profundo no momento em que Deus criou sua companheira, foi uma ótima surpresa: Deus lhe apresentou uma “auxiliadora” e ele a chamou de varoa.

Os últimos momentos foram, sem dúvida, marcados pela presença magnífica do Deus todo poderoso, que tudo planejou para a felicidade do homem e da mulher. O seu cuidado nos mostra o seu grande amor pela humanidade.

I. A mulher no plano de Deus

Ao ler o capítulo 1 do livro de Gênesis, em vários versículos encontramos a expressão; “E viu Deus que isto era bom” (Gn 1.4,10, 12,18,21,25), em (Gn 1.31) “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”.

Em (Gn 2.18), encontramos Deus dizendo: “Não é bom”. Nos dois primeiros capítulos de Gênesis, Deus estava mostrando, “o que é bom e o que não é bom”. E o que não era bom ali é o homem ficar só.

De Gênesis a Apocalipse, Deus está sempre dizendo “O que é bom e o que não é bom”, para os seres humanos, cabe-nos escolher o que é melhor.

A criação da mulher estava nos planos de Deus. Para que pudesse cumprir o propósito de reprodução e enchimento da terra (Gn 1.28), havia necessidade de uma mulher, uma companheira, uma Auxiliadora. O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal (Gn 1.28).

Foram criados para constituírem lares para a família. Esse é o propósito de Deus, declarado na criação, indica que ele dá a sua atenção e abençoa as famílias que o servem e que a criação de filhos é algo de máxima prioridade no mundo (Ef 5.21; Tt 2.4,5).

Deus esperava do primeiro casal, que lhe dedicassem todas as coisas da terra e que as administrassem de modo a glorificar a Deus e cumprir o propósito divino (Sl 8.6-8; Hb 2.7-9).

O futuro da terra agora, dependia deles. Ao pecar, trouxeram ruína, fracasso e sofrimento à toda criação de Deus (Gn 3.14-24; Rm 18.19-22).

Porém, Cristo irá restaurar a terra à sua posição e funções perfeitas, na sua vinda, no fim desta era (Rm 8.19-25; 1 Co 15.24-28; Hb 2.5-8; Ap 21.1). Em (Gn 2.24) diz o texto: “Deixará o varão o seu pai e sua mãe”.

Desde o princípio, Deus estabeleceu o matrimônio e a família, como a primeira e a mais importante instituição humana na terra (Gn 1.28). A orientação divina para o casamento é um só homem e uma só mulher, os quais tornam-se uma só carne (unidos de corpo e alma). Esta prescrição divina exclui o adultério, a poligamia, a homossexualidade, a fornicação e o divórcio quando antibíblico (Mc 10.7-9; Mt 5.32; 19.9).

II. A criação da mulher

O homem era feliz, vivendo em um paraíso e desfrutando da presença de Deus, porém, algo estava incompleto. No entanto, tudo veio a ser completo, quando Deus criou Eva (heb. חַוָּה – chavah), a mãe de todos os viventes, também teve fim a solidão do primeiro homem.

Adão foi anestesiado por Deus, que retirou dele parte de sua costela, esta é a parte do corpo mais próxima do coração, que para os hebreus é o lugar dos afetos. A mulher seria parte íntima dele, “uma só carne” e, desta forma, seria adequada para ele.

Adão demonstrou sua posição de liderança, ao dar-lhe o nome de Eva. (heb. “חַוָּה” “Chavah”), o significado vem da representação do nome Eva para a humanidade = “Vivente”; (Gn 3,20).

O projeto de Deus é que a mulher seja amada pelo homem, companheira e ajudadora. Eva seria participante da responsabilidade de Adão cooperando no plano de Deus para sua vida e de sua família (Ef 5.22; Sl 33.20; 70.5; 115.9), onde o termo auxílio, referente a Deus, tem a mesma conotação que ajudadora, em (Gn 2.18).

Eva, foi a matriz da raça humana, enfim, tudo estava completo e preparado. Agora, haveriam de se propagar, multiplicar-se e encher toda a Terra. Deus poderia ter criado a mulher do pó da terra, assim como criou o homem, mas preferiu criá-la da carne e dos ossos do seu lado. Ao fazer isso, ele nos deu exemplo de que, no casamento, o homem e a mulher são, simbolicamente, unidos como uma só pessoa, isto é uma só carne.

Por toda a Bíblia, Deus trata essa parceria especial com muita seriedade. Para quem é casado, ou quem planeja se casar, lembre-se que é preciso estar disposto a cumprir o compromisso que faz dos cônjuges uma só carne, o objetivo do casamento deve ser mais que uma amizade, deve ser uma unicidade (Mt 5.33).

Nos planos de Deus, a terra e toda criação, sem o homem e a mulher ficariam sem sentido, pois não haveria humanidade. Porém isso não nos torna os donos da terra e sim, mordomos de Deus, pois tudo é dele e para ele.

III. A missão da mulher

É muito importante observar que, quando Deus criou a humanidade (heb. “Adam”), fez os seres humanos à sua imagem, Ele os criou macho e fêmea (Gn 1.27; 5.1,2; Mt 19.4). Portanto, a imagem de Deus é tanto no homem (o macho), quanto na mulher (a fêmea), e as caracterís­ticas de personalidade peculiares de cada sexo são completamente necessárias para mostrar a natureza de Deus.

A pa­lavra (‘ishah – אִשָּׁה – heb.) para “mulher” sugere as suas sensibilidades e dons especiais dados por Deus no campo emocional. Estas caracterís­ticas servem para realçar a humanidade. A mulher possui uma sensibilidade especial para as necessidades humanas que lhe per­mitem ser intuitiva às situações e os sentimentos das outras pessoas.

A mulher, por ter sido formada a partir do homem (Gn 2.21,23) e por causa do homem, porém, a Bíblia decreta o homem como o cabeça (1 Co 11.7-9). Na ordem divina, a autoridade do ho­mem sobre a sua mulher é baseada na priori­dade da criação, e não em superiori­dade (1 Tm 2.12,13). A posição de dependência da mulher indica uma diferença de função, e não uma posição de inferioridade. A mulher foi criada para ser a companheira do homem, uma “adjutora” ou uma “auxiliadora” (heb. עֵזֶר – Ezer – socorro) para ele (Gn 2.18,20), isto é, alguém que irá lhe ajudar, constantemente.

Essa não é uma palavra aviltante. Muito pelo contrário é enobrecedor alguém ser ajudante em alguma causa justa. A Bíblia não rebaixa a mulher, no entanto, uma mulher encontra seu justo valor quando se posta ao lado de um homem bom.

O comentarista Matthew Henry, observa que a mulher não foi formada da cabeça do homem, para que não exerça domínio sobre ele, nem de seus pés, para que não seja pisada, mas de seu lado, para ser igual a ele, e de perto de seu coração, para ser amada por ele.

Os seres humanos foram feitos à imagem de Deus, portanto não são divinos, foram criados segundo uma ordem inferior e dependente de Deus. No entanto toda a vida humana provém inicialmente do primeiro casal, “Adão e Eva” e o objetivo principal de tudo isso é glorificar o nome de Deus. A ele toda glória para sempre, amém.

Conclusão

Até a formação da mulher, havia apenas uma biografia desolada e de pouco interesse. Mas tudo mudou, quando o Pai chamou sua filha, Eva, à existência. A partir daí tudo mudou, o drama humano haveria de ter livre curso.

Da biografia de Adão à História Universal, plenifica-se na história Sagrada. Com a instituição do casamento, o Criador começaria a revelar a profundidade de seu amor à criatura racional, que, tirada da terra, almeja o céu; criada no tempo, mas para perpetuar para toda a eternidade.

Bibliografia
– Claudionor de Andrade – O Começo de todas as coisas – 2015

– Bíblia de estudo pentecostal – CPAD
– Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus
– Comentário Bíblico Beacon – vol.1
– Comentário champlim – vol.1
– Dicionário Bíblico Wycliffe Charles F. Pfeiffer

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