A construção do templo enfrentou oposição
Escola Dominical – Capa da Lição 4, do 3º trimestre de 2020 – A construção do templo enfrentou oposição.

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 4, do 3º trimestre de 2020 – A construção do templo enfrentou oposição.

Por Aniel Ventura

Esdras era considerado pelos judeus como o segundo Moisés, através do ministério de Esdras foi desenvolvido em Judá um grande interesse pelo estudo da Torah (heb. תּוֹרָה) e a obediência aos mandamentos.

Esdras e Neemias compunha um só livro na Bíblia hebraica e devem ser estudados juntos para uma melhor compreensão. Esses livros mostram Deus cumprindo suas promessas, permitindo que o seu povo deixasse o exílio e pudesse restaurar o templo, os muros e a cidade, assim como os padrões da verdadeira adoração e preservar a comunidade recém-reunida de novas recaídas nos costumes idólatras dos gentios. Os profetas e líderes que o Senhor levantou, Deus conservou um pequeno grupo de remanescentes e por misericórdia teve cuidado deles.

“Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Ed 7.10).

I – OS ALICERCES DO TEMPLO SÃO LANÇADOS

1. O lançamento dos alicerces foi celebrado com uma solenidade

Os que regressaram para Jerusalém celebraram a colocação do alicerce, do mesmo modo como a geração anterior tinha celebrado o templo de Salomão (2 Cr 5.13). Houve uma cerimônia apropriada, enquanto os sacerdotes com vestimentas de gala tocavam as trombetas, conforme havia determinado o rei Davi, os filhos de Asafe louvavam acompanhados por címbalos, a multidão reunida uniu-se em louvores triunfais rendendo glória e honra a Deus por grandes feitos (Sl 126.2,3).

2. A reedificação do Templo

A construção do templo de Salomão teve início no segundo mês do quarto ano de seu reinado (1 Rs 6.1). Assim também, a reedificação do segundo templo começou no segundo mês do ano seguinte ao retorno do exílio. A Lei exigia que os levitas tivessem pelo menos, trinta anos de idade para entrarem no serviço do templo. Haja vista, no tempo de Davi a idade mínima foi baixada para vinte anos (Nm 4-1-3; 1 Cr 23.24,27). Essa reforma feita pelo rei Davi contribuiu para que mais levitas entrassem para o serviço do templo. Essa provisão foi vital devido ao pequeno número de levitas que retornaram do exílio (Ed 2.40).

Mesmo sendo poucos, atenderam a sua vocação espiritual em ser aquilo que Deus tencionou que eles fossem. Assim também hoje, os crentes em Cristo devem ser um “sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para anunciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9), e “sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1 Pe 2.5; Hb 13.10).

II – OS SAMARITANOS OPÕEM-SE À CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

Os adversários de Judá eram os samaritanos; Esar-Hadom (heb. אֵסַר  חַדֹּן Ed 4.2), que reinou na Assí­ria de 681-669 a.C., transportaram os líderes judeus do Reino do Norte (Israel) para outras nações ocupando a Palestina por povos sírios e associados, a fim de garantir seu domínio. Esses povos estrangeiros casaram com os judeus que permaneceram na região, gerando uma descendência mista dando origem aos samaritanos. Esses fingiam buscar união, querendo ajudar num trabalho conjunto para o progresso da obra de Deus – era pura hipocrisia (2 Rs 17.24,34).

1. Entre os moradores da terra estavam os samaritanos

Os samaritanos diziam adorar ao Senhor e que sacrificavam a ele, igualmente os judeus. Entretanto, tinham seus falsos deuses, e não aceitavam a Palavra escrita como autoridade suprema para seu povo (2 Rs 17.24). Uma oferta enganosa de ajuda que na verdade era um complô para subverter a fé e dedicação do remanescente que retornaram. As Escrituras nos advertem que Satanás procurará invalidar a mensagem de Deus para nos arruinar, mediante ofertas de cooperação da parte de falsos mestres que não são leais à inspirada revelação da Palavra de Deus (Mt 24.24; At 20.27-31; 2 Co 11.13-15).

2. Os samaritanos tentam frustrar a construção do Templo (Ed 4.4,5)

Diante da oferta dos Samaritanos, Zorobabel e Jesua se recusaram a associar-se “ao povo da terra”, pois os israelitas aceitaram os princípios bíblicos da recusa à idolatria e o não comprometimento com o mundo. A negativa em aceitar uma religião mista trouxe oposição e perseguição contra os fiéis de Deus. Os adversários desanimaram o povo fiel, intimidando-os, com ameaças e deturpação das intenções, frustrando seus planos (Ed 4. 4- 24; 2 Tm 3.12).

3. O motivo da falta de resistência dos judeus era de ordem espiritual

Os inimigos surgiram para se opor à obra (Ed 5.3).  A construção do templo parou pouco depois do seu começo, em 538 a.C., e só recomeçou dezoito anos mais tarde, em 520 a.C. Hoje devemos estar cientes de que quando há progresso espiritual, haverá também oposição e provação da parte dos inimigos de Cristo. Nós o povo de Deus, devemos enfrentar a oposição em contínua oração e confiança, avançando até à conclusão da obra que Deus nos tem confiado (Ef 6.11).

IV – A REAÇÃO DOS SAMARITANOS, QUANDO OS JUDEUS CESSARAM A OBRA

1. A tristeza dos judeus

A expressão, “povo da terra” (Ed 4.4). É uma referência aos samaritanos, que se tornaram ini­migos diligentes do plano de reconstrução de Israel nos anos seguintes ao retorno do exílio, desencorajando o povo judeu. A oposição dos samaritanos, fez cessar a obra deixando-os desanimados e tornando-se espiritualmente frios e com isso passou cerca de dezesseis anos, mas, Deus envia os profetas Ageu e Zacarias para encorajá-los a recomeçar a obra, até que a construção da Casa do Senhor foi retomada. (Ed 4.1-5,24). Os profetas, então, mostram que a obra de Deus precisa ter toda a primazia, de modo que, o reino de Deus e os interesses da causa do Mestre devem ser a suprema prioridade em toda nossa vida (Mt 6.33).

2. A alegria dos samaritanos

Os líderes e o povo judeu reagiram positivamente à mensagem de Ageu, obedecendo e temendo ao Senhor, recomeçando de imediato a reconstrução, por esse motivo, Deus respondeu à obediência de seu povo, encorajando-os com três promessas:

(1) o próprio Deus garantiu cumprir todas as promessas do concerto.

(2) o Espírito de Deus permaneceria entre o povo; e

(3) a glória da última casa seria maior que a da primeira por causa do poder de Deus que nele haveria e o ministério de Jesus e dos apóstolos, conforme registrado nos Evangelhos e em Atos, dar-se-ia no templo de Zorobabel. Essa glória não é a beleza das estruturas eclesiásticas que, dá frutos ao reino de Deus e sim a presença dos dons, ministérios, poder do Espírito Santo e transformação de vidas.

3. O desânimo dos judeus

Os judeus que haviam voltado do cativeiro, estavam tão ocupados com os próprios interesses, que negligenciaram a construção do templo de Deus. Suas casas eram revestidas de madeira de cedro, enquanto que o templo continuava em ruínas. Estavam perdendo a bênção, pois viviam em função das suas próprias vantagens, demonstrando um mínimo de interesse pelos objetivos e propósitos divinos.

Do mesmo modo, poderemos esperar um declínio das bênçãos de Deus em nossa vida, se não tivermos prazer pela sua obra, tanto no lar quanto entre as nações. Quando dispuseram com diligência a edificar o templo, Deus faz com que todo empreendimento deles tenha êxito. Esse princípio está presente também no Novo Testamento. O favor de Deus, seu amor e comunhão, virá somente à medida que continuamos a buscá-lo, e a observar-lhes os mandamentos (Jo 14.21-23).

CONCLUSÃO

O contexto histórico do livro Esdras e o de Neemias é importante para compreensão desta importante história. Ciro, rei da Pérsia, assina um decreto e permite os exilados voltarem à pátria para reconstruir Jerusalém e o templo, cumprindo, as profecias de Isaías e Jeremias (Is 45.1-3; Jr 25.11,12; 29.10-14; Dn 9).

O primeiro grupo de judeus volta para Jerusalém, colocam os alicerces do novo templo, em meio a muita emoção e expectativa (Ed 3.8-10). Os samaritanos e outros vizinhos opuseram-se fisicamente aos judeus, desanimando os trabalhadores de uma forma, que a obra foi interrompida.

A letargia espiritual generalizou-se, induzindo o povo a dedicação somente de suas próprias casas. Os profetas Ageu e Zacarias incentivaram Zorobabel e o povo a retomar a construção da casa do Senhor. Enfim, terminou-se o templo e de forma solene foi dedicado ao Senhor (Ed 4-6).

Comentário de apoio da Lição 4, do 2º trimestre de 2020 – Carta aos Efésios – A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE.

Bibliografia
O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H

A história de Israel no Antigo Testamento – Samuel J. Schultz – S.R. Edições Vida Nova
História de Israel – Carl Boyd Gibbs – EETAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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1 COMENTÁRIO

  1. A Palavra de Deus se cumprindo a cada dia, não podemos desanimar diante de nossos adversários e permanecer fiéis a Deus, crendo que em tudo o Senhor será conosco até a consumação dos seculos, sabendo que Ele está no controle de tudo.

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