A Conversão de Saulo de Tarso

“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.3,4)
Manoel Coutinho Pimentel Júnior

Nesta semana, continuamos estudando sistematicamente a Bíblia Sagrada, por meio da maior escola do mundo, a Escola Bíblica Dominical, e neste trimestre, o estudo é sobre a vida do Apóstolo Paulo, chamado de Apóstolo dos Gentios. Deus na sua infinita misericórdia, nos concede esta rica e abençoada oportunidade, manifestamos a nossa gratidão ao Eterno. Indubitavelmente “A Conversão de Saulo de Tarso”, nos traz um dos acontecimentos Marcantes para a história da igreja do Senhor, mostrando que a Salvação se realiza por meio do dom de Deus e da graça do nosso Salvador Jesus Cristo (Ef 2.8,9), que entra no coração do homem, quando este, por meio da fé se arrepende dos seus pecados e é salvo.

Esta lição nos traz a conversão de Saulo, de forma impar e miraculosa, além de à luz da doutrina bíblica da salvação, relacionar a conversão deste pecador costumaz, Saulo de Tarso, perseguidor dos cristãos do “Caminho” (At 22.4), transformando em um apóstolo cheio da graça emanada de Deus, por meio do Espirito Santo após o encontro com o próprio Jesus, que apareceu para Saulo no caminho de Damasco, por meio de um resplendor de Luz do céu e de sua voz. (At 9.3,4).

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A CONVERSÃO DE SAULO UM ATO DA GRAÇA DE DEUS

“Onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20). A Graça Redentora impactou diretamente a Saulo, este perseguidor costumaz, com autorização prévia para perseguir e prender os cristãos, ficou atônito, ou seja, tomado de grande admiração, pasmo, com aquele acontecimento extraordinário, pois o próprio Jesus a quem perseguia agora o chamava: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4). Agora o perseguidor implacável, encontrava-se caído no chão (At 9.5), ouvindo o Senhor chamando o seu nome. Não lhe restou mais nada a fazer, do que se converter à Cristo a quem perseguia.

A iniciativa foi do próprio Senhor Jesus que, quando quer, pode nos jogar no chão, pelo seu propósito, nunca para destruir e sim para nos transformar e usar-nos na sua Obra, pois o Eterno conhece a cada um de nós e sabe a maneira exata de tocar em nosso coração, nosso ser, nosso intelecto.

Este Fariseu convicto, especialista na Torah, (os 5 primeiros livros da Bíblia), como vimos na lição passada, criado aos pés de Gamaliel, era da seita dos Fariseus, que criam numa Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita e eram totalmente devotos a Letra, mais tarde o próprio Saulo, regenerado, escreveu aos crentes de Corinto, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica” (2 Co 3.6).

Em Gênesis 32, a Bíblia nos relata que Jacó lutou com o Anjo, cremos que foi o advento chamado Teofania, ou seja, uma manifestação de Deus, o Senhor, ocasião em que Jacó no Vale de Jaboque, até o amanhecer, sendo tocado na coxa e deslocando a junta desta. No estudo de hoje, Saulo da mesma forma foi tocado, não na coxa, mas nas vistas, e ficou cego por três dias, e foi levado pelos que estavam com ele até Damasco (At 9.8).

SAULO E A DOUTRINA BÍBLICA DA SALVAÇÃO

Segundo o Dicionário Teológico, Edição Revista e Ampliada, a etimologia da palavra Conversão do hebraico: voltar atrás; ‘do grego Metanoeo’, voltar; e do ‘latim conversionem’, transformação. Significa “Mudança que Deus opera na vida do que aceita a Cristo como o seu Salvador pessoal, mundificando-lhe radicalmente a maneira de ser, pensar e agir.” E ainda, “a conversão é o lado objetivo e externo do novo nascimento. Por intermédio dela, o pecador arrependido mostra ao mundo a obra que Cristo operou em seu interior: a regeneração”.

Saulo, ao ter o encontro inesperado com o próprio Jesus, depois de ter ficado atônito, perguntou ao criador, o que deveria fazer. E disse-lhe o Senhor: “Levanta-te, entra na cidade, lá será dito o que convém fazer” (At 9.6). O Soberano já havia providenciado a cura da cegueira carnal momentânea por meio do discípulo Ananias, quando apareceu e deu o endereço onde Saulo se encontrava, para que Ananias fosse lá e lhe desse as orientações. Este até titubeou no primeiro momento, pois afinal tratava-se de Saulo, o perseguidor dos crentes, e tinha carta do Sumo Sacerdote para assim fazê-lo; mas, Jesus deu testemunho de Saulo, dizendo que ele estava orando, e também jejuando, pois não comia há três dias, quando foi abordado pelo discípulo, convertido ao Criador. Após o milagre de sua conversão, passa a ser Apóstolo dos Gentios, levando a genuína mensagem, a saber Jesus Cristo o Crucificado, revestido de poder do Espírito Santo, plantando Igrejas, sendo excelente discipulador das vidas que aceitavam o Evangelho de Cristo, dedicando-se no ensino da Verdade aos vocacionados, demonstrando o seu amor pela Igreja do Senhor, seu zelo para com a sã doutrina, (Tito 2.1, 1Tm 4.16).

Na epístola aos Gálatas 4.4-7, lemos: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo”.

AS TRÊS FACULDADES INTERIORES TRANSFORMADAS NA CONVERSÃO

Na mente do homem, que é o campo denominado de Faculdade intelectual do homem o autor e o consumador da nossa fé (Hb 12.2), o Senhor age por meio do Espírito Santo, convence o homem, do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11), agindo diretamente no coração.

No livro Declaração de Fé das Assembleias de Deus, lemos: “Nisso cremos Nossa declaração de fé é esta: Professamos e ensinamos que a salvação é o livramento do poder da maldição do pecado e a restituição do homem à plena comunhão com Deus, a todos que confessam a Jesus Cristo. Cremos a salvação é a plena comunhão do homem com Deus através de Jesus Cristo, único Salvador”. Na Bíblia lemos que “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23).

O Segundo elemento operado pelo arrependimento é o emocional, neste campo o homem ao arrepender-se demonstra a sua tristeza o Salmista Davi: “Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu” (Sl 43.5). O homem se arrepende e sente tristeza por pecar e deseja ardentemente estar junto ao Senhor em perfeita comunhão.

Quanto a faculdade vontade, o velho homem ficou pra trás, e tudo se fez novo, e o pecador convertido ao Senhor deve praticar tudo que é bom, sendo imitador de Cristo, agradando-lhe em todo o seu modo de viver, na prática sendo luz para o mundo que jaz no maligno. Pensando e agindo conforme está registrado em Fp 4.8, que diz assim: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

A história da Igreja foi impactada com a conversão de Saulo de Tarso. O evangelho rompeu as barreiras do preconceito tanto culturais contra os gentios, quanto geográficas pois ele desbravou em terras áridas, desafiando culturas, e o Evangelho chegou até nós. Meditemos na Palavra que Paulo, convertido ao Senhor escreveu em sua segunda Carta aos Coríntios: “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.18-21).

Bibliografia:
– ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico: 26 Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
– Bíblia de Estudo NAA, Barueri, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, 2018.
– ANDRADE, Claudionor de. Paulo em Atenas. 2 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1986

Assista ao vídeo do estudo da lição 3


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